Esta história não tiro de minhas lembranças pois era muito criança quando aconteceu. Eu a conheço através de relatos de meus pais e de minha tia .
Eu tinha pouco mais de um ano e falava pouco.Falava pouco e ainda ( lembram? ) era tatibitati.
Nossa casa era na rua Hoffmann e tinha sido a moradia de meus avós paternos.Era uma casa muito grande. Minha avó falecera náo fazia muito tempo.
Uma irmã de minha mãe morava conosco.O quarto dela era aquele que tinha sido de minha avó Matilde.
Meus pais foram ao cinema e pediram para que minha tia desse uma olhada em mim e na minha irmã . Quando meus pais sairam , nós já estávamos dormindo.
Quando meus pais voltaram já era tarde e ficaram surpresos de me encontrarem acordada. Eu estava sentada no berço e agitada queria contar-lhes que minha avó `Patilde`viera visitar-me. Que eu estava chorando e ela trouxera um neném para eu brincar.
Tiveram dificuldade em fazer-me dormir novamente. Que eu ficava falando , falando , repetindo...Não compreendiam como eu podia estar mencionando o nome dela pois quando ela morrera , eu tinha menos de um ano.
Pela manhã, mal sairam do quarto , encontraram minha tia . Antes que eles falassem qualquer coisa , ela foi perguntando se eu estava bem.Contou-lhes que acordara com meu choro e que quando ia levantar , teve a visão de minha avó . Assustada não foi até nosso quarto. Disse que, por alguma razào, eu parara de chorar logo em seguida.
Meus pais ficaram perplexos e relataram o que eu conversara com eles.
Meu pai ficou contente pois sua mãe viera para olhar por suas netas.
Minha màe continuou assustada.
Fico feliz por saber que minha avó esteve ,desta forma , junto á mim.Não tenho dúvidas desta visita e , sempre me sentirei grata por seu carinho e cuidado.
Faz-me sentir que , em algum momento, posso ter sido especial .
sábado, janeiro 13, 2007
sexta-feira, janeiro 12, 2007
Ser jovem
Como é bom ser jovem.
Ter o mundo inteiro pela frente.
Estudar, fazer planos ...Sonhar.
Quando se é jovem se tem preocupações que , mais velhos ,percebemos que eram tolas.
As preocupações reais vëem com o tempo e , na verdade , com a falta de tempo.
O tempo vai encurtando.Os planos tëm que ser mais imediatos. Os sonhos menos audaciosos.
Não posso ignorar que há aqueles que muito jovem já tëm que assumir grandes responsabilidades, perdas. Mas , por ser jovem , ainda terá espaço para realizações.
Mas, envelhecer não é o fim. Ë a estrada.
Podemos fazer escolhas certas ou não, boas ou não tão boas...
Independente do que ocorra , a experiëncia de vida faz a diferença.
Muitas vezes , por sermos jovens ,nos julgamos sábios e donos do mundo.Donos do mundo , sim. Mas a sabedoria só virá com os tropeços e dificuldades. Virá para aqueles que souberem aprender com seus erros.Mas há de se ter humildade.
Os tropeços, pedras , dificuldades e que nos darão discernimento para julgar, aceitar , perdoar e amar.A vida nos torna mais tolerantes, menos passionais.
Não esqueçam das exceções.Elas sempre estão presentes.
Conheço jovens maravilhosos que me fazem acreditar num futuro melhor, mais gratificante .
Deve existir uma razão , que ainda não compreendo bem , para que quando alcançamos a maturidade a nossa energia fisíca já esteja enfraquecida..
Hä jovens que desde sempre demonstram sensatez , sensibilidade.Esses eu parabenizo.
Há aqueles que por arrogäncia nunca amadureceram . Continuam sem aprender com os tropeços.Continuam manipulando, magoando.Falta de maturidade ou questão de caráter? Por esses eu só tenho a lamentar.
Ter o mundo inteiro pela frente.
Estudar, fazer planos ...Sonhar.
Quando se é jovem se tem preocupações que , mais velhos ,percebemos que eram tolas.
As preocupações reais vëem com o tempo e , na verdade , com a falta de tempo.
O tempo vai encurtando.Os planos tëm que ser mais imediatos. Os sonhos menos audaciosos.
Não posso ignorar que há aqueles que muito jovem já tëm que assumir grandes responsabilidades, perdas. Mas , por ser jovem , ainda terá espaço para realizações.
Mas, envelhecer não é o fim. Ë a estrada.
Podemos fazer escolhas certas ou não, boas ou não tão boas...
Independente do que ocorra , a experiëncia de vida faz a diferença.
