Ontem eu estava sem sono e resolvi pesquisar no Orkut. Surpresa boa. Encontrei o Cau.Atualmente ele mora no Rio de Janeiro , por isso o distanciamento.Eu e Cau somos primos em primeiro grau.Devo ter 2 ou 3 anos a mais que ele. Quando crianças morávamos perto e protagonizamos juntos algumas aventuras.Inclusive passávamos as férias de verão juntos.
Lembrei-me de duas em particular.
Eu estava com 9 anos , então o Cau deveria ter seus 6 aninhos. Morávamos no mesmo prédio e naquela noite meus tios foram ao cinema e o Cau e seus 2 irmãos menores ficaram com a empregada , a Mari Otilia ( que tinha menos de 15 anos).
Eu e minha irmã subimos para o apartamento deles para assistir televisão.
Morávamos no andar térreo e eles no segundo andar.
Meus pais tinham ido visitar minha avó que morava , com outros tios meus, na mesma rua. Morávamos todos na rua Laurindo , na Cidade Baixa.
Nós costumávamos brincar de MANDRAKE ( STOP ).Eu dei Mandrake para o Cau que deveria , conforme a brincadeira , ficar imóvel. Como ele não fez isto ,eu fui até ele e dei trës soquinhos no braço dele. Ele ficou aborrecido , não estava certamente com vontade de brincar , e veio me devolver os soquinhos. Eu ergui o braço e ele acertou o meu pulso esquerdo. Nada demais se não fosse o fato de ele estar com uma gilete na mão. Ui...dá arrepio.
O que ele fazia com uma gilete na mão? Raspava uma vela...!!!
Imediatamente o meu pulso começou a jorrar muito sangue. Lembro que segurei o braço com a máo direita e sai correndo, aos berros , até o prédio da minha avó. Eram umas 9 horas da noite. Fiquei literalmente berrando na porta do prédio. Meus pais e tios surgiram aflitos pela maneira que eu gritava. Ficaram assustados quando me viram. Meu pai levou-me para o banheiro onde rasgou uma toalha que enrolou no meu pulso. Enquanto isto meu tio já chegava com um táxi. Naquela época tinha que se buscar o táxi no ponto.
Resultado...quatro pontos e uma cicatriz , bem charmosa , no pulso.
Enquanto isto no apartamento dizem que o Cau passava mal e o Silvinho chorava , porque achava que o Cau poderia ir preso.
Isto nào abalou nossa amizade. O que aconteceu não foi proposital.Ëramos crianças boas e sem maldade , embora um pouco inconsequentes como perceberão na minha próxima história.
Aguardem...Bombinhas de Sào João
quinta-feira, maio 11, 2006
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