Depois de um ano em Blumenau compramos nossa casa.
O bairro era mais central , transporte mais acessível , ruas calçadas.Nossa casa ficava no alto da rua.
As crianças iam , sozinhas , de ônibus para a escola.Levava uns cinco minutos.
A rua era sem saída e eles tinham mais liberdade para brincar e se relacionar com as demais crianças.
Patricia , principalmente , sempre gostou de fazer amizades . Mesmo com 4 aninhos ficava buscando novas amiguinhas.
Certa tarde veio , muito feliz, perguntar se eu fazia alguma comida para ela poder participar de um chá de bonecas. Priscila a convidara.Ela estava satisfeita pois esta menina nunca lhe dava muita atenção.
Fiz uma grande travessa de bolinhos de chuva. Ela levou a Adriana.Foram bem produzidas, roupinhas de passear.
Fiquei no portão observando-as chegarem na casa da menina.Bastava atravessar a rua.
Não se passaram nem dez minutos e Pat e Nani estavam de volta.
Patricia tristinha...Contaram que as meninas as tinham mandado embora.
Perguntei pelos bolinhos.Ficaram lá pois era a única comida do chá.
Pois sim...
Peguei as duas pelas mãos , atravessamos a rua , entramos e eu passei a mão no prato de bolinhos. Peguei até mesmo um bolinho que estava na mão de uma das meninas.
Olhei para elas e lhes disse que onde não tinha lugar para minhas filhas , não tinha lugar para meus bolinhos.Fomos embora.
Cheguei em casa e fiz o nosso chá de bonecas.
Adriana ficou satisfeita mas a Patricia ficou muito desapontada.Amigos para ela eram muito importantes.
Tentei explicar-lhe que , na verdade , aquelas não eram suas amigas.Amigos jamais agiriam assim.
As decepções começaram cedo para ela mas ,com certeza , contribuiu para que ela crescesse sabendo reconhecer amigos verdadeiros.
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segunda-feira, novembro 27, 2006
domingo, novembro 26, 2006
Pertinho...
Nossa primeira mudança de cidade foi para Blumenau.
Fui de önibus , sozinha com as crianças.
Um grande aperto no coração. Deixava para trás minha familia , amigos ,tudo que fizera parte da minha vida. As crianças estavam mudando de escola no meio do ano. Teriam que se adaptar a novos moldes , fazer novas amizades.
Alessandra tinha 8 aninhos , André 6 , Edu 5 , Pat ia completar 3 e Adriana estava com trës meses.
Eduardo não iria para a escola.Ele estava no prézinho e a escola que eles iriam não tinham este nível.
Alessandra estava na terceira série e o Dé na primeira.
Eu só fiz um pedido quando soube de nossa ida para Blumenau. Eu queria que a escola fosse próximo de casa.
Nem me importei pelo fato das crianças irem para uma escola pública pois, conforme me asseguraram, eu podia ver a escola da porta de casa.
Pertinho...
Realmente nós víamos a escola da porta de casa, pois a mesma ficava no topo de um morro.
Quantas lágrimas derramei em silëncio vendo a Ale e o Dé indo , de mãos dadas ,para a escola. E , no semestre seguinte, o Dudu.
Em dias secos eles caminhavam quase 2 quilometros. Chão batido. Atravessavam uma estrada de movimento e atalhavam caminho subindo por uma trilha atrás do morro.
Em dias de chuva tinham que contornar o morro. Era mais um quilometro.
Isto todo dia.Ida e volta.
Muitas vezes eu ia até a estrada e esperava que atravessasem.Depois ficava olhando-os até sumirem na distäncia.
Na hora do retorno eu estava lá, ansiosa, esperando por eles. A Pat e Nani comigo.Era a melhor parte do dia.
Dias difíceis. Eu não tinha com quem conversar. Com quem desabafar.
Onde morávamos não tinha linha telefonica. O önibus passava a cada uma hora.
As crianças eram a minha única companhia e, com certeza , a melhor .
Eu procurava fazer estas idas e vindas serem divertidas.
Após um ano compramos a nossa casa e tudo ficou mais fácil, ou ao menos , menos difícil.
Eu só tinha uma certeza. Tinha que guardar meu aperto no fundo do coração e , jamais deixar as crianças perceberem minha ansiedade e tristeza.Eles precisavam da minha força e da minha segurança
Fui de önibus , sozinha com as crianças.
Um grande aperto no coração. Deixava para trás minha familia , amigos ,tudo que fizera parte da minha vida. As crianças estavam mudando de escola no meio do ano. Teriam que se adaptar a novos moldes , fazer novas amizades.
Alessandra tinha 8 aninhos , André 6 , Edu 5 , Pat ia completar 3 e Adriana estava com trës meses.
Eduardo não iria para a escola.Ele estava no prézinho e a escola que eles iriam não tinham este nível.