Muitas vezes , por sermos jovens ,nos julgamos sábios e donos do mundo.Donos do mundo , sim. Mas a sabedoria só virá com os tropeços e dificuldades. Virá para aqueles que souberem aprender com seus erros.Mas há de se ter humildade.
Os tropeços, pedras , dificuldades e que nos darão discernimento para julgar, aceitar , perdoar e amar.A vida nos torna mais tolerantes, menos passionais.
Não esqueçam das exceções.Elas sempre estão presentes.
Conheço jovens maravilhosos que me fazem acreditar num futuro melhor, mais gratificante .
Deve existir uma razão , que ainda não compreendo bem , para que quando alcançamos a maturidade a nossa energia fisíca já esteja enfraquecida..
Hä jovens que desde sempre demonstram sensatez , sensibilidade.Esses eu parabenizo.
Há aqueles que por arrogäncia nunca amadureceram . Continuam sem aprender com os tropeços.Continuam manipulando, magoando.Falta de maturidade ou questão de caráter? Por esses eu só tenho a lamentar.
sexta-feira, janeiro 05, 2007
2007
Novo ano , vida nova. Isto é o que muitos dizem a cada nova entrada de ano.
O novo ano virá , sempre. A vida nova só virá se assim o desejarmos. Cabe a nós fazermos as mudanças acontecerem. E não é preciso esperar que o ano termine e um novo ano inicie. Toda hora é hora para modificar e evoluir.
Mas já é praxe fazermos um balanço do ano passado e realizar promessas para o novo. E, assim sendo, também fiz minhas reflexões.
Mudanças, muitas mudanças urgem. Primeiro se faz necessária uma mudança interior. Difícil, mas imprescindível.
Quando somos feridos, magoados por pessoas a quem tanto amamos, é por que alguma coisa estamos fazendo de forma errada. Quando não conseguimos demonstrar o cunho de nossas ações, quando somos mal sucedidos em nossos atos por maior que seja nossa boa intenção, é porque o caminho que temos trilhado não é o mais adequado.
Neste ano que inicia me proponho a levar comigo as coisas boas, que são muitas. Tentarei aprender com as atitudes que não foram felizes e não repeti-las.
E, sobretudo, não permitirei que tornem a me magoar pois se tenho cometido erros,
eu tambem tenho acertado bastante. Porque minhas falhas são tão mais valorizadas?
Sempre olho para as pessoas e vejo nelas o que fizeram de bom. Bom para mim, para o próximo, para a vida. Acredito que nossos acertos devem se sobrepör aos nossos erros. Acredito na humildade, na paciëncia.
Mas, infelizmente, esta é a maneira como eu penso.
Quem sabe não é algo para também ser repensado ?
O novo ano virá , sempre. A vida nova só virá se assim o desejarmos. Cabe a nós fazermos as mudanças acontecerem. E não é preciso esperar que o ano termine e um novo ano inicie. Toda hora é hora para modificar e evoluir.
Mas já é praxe fazermos um balanço do ano passado e realizar promessas para o novo. E, assim sendo, também fiz minhas reflexões.
Mudanças, muitas mudanças urgem. Primeiro se faz necessária uma mudança interior. Difícil, mas imprescindível.
Quando somos feridos, magoados por pessoas a quem tanto amamos, é por que alguma coisa estamos fazendo de forma errada. Quando não conseguimos demonstrar o cunho de nossas ações, quando somos mal sucedidos em nossos atos por maior que seja nossa boa intenção, é porque o caminho que temos trilhado não é o mais adequado.
Neste ano que inicia me proponho a levar comigo as coisas boas, que são muitas. Tentarei aprender com as atitudes que não foram felizes e não repeti-las.
E, sobretudo, não permitirei que tornem a me magoar pois se tenho cometido erros,
eu tambem tenho acertado bastante. Porque minhas falhas são tão mais valorizadas?
Sempre olho para as pessoas e vejo nelas o que fizeram de bom. Bom para mim, para o próximo, para a vida. Acredito que nossos acertos devem se sobrepör aos nossos erros. Acredito na humildade, na paciëncia.
Mas, infelizmente, esta é a maneira como eu penso.
Quem sabe não é algo para também ser repensado ?
domingo, dezembro 24, 2006
Véspera de Natal
Hoje acordei cedo como todos os dias.
Silëncio quebrado pelo canto de pássaros e pelo barulho de alguém, que tão cedo , já varria sua calçada.
Abri a porta da sacada e uma brisa suave tocou-me.
Tudo parece igual embora hoje seja véspera de Natal.
Quando meus filhos eram pequenos este era um dia longo e agitado. Muito cedo eles acordavam e ficavam conferindo os presentes sob o pinheirinho.
Perguntavam pelas horas a todo momento...
