sexta-feira, outubro 27, 2006

Quieto, porém...

Andrézinho sempre foi quieto, ou melhor, silencioso.
Eu precisava sempre estar muito atenta pois ele , no silëncio, aprontava muitas travessuras.
Com um aninho ele já saia do berço sozinho. Mesmo de madrugada. Acordava e , diferente de qualquer criança, ia saindo do berço e se aventurando pela casa. O escuro não o intimidava.Por precaução , eu retirei todo e qualquer objeto do alcance de suas mãos.Janelas sempre trancadas , pois ele subia com facilidade nas cadeiras e similares.
Uma noite fui até o quarto deles e André não estava no berço.Fui até a sala e lá estava ele , muito contente , brincando com a carteira de cigarros e isqueiro que seu pai ali deixara. Felizmente ele não se queimou.
Quando tinha trës aninhos , enquanto eu fui atender á porta ,tentou subir na estante do quarto da Alessandra. Era uma estante que ocupava quase toda a parede . Eu nem chegara até a porta quando ouvi o barulho.Voltei correndo, assustada. A estante caíra para a frente.Todos os brinquedos da Ale estavam espalhados pelo chão, a maioria quebrados. Chamei pelo André pois não conseguia vë-lo. Então, ele me chamou. A porta de um dos compartimentos da estante abrira e o André ficara ali dentro , ileso.
Com certeza o anjinho da guarda, mais uma vez , estava por perto e cuidou do meu menino travesso.

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