Aconteceu há mais de 20 anos e foi manchete dos jornais. Um raio caiu bem na cúpula da Catedral Metropolitana , em Porto Alegre , durante a madrugada. Foi um estrondo que se ouviu á grande distäncia .
Nós , na ocasião , morávamos na escadaria da rua Borges de Medeiros , esquina com a Duque de Caxias. Morávamos muito próximos á Catedral.
O que foi manchete foi o raio , não o que se passou no nosso apartamento.
Acordamos, não sei se com o barulho estrondoso do raio ou , com os gritos alucinados da Patricia.Ela devia ter 7 aninhos.Lembro de estarmos todos , quase ao mesmo tempo , junto á cama dela.Ela estava de pé sobre a cama e gritava agitando os braços , olhinhos fechados. No meio da madrugada se leva um tempo para entender o que se passa.Não dava para saber o que acontecera primeiro , os gritos dela ou aquele estouro enorme. A confusão era total. Não havia jeito de acordá-la , tirá-la daquele frenesi.Ela pulava , gritava e nós também acabamos fazendo bastante gritaria tentando acalmá-la.Imagina a situação. Ela estava histérica e nós , provavelmente , só estávamos assustando-a mais ainda.
Finalmente , deixei a psicologia de lado , e agarrando-a pelos braços dei-lhe umas boas sacudidas. Foram boas mesmo pois , surtiram efeito. Meus filhos dizem , quando relembramos este episódio ,que na verdade eu enchi o rostinho dela de tapas. Mas nào foi não. Foram sacudidelas.Fortes sacudidelas.
Bem... Se ela não parasse , eu teria mesmo que partir para os tapas no rosto , como se vë nas telas de cinema.
domingo, junho 25, 2006
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