Queriam saber qual embrulho poderiam receber mais cedo...
Estas são lembranças do passado.
O silëncio não me causa tristeza. Sei que o tempo passou e são outras as emoções que hoje embalam meu Natal.
O abraço carinhoso do Dudu , o sorriso da Bianca quando me vë chegando , o Pedrinho chamando por mim quando chega em casa.Isto é muito doce , muito bom.
O telefonema da Adriana , preocupada por eu não ter respondido um e-mail.Isto é amor.
Minhas filhas que ainda me chamam de `mãezinha` . Isto é carinho.
Meus filhos formando suas próprias familias, aumentando seus universos.Isto é a vida.
Algumas coisas porém permanecem iguais, não mudarão jamais. Entre elas o meu amor e preocupação por todos eles.Isto é sentimento de MÃE.
Vejo os lares de meus filhos como extensão daquele onde foram criados .E , é onde eles estão neste momento , que acontece o burburinho.Não os vejo mas posso senti-los.Isto é caminhada.
Caminhada que faço sem pressa, procurando aproveitar cada momento com muita intensidade pois compreendo que é o que tenho na vida...momentos.
Silëncio quebrado pelo canto de pássaros e pelo barulho de alguém, que tão cedo , já varria sua calçada.
Abri a porta da sacada e uma brisa suave tocou-me.
Tudo parece igual embora hoje seja véspera de Natal.
Quando meus filhos eram pequenos este era um dia longo e agitado. Muito cedo eles acordavam e ficavam conferindo os presentes sob o pinheirinho.
Perguntavam pelas horas a todo momento...
Queriam saber qual embrulho poderiam receber mais cedo...
Estas são lembranças do passado.
O silëncio não me causa tristeza. Sei que o tempo passou e são outras as emoções que hoje embalam meu Natal.
O abraço carinhoso do Dudu , o sorriso da Bianca quando me vë chegando , o Pedrinho chamando por mim quando chega em casa.Isto é muito doce , muito bom.
O telefonema da Adriana , preocupada por eu não ter respondido um e-mail.Isto é amor.
Minhas filhas que ainda me chamam de `mãezinha` . Isto é carinho.
Meus filhos formando suas próprias familias, aumentando seus universos.Isto é a vida.
Algumas coisas porém permanecem iguais, não mudarão jamais. Entre elas o meu amor e preocupação por todos eles.Isto é sentimento de MÃE.
Vejo os lares de meus filhos como extensão daquele onde foram criados .E , é onde eles estão neste momento , que acontece o burburinho.Não os vejo mas posso senti-los.Isto é caminhada.
Caminhada que faço sem pressa, procurando aproveitar cada momento com muita intensidade pois compreendo que é o que tenho na vida...momentos.
terça-feira, dezembro 19, 2006
Noite de Natal
Eu tenho como de mais precioso a Familia.
Em toda minha vida meus familiares tëm sido sempre minha prioridade.
Filhos , netos , irmãs , sobrinhos , cunhados , minha querida mãe e amigos especiais , são meu mais amado Universo.
Amigos especiais são aqueles , que por serem de todas as horas ,se tornam da familia.
Tenho uma grande familia, pela qual sempre agradeço.
Muitas vezes se passam dias até nos encontrarmos, ou mesmo ver-nos.Muitas vezes ficamos nos comunicando só por e-mail(modernidade).Importante é a certeza de que todos estão lá.
Momentos de alegria , de pesar , de constrangimento.Olho e estão todos lá.Não é preciso palavras para receber suas forças e carinho.A energia flue e o amor estampa em seus olhares.
Neste Natal não terei a presença de todos meus filhos.Estiveram todos comigo no Natal passado e , de forma justa , estarão este ano com seus sogros.Adriana e Carlos estarão comemorando com amigos em Salt Lake.Felizes.
Mas estarei bem. Teremos uma mesa ocupada por queridos familiares e amigos mais que amados.
Vamos partilhar esta noite de maneira muito especial.
Partilhar a saudade dos que partiram para brilhar entre os anjos.
Partilhar a saudades daqueles que se reunem ao redor de outra mesa.
Partilhar os anseios e alegria de cada um.
Partilhar a dádiva de podermos nos reunir tendo a mesa cheia de alimentos e os corações repletos de amor.
Este amor que vai cruzar distäncias e trazer para junto de nós, no momento de nossa oração , todos aquele á quem amamos e que não podem estar fisicamente presente.
Vai ser uma linda noite .Vamos desejar que todas nossas noites sejam noites de natal.
Muita luz para todos nós.No natal e em todos os dias futuros.
Em toda minha vida meus familiares tëm sido sempre minha prioridade.
