Nos anos 70 virou modismo, no Brasil , acampar. Demoramos a comprar nossa barraca mas quando compramos era das melhores.Dois quartos e avanço.Azul e amarela, lindinha.
Hoje , quando lembro , vejo como eu era corajosa.Na verdade eu ainda o sou, mas eu era também muito jovem. No verão de 1976 fomos acampar em Torres.A idéia inicial era ficar num camping, mas acabamos no pátio de uma familia amiga.Dona Belica, pessoa maravilhosa.
Alessandra não tinha ainda trës anos, André com um ano e dois meses e o Eduardo com trës meses. Eu cozinhava , lavava e passava .Ainda íamos á praia todas as manhãs.Todos nós. Eduardo ficava no bebë-conforto, debaixo do guarda-sol enquanto eu brincava no mar com a Ale e Dé. Alessandra nunca foi muito amiga do mar.Não gostava das tatuíras.Porém o Dé não perdia uma onda. Numa ocasião ele foi derrubado por uma onda maior e a Ale, mesmo detestando os bichinhos , correu para ajudá-lo.Dé adorava picolé e não se contentava com apenas um.Comia o dele, vinha pegar o meu e , depois , ía para perto da carrocinha de sorvetes até que déssemos mais um para ele.Foi uma época gostosa e eu não me lembro de sentir-me cansada. O fato de ter tido os meus primeiros trës filhos tão seguidos , não foi motivo para não proporcionar-lhes toda diversão e atenção que lhes era de direito.
Pela manhã, antes de irmos para a praia , eu precisava lavar a roupa e deixar o almoço pronto. Enquanto eu ficava no tanque a Ale brincava com suas panelinhas pertinho do Dudu e o Dé corria aträs das galinhas da Dona Belica.Lembrança terna.
Com tudo e por tudo isto, como não ser feliz?
sábado, setembro 09, 2006
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