domingo, abril 27, 2008

Brincando

Patrícia e Adriana eram parceiras de muitas brincadeiras. Elas tinham muitos brinquedos, bonecas iguais.Elas brincavam, como toda menina , de casinha. Espalhavam os brinquedos pelo chão do quarto.Terminada a brincadeira , elas deviam recolher e guardar tudo .Certa vez ,Adriana já havia organizado a parte dela quando Patrícia empurrou para ela os brinquedos com os quais estivera brincando.Argumentou que , sendo as bonecas, casinhas e roupinhas iguais , Adriana tinha guardado as dela. Portanto , deveria agora guardar as suas. Adriana começou a chorar.Interferi e Patrícia fez a sua parte. Valeu a tentativa...
Uma das brincadeiras era a de escolinha.Paty era a prof e Adrianinha a aluna.
Uma tarde elas estavam discutindo e fui conversar com elas, saber o que estava acontecendo. Paty estava zangada porque Adriana não queria brincar. Estranhei, pois Adriana sempre estava disposta a brincar com a irmã.Perguntei a razão dela não estar disposta. Adrianinha respondeu, entre lágrimas, que era porque Patrícia cuspia nela o tempo todo.
Olhei para Paty com olhar de espanto .Rapidinho, ela justificou que fazia isto imitando sua professora que falava cuspindo sobre os alunos . Ela apenas queria que a aula fosse real.
Engraçadinha , não?...

segunda-feira, abril 21, 2008

Emergências

Eu sempre sfirmo , com convicção, que nunca quis voltar a algum momento do passado. Isto porque acredito em viver o presente. O passado são lembranças , momentos que fizeram nossa história. Minha história é bonita justamente por eu sempre me ater, com carinho e cuidado, ao presente.
Mas, de alguma forma , o passado volta até nós.
Dois dias atrás me encontrei saindo de madrugada em direção à emergência de um hospital. Novamente meu coração aflito enquanto levava nos braços um ser tão pequenino ,tão indefeso e pelo qual tenho imenso amor. No passado eram meus fihos e , desta vez, minha querida neta.
Sofia estava com dificuldade respiratória, em consequência do refluxo, e precisou ser aspirada.
Inevitável recordar das duas vezes que , de madrugada, precisei carregar um filho nos braços em direcão a um hospital.
A primeira vez foi o Eduardo. Ele tinha completado um aninho. Era 11 de novembro de 1976. No dia anterior eu dei para ele , André e Alessandra , pêssegos.
Tive o cuidado de tirar a casca, porém a fruta que não causou nenhum mal à Ale e Dé , causou uma infecção intestinal no Edu. Ele começou a passar mal perto da meia noite e as 5 da madrugada ele dava baixa no hospital com desidratação. Em poucas horas ele perdera 3 quilos. Jamais vou esquecer a fragilidade de seu pequeno corpo contra o meu.
Foram 72 horas muito difíceis mas sai com meu filho nos braços. De volta para casa.
A segunda vez foi quando morávamos em Blumenau fazia pouco meses.Patricia estava com muita tosse e acordou no meio da noite. A tosse forte fez romper alguns vasinhos do nariz e um pouquinho de sangue foi parar no estômago. Ela acabou expelindo este sangue e foi isto que nos levou para a emergência. As crianças dormiam e tivemos que acordá-las e levá-las conosco.
Algo sempre me acompanhou nestes momentos. A minha fé. A fé de que meus filhos voltariam sempre comigo para casa e que aquele momento de aflição logo estaria esquecido.
Foi esta fé que me acompanhou duas noites atrás.
Sofia é tão pequenina mas já mostra ter a força que move as mulheres desta família.
Sofia já tem a força.Nós a ensinaremos a ter fé.