Filhos , netos , irmãs , sobrinhos , cunhados , minha querida mãe e amigos especiais , são meu mais amado Universo.
Amigos especiais são aqueles , que por serem de todas as horas ,se tornam da familia.
Tenho uma grande familia, pela qual sempre agradeço.
Muitas vezes se passam dias até nos encontrarmos, ou mesmo ver-nos.Muitas vezes ficamos nos comunicando só por e-mail(modernidade).Importante é a certeza de que todos estão lá.
Momentos de alegria , de pesar , de constrangimento.Olho e estão todos lá.Não é preciso palavras para receber suas forças e carinho.A energia flue e o amor estampa em seus olhares.
Neste Natal não terei a presença de todos meus filhos.Estiveram todos comigo no Natal passado e , de forma justa , estarão este ano com seus sogros.Adriana e Carlos estarão comemorando com amigos em Salt Lake.Felizes.
Mas estarei bem. Teremos uma mesa ocupada por queridos familiares e amigos mais que amados.
Vamos partilhar esta noite de maneira muito especial.
Partilhar a saudade dos que partiram para brilhar entre os anjos.
Partilhar a saudades daqueles que se reunem ao redor de outra mesa.
Partilhar os anseios e alegria de cada um.
Partilhar a dádiva de podermos nos reunir tendo a mesa cheia de alimentos e os corações repletos de amor.
Este amor que vai cruzar distäncias e trazer para junto de nós, no momento de nossa oração , todos aquele á quem amamos e que não podem estar fisicamente presente.
Vai ser uma linda noite .Vamos desejar que todas nossas noites sejam noites de natal.
Muita luz para todos nós.No natal e em todos os dias futuros.
domingo, dezembro 17, 2006
Expectativa
Aguardar pela noite de Natal, por vezes ,é mais excitante que a própria noite.
É a emoção da expectativa.
Quando meus filhos eram pequenos era grande a espera do Natal. Fazíamos juntos a decoração da árvore, cartinhas ao Papai Noel eram escritas...
Os presentes iam aparecendo sob o pinheirinho. Os dias eram contados, um a um.
Adriana , muito pequeninha , criou o próprio médoto de contagem.
Ah...para aumentar a emoção , toda vez que um deles fazia uma travessura , um embrulho desaparecia de sob o pinheiro.
Que maldade...Mas logo reapareciam ,para alegria deles. As crianças ficavam conferindo os pacotes a cada nova travessura. Eu até acredito que ficariam decepcionadas se não houvesse todo este `ritual`.
Papai Noel vinha entregar os presentes na noite do dia 24. Mas , no fim da tarde , as crianças ganhavam um presente. Eu lhes dava um presente para acalmá-los , já que eles acabavam ficando bem agitados.Eles sabiam que aquilo que mais tinham desejado viria á noite , pelas mãos do Papai Noel.
A magia era tão grande que , mesmo os maiores que não tinham mais a ilusão sobre a existëncia do Bom Velhinho , ficavam nervosos e emocionados .
A expectativa era grande. Era prazeiroso vë-los contando seus palitos , seus presentes ...
Tempos ídos, tempos vividos, bem vividos.
Tempos que pertencem ao passado mas eternizados pela ternura e amor com que sempre partilhamos todos os nossos momentos.
É a emoção da expectativa.
Quando meus filhos eram pequenos era grande a espera do Natal. Fazíamos juntos a decoração da árvore, cartinhas ao Papai Noel eram escritas...
Os presentes iam aparecendo sob o pinheirinho. Os dias eram contados, um a um.
Adriana , muito pequeninha , criou o próprio médoto de contagem.
Ah...para aumentar a emoção , toda vez que um deles fazia uma travessura , um embrulho desaparecia de sob o pinheiro.
Que maldade...Mas logo reapareciam ,para alegria deles. As crianças ficavam conferindo os pacotes a cada nova travessura. Eu até acredito que ficariam decepcionadas se não houvesse todo este `ritual`.
Papai Noel vinha entregar os presentes na noite do dia 24. Mas , no fim da tarde , as crianças ganhavam um presente. Eu lhes dava um presente para acalmá-los , já que eles acabavam ficando bem agitados.Eles sabiam que aquilo que mais tinham desejado viria á noite , pelas mãos do Papai Noel.
A magia era tão grande que , mesmo os maiores que não tinham mais a ilusão sobre a existëncia do Bom Velhinho , ficavam nervosos e emocionados .
A expectativa era grande. Era prazeiroso vë-los contando seus palitos , seus presentes ...
Tempos ídos, tempos vividos, bem vividos.
