Imagino se mais pessoas , assim como eu , tëm uma caixa cheia de fotos e escritos antigos.
Hoje, aproveitando a hora que me sobrou por conta do horário de verão ,me distrai olhando antigas fotos e lendo palavras escritas em desabafo.
Fotografia é algo maravilhoso. Através dela captamos momentos que se tornam inesquecíveis. Aniversários , eventos ( primeira comunhão, apresentaçoes , veraneios...). Detalhes que a memória esquece mas que as fotos tornam presente.
Revendo as fotografias tive a certeza de ter vivido muito intensamente a infäncia de meus filhos.Através das fotos pode-se observar semelhanças entre as geraçoes...incrível. Ë também interessante observar as mudanças que todos vamos apresentando sob influëncia do tempo e da moda. Sáo cortes de cabelos que passamos a odiar , roupas que achamos ridiculas mas que tornamos a usar quando volta a moda...
Sorrisos nos rostos que amamos cada dia mais , embora pareça impossivel amar mais do que já os amamos...Tristeza ao ver pessoas que já nos deixaram e pessoas que não precisavam ter se afastado de nós...
Quero deixar estas fotos nas mãos de meus filhos para que um dia , ainda muito distante , as mostrem pra seus netos e possam contar-lhes um pouquinho da nossa história.
Quanto aos escritos, fiquei feliz ao perceber que a mágoa e tristeza com que escrevi cada palavra , ficaram no passado . Assim mesmo não os destruí...ainda.
domingo, fevereiro 19, 2006
domingo, fevereiro 12, 2006
Praia
Ir para a praia nas férias de verão faz parte da nossa cultura. Primeiro se vai para a praia para fugir do calor e , segundo para aproveitar as férias escolares das crianças.
Minhas mais antigas lembranças de veraneio são de quando tinha menos de 6 anos.
Costumávamos ir para Torres onde a familia de meu pai ainda tinha propriedade.
O que me recordo com mais carinho são os passeios na carrocinha puxada por cabritos.Coisa antiga mesmo. Recordo que eu ficava ansiosa aguardando após o almoço o menino que trazia a carroça , pequenina ,e o cabritinho. Escrevo e a imagem vem nitída no meu pensamento. Vejo meu pai fazendo recomendaçoes ao menino. Tinha que ter muito cuidado com as meninas dele. Meu pai...doce saudade
Mais tarde passamos a ir para Cidreira. Brincadeira preferida era ir depois do almoço para baixo da casa , onde a areia era geladinha e alí ficar fazendo `bolinhos`. Tudo com muito silëncio pois o dono da casa Seu Miro , dormia até as 15 horas. Após este horário era esperar o velho dos sonhos. Era um senhor muito alto e magro. A cor alva do seu avental contrastava com a cor escura de sua pele. Sonhos fresquinhos e crocantes. Minha mãe comprava e meu pai acertava o pagamento quando vinha nos finais de semana. Simples. Diferente, muito diferente do que é agora.
Quando íamos passear nas Dunas ou então íamos até a lagoa (tudo á pé ) o dia era perfeito. Ah...e as serenatas. Muito incrivel.
Adolescente passei alguns veróes em Capáo da Canoa.Divertido mas já eram tempos diferentes.
Sempre procuramos proporcionar férias na praia para as crianças. Passamos a ir para Mariluz onde minha irmã tinha casa.Moravamos em Santa Catarina e vínhamos aproveitar as férias perto da familia. Retornando para o Sul passamos a ir de férias para as praias de Floripa. Fomos 14 anos direto para lá. Ficávamos 15 dias em hotel. Minhas irmás também iam e eram temporadas muito proveitosas e divertidas.
Filhos crescem.Trabalho , faculdade , greve da UFRGS e acabaram nossos veraneios juntos. Uns iam , outros tinham que ficar.
Ainda vou para Santa Catarina.Meu neto Eduardo vai comigo.Vou bastante com a Alessandra e Rafael. Algumas vezes com a Patricia .Vou com saudades dos que não estão juntos.Acabou a magia embora sempre seja muito bom.
Foi-se a magia mas ficou , dentro de cada um de nós , a lembrança daqueles verões. Alguns melhores que outros ,porém todos cheios de muito riso e travessuras.
Lembrança terna e fundamental para mim. Lembrança de um tempo em que eu podia dar um beijo de boa noite em cada um dos meus cinco filhos .
Hoje eu dou boa noite através de minhas orações e cada um continua fazendo suas lembranças de verões.
Minhas mais antigas lembranças de veraneio são de quando tinha menos de 6 anos.
Costumávamos ir para Torres onde a familia de meu pai ainda tinha propriedade.
O que me recordo com mais carinho são os passeios na carrocinha puxada por cabritos.Coisa antiga mesmo. Recordo que eu ficava ansiosa aguardando após o almoço o menino que trazia a carroça , pequenina ,e o cabritinho. Escrevo e a imagem vem nitída no meu pensamento. Vejo meu pai fazendo recomendaçoes ao menino. Tinha que ter muito cuidado com as meninas dele. Meu pai...doce saudade
Mais tarde passamos a ir para Cidreira. Brincadeira preferida era ir depois do almoço para baixo da casa , onde a areia era geladinha e alí ficar fazendo `bolinhos`. Tudo com muito silëncio pois o dono da casa Seu Miro , dormia até as 15 horas. Após este horário era esperar o velho dos sonhos. Era um senhor muito alto e magro. A cor alva do seu avental contrastava com a cor escura de sua pele. Sonhos fresquinhos e crocantes. Minha mãe comprava e meu pai acertava o pagamento quando vinha nos finais de semana. Simples. Diferente, muito diferente do que é agora.