Alessandra estava na terceira série e o Dé na primeira.
Eu só fiz um pedido quando soube de nossa ida para Blumenau. Eu queria que a escola fosse próximo de casa.
Nem me importei pelo fato das crianças irem para uma escola pública pois, conforme me asseguraram, eu podia ver a escola da porta de casa.
Pertinho...
Realmente nós víamos a escola da porta de casa, pois a mesma ficava no topo de um morro.
Quantas lágrimas derramei em silëncio vendo a Ale e o Dé indo , de mãos dadas ,para a escola. E , no semestre seguinte, o Dudu.
Em dias secos eles caminhavam quase 2 quilometros. Chão batido. Atravessavam uma estrada de movimento e atalhavam caminho subindo por uma trilha atrás do morro.
Em dias de chuva tinham que contornar o morro. Era mais um quilometro.
Isto todo dia.Ida e volta.
Muitas vezes eu ia até a estrada e esperava que atravessasem.Depois ficava olhando-os até sumirem na distäncia.
Na hora do retorno eu estava lá, ansiosa, esperando por eles. A Pat e Nani comigo.Era a melhor parte do dia.
Dias difíceis. Eu não tinha com quem conversar. Com quem desabafar.
Onde morávamos não tinha linha telefonica. O önibus passava a cada uma hora.
As crianças eram a minha única companhia e, com certeza , a melhor .
Eu procurava fazer estas idas e vindas serem divertidas.
Após um ano compramos a nossa casa e tudo ficou mais fácil, ou ao menos , menos difícil.
Eu só tinha uma certeza. Tinha que guardar meu aperto no fundo do coração e , jamais deixar as crianças perceberem minha ansiedade e tristeza.Eles precisavam da minha força e da minha segurança
segunda-feira, novembro 20, 2006
Meus filhos
Tenho dois filhos homens , André e Eduardo. Eles tëm onze meses de diferença.Este mës eles estão com a mesma idade.
Dézinho tinha 2 meses quando engravidei do Edu. A médica dizia que eu estava enganada, mas eu soube , desde o início .Alessandra ia completar dois aninhos.
Em nenhum momento , por um segundo sequer , eu fiquei assustada. Ao contrário , fiquei muito feliz. Meus dois filhos eram um tesouro tão grande.Mais um bebë só viria acrescentar , aumentar minha felicidade. Fraldas e mamadeiras não me preocupavam e a alegria de outro bebë era compensador.
Em criança os dois sempre foram amigos.Companheiros de travessuras.Um sempre pronto para defender o outro. Amizade que perdura até hoje.
Temperamentos diferentes mas , em comum , a generosidade e firmeza de caráter.
Tenho tranquilidade e muita segurança em dizer , que apesar da pouca diferença de idade, eu consegui dar-lhes toda a atenção e amor que lhes era de direito. Mãe sempre tem amor para dar, multiplicar. Não dividi meu amor, nem ao menos meu tempo entre eles. O tempo era todo nosso. Brincamos, cantamos , nos divertimos muito juntos. E , com certeza , também tivemos nossos momentos de tristezas e lágrimas.Mas sempre juntos . Mesmo quando eles achavam que eu não estava , eu com certeza estive ao lado deles.
Filhos adultos mas crianças em nossos corações. Sempre estarei com minhas crianças.
Em pensamento , em orações...Sempre com eles.
Dézinho tinha 2 meses quando engravidei do Edu. A médica dizia que eu estava enganada, mas eu soube , desde o início .Alessandra ia completar dois aninhos.
Em nenhum momento , por um segundo sequer , eu fiquei assustada. Ao contrário , fiquei muito feliz. Meus dois filhos eram um tesouro tão grande.Mais um bebë só viria acrescentar , aumentar minha felicidade. Fraldas e mamadeiras não me preocupavam e a alegria de outro bebë era compensador.
Em criança os dois sempre foram amigos.Companheiros de travessuras.Um sempre pronto para defender o outro. Amizade que perdura até hoje.
Temperamentos diferentes mas , em comum , a generosidade e firmeza de caráter.
Tenho tranquilidade e muita segurança em dizer , que apesar da pouca diferença de idade, eu consegui dar-lhes toda a atenção e amor que lhes era de direito. Mãe sempre tem amor para dar, multiplicar. Não dividi meu amor, nem ao menos meu tempo entre eles. O tempo era todo nosso. Brincamos, cantamos , nos divertimos muito juntos. E , com certeza , também tivemos nossos momentos de tristezas e lágrimas.Mas sempre juntos . Mesmo quando eles achavam que eu não estava , eu com certeza estive ao lado deles.
Filhos adultos mas crianças em nossos corações. Sempre estarei com minhas crianças.
Em pensamento , em orações...Sempre com eles.
segunda-feira, novembro 13, 2006
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