Tempos que pertencem ao passado mas eternizados pela ternura e amor com que sempre partilhamos todos os nossos momentos.
domingo, dezembro 10, 2006
Danielle Stell
Sempre fui uma grande apreciadora de livros. A leitura nos dá muito mais que conhecimento. Através da leitura temos oportunidade de viajar por terras desconhecidas , sonhar com o impossível e viver grandes emoções.
Danielle Stell é uma autora da qual já li muitos e muitos livros.Gosto dos seus romances embora eles nunca tragam muitas surpresas.
Existe uma trama , sofrimento , lágrimas ...Componentes de qualquer história.Porém , em todos seus livros ,os personagens são lindos e ricos. Esta semana eu "devorei" um dos últimos lançamentos desta autora.
Fatos comuns à minha vida e , de muitas outras mulheres , não chegaram a me emocionar pois era beleza demais em todas as linhas.Tanta beleza não permitiu que eu fluísse da ficção .
A personagem sofreu decepções, se deprimiu , chorou mas se manteve bela.
Difícil não recuperar a auto-estima se há dinheiro para todos os caprichos.
Difícil não sentir-se satisfeita se , apesar de nunca ter trabalhado , o emprego dos sonhos é conseguido em três dias. Maravilhoso , passar por uma crise e , continuar podendo mandar os filhos viajarem por três meses pela Europa.
Sem problema financeiro e exibindo cabelos sedosos , corpo escultural e olhos azuis fica bem mais fácil vencer determinadas perdas.
Ficção.Pura ficção.Mas uma ficção bem boa de ser lida.Recomendo.
Danielle Stell é uma autora da qual já li muitos e muitos livros.Gosto dos seus romances embora eles nunca tragam muitas surpresas.
Existe uma trama , sofrimento , lágrimas ...Componentes de qualquer história.Porém , em todos seus livros ,os personagens são lindos e ricos. Esta semana eu "devorei" um dos últimos lançamentos desta autora.
Fatos comuns à minha vida e , de muitas outras mulheres , não chegaram a me emocionar pois era beleza demais em todas as linhas.Tanta beleza não permitiu que eu fluísse da ficção .
A personagem sofreu decepções, se deprimiu , chorou mas se manteve bela.
Difícil não recuperar a auto-estima se há dinheiro para todos os caprichos.
Difícil não sentir-se satisfeita se , apesar de nunca ter trabalhado , o emprego dos sonhos é conseguido em três dias. Maravilhoso , passar por uma crise e , continuar podendo mandar os filhos viajarem por três meses pela Europa.
Sem problema financeiro e exibindo cabelos sedosos , corpo escultural e olhos azuis fica bem mais fácil vencer determinadas perdas.
Ficção.Pura ficção.Mas uma ficção bem boa de ser lida.Recomendo.
domingo, dezembro 03, 2006
Minha culpa
Morávamos em Porto Alegra , na Borges de Medeiros com a Duque de Caxias.
As crianças estavam de férias e fomos passar a tarde na casa da Rosana.Era verão e eles se divertiram bastante na piscina. Mas , como tudo que é bom acaba , chegou a hora de voltar para nosso apartamento. A mãe insistiu em levar-nos porém, sempre pode haver um porém, não havia lugar para todos no carro. Eu relutei um pouco , bastante até. Devia ter relutado de fato. Mas convenceram-me que os meninos poderiam retornar de ônibus. Eles não viram nenhum problema então...
Eu recomendei cuidado de expliquei que poderiam pegar qualquer ônibus que passasse. Melhor era pegar logo o primeiro.Desceriam quase em frente de casa.Não deveriam atravessar a rua.Pedi que eles subissem as escadarias da Borges .
Fui criticada.Tinha que dar mais autonomia para os meninos.Eles estavam com 11 e 12 anos.
Chegamos em casa e nada dos meninos .E o tempo passando e nada.Fui ficando desnorteada.Não sabia o que fazer .Quanto arrependimento.Jamais deveria ter me separado deles...Culpa dói, como dói.
Depois de bastante tempo eles chegaram.Abracei-os e prometi que jamais aquilo se repitiria.Mas eles estavam tranquilos.Até orgulhosos por terem se saído tão bem na aventura.
Por culpa minha , eles pegaram õnibus errado.Havia apenas uma linha que não ia para o centro e foi justo o que passou primeiro.Eu disse que pegassem o primeiro ônibus. Na verdade eu não tinha conhecimento desta linha.Os meninos foram parar além da Ari Tarragô. O André foi percebendo que o caminho estava diferente e foi se informar com o motorista. O motorista os orientou a descerem e pegarem outra condução em direção ao centro.Eles assim o fizeram.O fim da linha não era perto de casa.Era no Mercado Público.