Quando íamos passear nas Dunas ou então íamos até a lagoa (tudo á pé ) o dia era perfeito. Ah...e as serenatas. Muito incrivel.
Adolescente passei alguns veróes em Capáo da Canoa.Divertido mas já eram tempos diferentes.
Sempre procuramos proporcionar férias na praia para as crianças. Passamos a ir para Mariluz onde minha irmã tinha casa.Moravamos em Santa Catarina e vínhamos aproveitar as férias perto da familia. Retornando para o Sul passamos a ir de férias para as praias de Floripa. Fomos 14 anos direto para lá. Ficávamos 15 dias em hotel. Minhas irmás também iam e eram temporadas muito proveitosas e divertidas.
Filhos crescem.Trabalho , faculdade , greve da UFRGS e acabaram nossos veraneios juntos. Uns iam , outros tinham que ficar.
Ainda vou para Santa Catarina.Meu neto Eduardo vai comigo.Vou bastante com a Alessandra e Rafael. Algumas vezes com a Patricia .Vou com saudades dos que não estão juntos.Acabou a magia embora sempre seja muito bom.
Foi-se a magia mas ficou , dentro de cada um de nós , a lembrança daqueles verões. Alguns melhores que outros ,porém todos cheios de muito riso e travessuras.
Lembrança terna e fundamental para mim. Lembrança de um tempo em que eu podia dar um beijo de boa noite em cada um dos meus cinco filhos .
Hoje eu dou boa noite através de minhas orações e cada um continua fazendo suas lembranças de verões.
segunda-feira, janeiro 23, 2006
Sheik
Acredito que quase toda criança ,um dia , pede para os pais um bichinho de estimaçäo. Sempre procurei atender ao desejo deles , mesmo em épocas em que tivemos de morar em apartamento .
Com cinco filhos acabamos tendo periquito , caturrita , coelhos , hamster e cachorro , naturalmente. Até mesmo um mico.
André sempre foi apaixonado por animais e em criança dizia que seria médico veterinário. Depois optou pela medicina mas náo perdeu sua paixáo pelos animais. Ele e a Claudine tëm 7 cäes e 1 gato. Em casa ele é que mais se envolvia com os cuidados que todo animal necessita. Quando moramos em Caxias do Sul ele teve uma criaçäo de Hamster. Chegou a ter 47 hamster de uma só vez.
Mas , certamente foi o Sheik , um cäo da raça Collie , que mais nos cativou.
Nós o trouxemos para casa quando a Adriana completou 1 aninho. Tínhamos nos mudado a poucos meses para Blumenau e queríamos dar um companheiro muito especial para as crianças. Sem dúvida ele foi muito , muito especial.Inteligente e cuidadoso com as crianças. Quando retornamos para Porto Alegre fomos morar em apartamento e por isso o Sheik foi viver com uma famïlia amiga que o tratou com amor . Impressionante como ele nunca nos esqueceu ...Sinto saudades. As crianças iam brincar na rua e eu mandava o Sheik cuidar da Adriana. Ela tinha 2 aninhos e sentava no cordäo da calçada para observar os irmäos brincando. Sheik sentava ao lado dela , grudadinho. Ela , incomodada pela quantidade de pëlo dele , se afastava um bocadinho e ele , imediatamente ,se chegava para perto dela novamente.
Foram muitas as aventuras com ele partilhadas. Quando mudamos para Joinvile ele fez algumas travessuras como a de entrar no pätio de uma vizinha e , com outro cachorro , acabar com quase todas as codornas. Que constrangimento.
Lembranças boas. Lembranças de um tempo doce e terno.Tempo tumultuado pelas peraltices , choros e risos das crianças mas que me permite ter histörias para contar.
Com cinco filhos acabamos tendo periquito , caturrita , coelhos , hamster e cachorro , naturalmente. Até mesmo um mico.
André sempre foi apaixonado por animais e em criança dizia que seria médico veterinário. Depois optou pela medicina mas náo perdeu sua paixáo pelos animais. Ele e a Claudine tëm 7 cäes e 1 gato. Em casa ele é que mais se envolvia com os cuidados que todo animal necessita. Quando moramos em Caxias do Sul ele teve uma criaçäo de Hamster. Chegou a ter 47 hamster de uma só vez.
Mas , certamente foi o Sheik , um cäo da raça Collie , que mais nos cativou.
Nós o trouxemos para casa quando a Adriana completou 1 aninho. Tínhamos nos mudado a poucos meses para Blumenau e queríamos dar um companheiro muito especial para as crianças. Sem dúvida ele foi muito , muito especial.Inteligente e cuidadoso com as crianças. Quando retornamos para Porto Alegre fomos morar em apartamento e por isso o Sheik foi viver com uma famïlia amiga que o tratou com amor . Impressionante como ele nunca nos esqueceu ...Sinto saudades. As crianças iam brincar na rua e eu mandava o Sheik cuidar da Adriana. Ela tinha 2 aninhos e sentava no cordäo da calçada para observar os irmäos brincando. Sheik sentava ao lado dela , grudadinho. Ela , incomodada pela quantidade de pëlo dele , se afastava um bocadinho e ele , imediatamente ,se chegava para perto dela novamente.
Foram muitas as aventuras com ele partilhadas. Quando mudamos para Joinvile ele fez algumas travessuras como a de entrar no pätio de uma vizinha e , com outro cachorro , acabar com quase todas as codornas. Que constrangimento.
Lembranças boas. Lembranças de um tempo doce e terno.Tempo tumultuado pelas peraltices , choros e risos das crianças mas que me permite ter histörias para contar.
sexta-feira, janeiro 06, 2006
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