Nunca fui uma pessoa ligada a esportes . Pedalar uma bicicleta acho que foi o máximo que fiz um dia , e não como esporte. Esportes radicais...nem pensar.
Gosto de sossego . Arriscar...para quê? Mas isto é o modo como eu penso. Meus filhos são diferentes e gostam de se aventurarem. Demonstra que eu soube criá-los sem minhas inseguranças e medos.
Era o verão de 98. Estavamos em Camboriu. Eu , Adrianinha , André , Claudine , Patrícia , Alessandra e Rafael. Estávamos hospedados no Hotel Fischer. Sentados na área das piscinas nós víamos o mar , e as Bananas Boat. Eles resolveram fazer o passeio e dicidiram que eu tinha que participar. Eu recusei...eles insistiram...fui.
Quando combinaram o passeio o rapaz da lancha perguntou:
--Com tombo ou sem tombo?
Eu , rapidamente , respondi que seria sem tombo. Um passeio suave...
Fomos...Três tombos...Horríveis.
O primeiro , realmente não previsto , aconteceu porque foi preciso "frear" para evitar uma rede de pescadores. Nós não caímos. Nós voamos e afundamos. A Patrícia se agarrou em mim com o objetivo de me ajudar , e com isso afundamos mais que os outros. Lembro de enxergar todos subindo enquanto eu e ela ainda íamos para mais fundo. A Pat acabou me largando e retornou e eu logo atrás dela. Todos ficaram aflitos por me ajudar , mas no desespero eu fui muito ágil e voltei rapidinho para cima da banana. Felizmente todos usávamos coletes salva-vidas , pois estávamos bem afastados da praia. Tivemos o segundo tombo...eles adorando.
Retornando para a praia perdemos a Ale e a Adri. Olhei para trás e lá estavam , bem distantes , dois pontinhos no meio do mar. Que aflição.
Mais um tombo na chegada. Hiper, hiper divertido...para eles.
Foi uma experiência assustadora , mas me sinto feliz por ter participado com eles. Pior é não ficar sabendo como poderia ter sido. Valeu , com certeza , valeu bastante.
Meus filhos estão me ensinando a viver sem medo. Sem medo de arriscar. Sem medo de ser eu mesma. Sem medo de ser feliz.