Nós tinhamos morado quatro anos fora de Porto Alegre entretanto , eles souberam se determinar e chegar em casa.
Deveriam estar aborrecidos e zangados mas estavam era preocupados comigo. Sabiam que eu estaria aflita à espera deles.
Até hoje quando lembro deste episódio sinto um remorso muito grande.
Culpa mesmo.
As crianças estavam de férias e fomos passar a tarde na casa da Rosana.Era verão e eles se divertiram bastante na piscina. Mas , como tudo que é bom acaba , chegou a hora de voltar para nosso apartamento. A mãe insistiu em levar-nos porém, sempre pode haver um porém, não havia lugar para todos no carro. Eu relutei um pouco , bastante até. Devia ter relutado de fato. Mas convenceram-me que os meninos poderiam retornar de ônibus. Eles não viram nenhum problema então...
Eu recomendei cuidado de expliquei que poderiam pegar qualquer ônibus que passasse. Melhor era pegar logo o primeiro.Desceriam quase em frente de casa.Não deveriam atravessar a rua.Pedi que eles subissem as escadarias da Borges .
Fui criticada.Tinha que dar mais autonomia para os meninos.Eles estavam com 11 e 12 anos.
Chegamos em casa e nada dos meninos .E o tempo passando e nada.Fui ficando desnorteada.Não sabia o que fazer .Quanto arrependimento.Jamais deveria ter me separado deles...Culpa dói, como dói.
Depois de bastante tempo eles chegaram.Abracei-os e prometi que jamais aquilo se repitiria.Mas eles estavam tranquilos.Até orgulhosos por terem se saído tão bem na aventura.
Por culpa minha , eles pegaram õnibus errado.Havia apenas uma linha que não ia para o centro e foi justo o que passou primeiro.Eu disse que pegassem o primeiro ônibus. Na verdade eu não tinha conhecimento desta linha.Os meninos foram parar além da Ari Tarragô. O André foi percebendo que o caminho estava diferente e foi se informar com o motorista. O motorista os orientou a descerem e pegarem outra condução em direção ao centro.Eles assim o fizeram.O fim da linha não era perto de casa.Era no Mercado Público.
Nós tinhamos morado quatro anos fora de Porto Alegre entretanto , eles souberam se determinar e chegar em casa.
Deveriam estar aborrecidos e zangados mas estavam era preocupados comigo. Sabiam que eu estaria aflita à espera deles.
Até hoje quando lembro deste episódio sinto um remorso muito grande.
Culpa mesmo.
segunda-feira, novembro 27, 2006
Bolinhos de chuva
Depois de um ano em Blumenau compramos nossa casa.
O bairro era mais central , transporte mais acessível , ruas calçadas.Nossa casa ficava no alto da rua.
As crianças iam , sozinhas , de ônibus para a escola.Levava uns cinco minutos.
A rua era sem saída e eles tinham mais liberdade para brincar e se relacionar com as demais crianças.
Patricia , principalmente , sempre gostou de fazer amizades . Mesmo com 4 aninhos ficava buscando novas amiguinhas.
Certa tarde veio , muito feliz, perguntar se eu fazia alguma comida para ela poder participar de um chá de bonecas. Priscila a convidara.Ela estava satisfeita pois esta menina nunca lhe dava muita atenção.
Fiz uma grande travessa de bolinhos de chuva. Ela levou a Adriana.Foram bem produzidas, roupinhas de passear.
Fiquei no portão observando-as chegarem na casa da menina.Bastava atravessar a rua.
Não se passaram nem dez minutos e Pat e Nani estavam de volta.
Patricia tristinha...Contaram que as meninas as tinham mandado embora.
Perguntei pelos bolinhos.Ficaram lá pois era a única comida do chá.
Pois sim...
Peguei as duas pelas mãos , atravessamos a rua , entramos e eu passei a mão no prato de bolinhos. Peguei até mesmo um bolinho que estava na mão de uma das meninas.
Olhei para elas e lhes disse que onde não tinha lugar para minhas filhas , não tinha lugar para meus bolinhos.Fomos embora.
Cheguei em casa e fiz o nosso chá de bonecas.
Adriana ficou satisfeita mas a Patricia ficou muito desapontada.Amigos para ela eram muito importantes.
Tentei explicar-lhe que , na verdade , aquelas não eram suas amigas.Amigos jamais agiriam assim.
As decepções começaram cedo para ela mas ,com certeza , contribuiu para que ela crescesse sabendo reconhecer amigos verdadeiros.
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O bairro era mais central , transporte mais acessível , ruas calçadas.Nossa casa ficava no alto da rua.
As crianças iam , sozinhas , de ônibus para a escola.Levava uns cinco minutos.