quarta-feira, abril 16, 2008

sábado, abril 12, 2008

13 de abril

Adriana nasceu em 13 de abril, aos 55 minutos .Ariana.
Amanhã ela está de aniversário e eu vou conversar com ela, desejar-lhe feliz aniversário mas sem poder tocá-la, abraçá-la. Cerca de 8.000km nos separam. Separação física, apenas física.
Adriana vai estar comemorando este dia com amigos e colegas de trabalho e,principalmente com Carlos que cuida para que esta data seja sempre muito especial.
Quando Adriana fez um aninho nós morávamos em Blumenau. Viemos todos para Porto Alegre .Pegamos carona na festinha de três aninhos do Cristiano. Adriana muito linda no vestidinho de veludo azul marinho ,com gola de piquet branca.
No terceiro aninho já morávamos em Joinville. Ao redor da mesa ,cantando parabéns apenas os irmãos e meu primo Marcelo, a esposa Monica e o filhinho deles. Mas estava bem animado. Bolo, docinhos e muitos balões.
Ela ganhou presente de cada um dos seus irmãos. Lembro da bola de pano colorida e de um urso de pijama azul, que foi seu companheiro de brincadeiras por muitos anos.
Aos quatro anos tínhamos retornado à Porto Alegre e comemoramos com uma festa bem movimentada. Festejamos os quatro aninhos da Adriana e os doze da Alessandra.
Morávamos em Caxias do Sul quando Adriana completou oito aninhos.No final de semana viríamos para Porto Alegre comemorar junto com o Cristiano. Porém programamos uma festinha para o dia 13 mesmo.Adri deu convite para todos os coleguinhas. A mesa estava bonita, balões coloridos...Chegou a hora marcada e ninguém chegava. Passou-se uma hora, duas...Tarde chegando ao fim. Desesperada , angustiada pela carinha triste da Adri eu liguei para duas mães e pedi que levassem as meninas. Foi uma coincidência enorme de pais ocupados ...Mas as meninas foram e cantamos parabéns. Os irmãos aliviados, um pouquinho só , mas aliviados.Foi uma experiência marcante ,onde o carinho e amor da família tiveram papel fundamental.
Em Novo Hamburgo esquecemos o ocorrido. Como a distância é pequena , nossos amigos e familiares foram todos. Também muitas coleguinhas.
A festa de 15 anos em Porto Alegre , onde já estávamos morando novamente.
E, assim , fomos sempre comemorando. Muitas vezes o aniversário da Adri e da Ale foram comemorados juntos.Sempre teve um bolo, um presente.
Este é o quarto aniversário que Adrianina está longe. Longe , mas não distante.
Tenho certeza que ela sente sempre a nossa presença ,e muito mais nas datas especiais.
Estaremos todos envolvendo-a num abraço carinhoso e desejando que todos os seus dias sejam de muita luz.
Feliz aniversário minha amada e muito querida Adrianinha.
Te amo. Amo muito e sempre

domingo, abril 06, 2008

Portas

Portas que abrem, outras que fecham.
Costuma-se dizer, e eu mesma digo com frequência, que somos resultado de nossas escolhas.
Nossas opcões, decisões são determinantes de nossa caminhada.
Muitas vezes,as pedras e obstáculos da caminhada dos outros.Isto quando a nossa escolha afeta, interfere e muda o rumo de quem caminha ao lado.
Se isto nos acontece , temos duas atitudes a escolher. Ficar parado no caminho esperando o tempo passar ( o tempo não vai passar )ou, seguir em frente , tocar a vida deixando as perdas para trás. Deixar as perdas mesmo que com elas fique parte de nossas vidas, parte de nossos corações.As únicas coisas que não podemos deixar são a dignidade, o respeito próprio e a fé naqueles que nos amam de verdade.
Aquele que afeta, de maneira pesarosa outros, terá também alguma perda.É da vida, do cotidiano, da natureza.
Não se têm tudo. Talvez alguns poucos ou aqueles que sabem olhar o quê tem e valorizar, agradecer.
Portas que abrem, outras que fecham.Ganha-se de um lado ,e pode ocorrer de perder-se de outro. Bom é quando todos saem ganhando. Escolhas egoístas dificultam isto.
Quem vive em familia, com amigos tem que ter mais responsabilidade, cuidado ao tomar decisões que irão atingi-los.
Mas há quem nao pense assim, não pense nos outros. O egoísta e sem ética. Quem tem olhos só para si e seus desejos.
Este vai fechar a sua porta e tentar tirar , roubar pela janela o que te restou.