A rua era sem saída e eles tinham mais liberdade para brincar e se relacionar com as demais crianças.
Patricia , principalmente , sempre gostou de fazer amizades . Mesmo com 4 aninhos ficava buscando novas amiguinhas.
Certa tarde veio , muito feliz, perguntar se eu fazia alguma comida para ela poder participar de um chá de bonecas. Priscila a convidara.Ela estava satisfeita pois esta menina nunca lhe dava muita atenção.
Fiz uma grande travessa de bolinhos de chuva. Ela levou a Adriana.Foram bem produzidas, roupinhas de passear.
Fiquei no portão observando-as chegarem na casa da menina.Bastava atravessar a rua.
Não se passaram nem dez minutos e Pat e Nani estavam de volta.
Patricia tristinha...Contaram que as meninas as tinham mandado embora.
Perguntei pelos bolinhos.Ficaram lá pois era a única comida do chá.
Pois sim...
Peguei as duas pelas mãos , atravessamos a rua , entramos e eu passei a mão no prato de bolinhos. Peguei até mesmo um bolinho que estava na mão de uma das meninas.
Olhei para elas e lhes disse que onde não tinha lugar para minhas filhas , não tinha lugar para meus bolinhos.Fomos embora.
Cheguei em casa e fiz o nosso chá de bonecas.
Adriana ficou satisfeita mas a Patricia ficou muito desapontada.Amigos para ela eram muito importantes.
Tentei explicar-lhe que , na verdade , aquelas não eram suas amigas.Amigos jamais agiriam assim.
As decepções começaram cedo para ela mas ,com certeza , contribuiu para que ela crescesse sabendo reconhecer amigos verdadeiros.
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domingo, novembro 26, 2006
Pertinho...
Nossa primeira mudança de cidade foi para Blumenau.
Fui de önibus , sozinha com as crianças.
Um grande aperto no coração. Deixava para trás minha familia , amigos ,tudo que fizera parte da minha vida. As crianças estavam mudando de escola no meio do ano. Teriam que se adaptar a novos moldes , fazer novas amizades.
Alessandra tinha 8 aninhos , André 6 , Edu 5 , Pat ia completar 3 e Adriana estava com trës meses.
Eduardo não iria para a escola.Ele estava no prézinho e a escola que eles iriam não tinham este nível.
Alessandra estava na terceira série e o Dé na primeira.
Eu só fiz um pedido quando soube de nossa ida para Blumenau. Eu queria que a escola fosse próximo de casa.
Nem me importei pelo fato das crianças irem para uma escola pública pois, conforme me asseguraram, eu podia ver a escola da porta de casa.
Pertinho...
Realmente nós víamos a escola da porta de casa, pois a mesma ficava no topo de um morro.
Quantas lágrimas derramei em silëncio vendo a Ale e o Dé indo , de mãos dadas ,para a escola. E , no semestre seguinte, o Dudu.
Em dias secos eles caminhavam quase 2 quilometros. Chão batido. Atravessavam uma estrada de movimento e atalhavam caminho subindo por uma trilha atrás do morro.
Em dias de chuva tinham que contornar o morro. Era mais um quilometro.
Isto todo dia.Ida e volta.
Muitas vezes eu ia até a estrada e esperava que atravessasem.Depois ficava olhando-os até sumirem na distäncia.
Na hora do retorno eu estava lá, ansiosa, esperando por eles. A Pat e Nani comigo.Era a melhor parte do dia.
Dias difíceis. Eu não tinha com quem conversar. Com quem desabafar.
Onde morávamos não tinha linha telefonica. O önibus passava a cada uma hora.
As crianças eram a minha única companhia e, com certeza , a melhor .
Eu procurava fazer estas idas e vindas serem divertidas.
Após um ano compramos a nossa casa e tudo ficou mais fácil, ou ao menos , menos difícil.
Eu só tinha uma certeza. Tinha que guardar meu aperto no fundo do coração e , jamais deixar as crianças perceberem minha ansiedade e tristeza.Eles precisavam da minha força e da minha segurança
Fui de önibus , sozinha com as crianças.
Um grande aperto no coração. Deixava para trás minha familia , amigos ,tudo que fizera parte da minha vida. As crianças estavam mudando de escola no meio do ano. Teriam que se adaptar a novos moldes , fazer novas amizades.
Alessandra tinha 8 aninhos , André 6 , Edu 5 , Pat ia completar 3 e Adriana estava com trës meses.
Eduardo não iria para a escola.Ele estava no prézinho e a escola que eles iriam não tinham este nível.
Alessandra estava na terceira série e o Dé na primeira.
Eu só fiz um pedido quando soube de nossa ida para Blumenau. Eu queria que a escola fosse próximo de casa.
Nem me importei pelo fato das crianças irem para uma escola pública pois, conforme me asseguraram, eu podia ver a escola da porta de casa.
Pertinho...
Realmente nós víamos a escola da porta de casa, pois a mesma ficava no topo de um morro.
Quantas lágrimas derramei em silëncio vendo a Ale e o Dé indo , de mãos dadas ,para a escola. E , no semestre seguinte, o Dudu.
Em dias secos eles caminhavam quase 2 quilometros. Chão batido. Atravessavam uma estrada de movimento e atalhavam caminho subindo por uma trilha atrás do morro.
Em dias de chuva tinham que contornar o morro. Era mais um quilometro.
Isto todo dia.Ida e volta.
Muitas vezes eu ia até a estrada e esperava que atravessasem.Depois ficava olhando-os até sumirem na distäncia.
Na hora do retorno eu estava lá, ansiosa, esperando por eles. A Pat e Nani comigo.Era a melhor parte do dia.
Dias difíceis. Eu não tinha com quem conversar. Com quem desabafar.
Onde morávamos não tinha linha telefonica. O önibus passava a cada uma hora.
As crianças eram a minha única companhia e, com certeza , a melhor .
Eu procurava fazer estas idas e vindas serem divertidas.
Após um ano compramos a nossa casa e tudo ficou mais fácil, ou ao menos , menos difícil.
Eu só tinha uma certeza. Tinha que guardar meu aperto no fundo do coração e , jamais deixar as crianças perceberem minha ansiedade e tristeza.Eles precisavam da minha força e da minha segurança
segunda-feira, novembro 20, 2006
Meus filhos
Tenho dois filhos homens , André e Eduardo. Eles tëm onze meses de diferença.Este mës eles estão com a mesma idade.
Dézinho tinha 2 meses quando engravidei do Edu. A médica dizia que eu estava enganada, mas eu soube , desde o início .Alessandra ia completar dois aninhos.
Em nenhum momento , por um segundo sequer , eu fiquei assustada. Ao contrário , fiquei muito feliz. Meus dois filhos eram um tesouro tão grande.Mais um bebë só viria acrescentar , aumentar minha felicidade. Fraldas e mamadeiras não me preocupavam e a alegria de outro bebë era compensador.
Em criança os dois sempre foram amigos.Companheiros de travessuras.Um sempre pronto para defender o outro. Amizade que perdura até hoje.
Temperamentos diferentes mas , em comum , a generosidade e firmeza de caráter.
Tenho tranquilidade e muita segurança em dizer , que apesar da pouca diferença de idade, eu consegui dar-lhes toda a atenção e amor que lhes era de direito. Mãe sempre tem amor para dar, multiplicar. Não dividi meu amor, nem ao menos meu tempo entre eles. O tempo era todo nosso. Brincamos, cantamos , nos divertimos muito juntos. E , com certeza , também tivemos nossos momentos de tristezas e lágrimas.Mas sempre juntos . Mesmo quando eles achavam que eu não estava , eu com certeza estive ao lado deles.
Filhos adultos mas crianças em nossos corações. Sempre estarei com minhas crianças.
Em pensamento , em orações...Sempre com eles.
Dézinho tinha 2 meses quando engravidei do Edu. A médica dizia que eu estava enganada, mas eu soube , desde o início .Alessandra ia completar dois aninhos.
Em nenhum momento , por um segundo sequer , eu fiquei assustada. Ao contrário , fiquei muito feliz. Meus dois filhos eram um tesouro tão grande.Mais um bebë só viria acrescentar , aumentar minha felicidade. Fraldas e mamadeiras não me preocupavam e a alegria de outro bebë era compensador.
Em criança os dois sempre foram amigos.Companheiros de travessuras.Um sempre pronto para defender o outro. Amizade que perdura até hoje.
Temperamentos diferentes mas , em comum , a generosidade e firmeza de caráter.
Tenho tranquilidade e muita segurança em dizer , que apesar da pouca diferença de idade, eu consegui dar-lhes toda a atenção e amor que lhes era de direito. Mãe sempre tem amor para dar, multiplicar. Não dividi meu amor, nem ao menos meu tempo entre eles. O tempo era todo nosso. Brincamos, cantamos , nos divertimos muito juntos. E , com certeza , também tivemos nossos momentos de tristezas e lágrimas.Mas sempre juntos . Mesmo quando eles achavam que eu não estava , eu com certeza estive ao lado deles.
Filhos adultos mas crianças em nossos corações. Sempre estarei com minhas crianças.
Em pensamento , em orações...Sempre com eles.
segunda-feira, novembro 13, 2006
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