Verão de 1982. Estávamos passando alguns dias em Arroio do Silva, SC.
Sempre gostei de estar com as crianças.Achava que ninguém cuidaria delas como eu. Eu as levava para a praia, para passear e o tempo todo eu as contava...1, 2 , 3 , 4 , 5. Era automático.
Porém , naquela noite eu não os acompanhei.Adrianinha, que estava com 9 meses, estava um pouco resfriada e já adormecera.Sendo assim as crianças foram dar uma volta no centro, comer pipoca acompanhados do pai delas, além dos avós paternos.Sem dúvida bem acompanhados.Pelo menos era para ser assim.
Fiquei em casa , mas inquieta . Eu os aguardava na janela quando, finalmente , surgiram .Dobraram a esquina e eu contei...1, 2 , 3 .Com a Adriana que ficara comigo...4. Faltava um, a Patricia .Patricia tinha trës aninhos.
Eu logo gritei , perguntando por ela e, então , foi uma correria.
Encontraram-na na praça.A pipoqueira estava com ela e tinha resolvido levá-la consigo. A atitude correta seria procurar um policial.
Felizmente eles chegaram em tempo . Quando os vi chegando com ela eu a peguei nos braços , agradecendo á Deus por të-la protegido.Fiquei indignada com a desatenção que haviam tido com as crianças. Nunca mais deixei que saíssem sem mim.
A gente sabe de muitas crianças que se perdem e nunca mais se tëm notícias delas.
Felizmente Deus a protegeu .
Em tempo...Como alguém pode esquecer da Pat ? Ela sempre foi muito danada e exigia muita atenção.
sexta-feira, setembro 15, 2006
domingo, setembro 10, 2006
Coragem
Em post recente , eu afirmei que eu era corajosa. De fato, era e ainda sou uma pessoa muito corajosa. Isto não significa que eu não tenha tido , ou que eu não tenha meus medos.Claro que os tenho.Feliz aquele que vive sem medo.Eu tenho muitos e acho muito difícil, nas circunstäncias de nosso dia a dia, que alguem viva na mais absoluta paz. Coragem não é a ausëncia de medo. Coragem é a capacidade que se tem para enfrentar os obstáculos , tristezas e decepções com que nos deparamos no decorrer de nossas vidas. Coragem é a força que nos faz andar para frente , apesar de tudo.
Diariamente nos vemos desafiados pela violëncia , pela miséria e pelas injustiças que assolam o mundo. As vezes pode dar vontade de fechar as janelas de nossa casa e ficar quietinha no escuro.Mas sabemos que isto não melhora nada.Pode-se fugir dos medos que andam do lado de fora de nossas casas, talvez, mas não podemos fugir, sequer se esconder dos medos que estão dentro de nós.
Por isso a CORAGEM. Coragem para , em primeiro lugar, vencer os medos.
E, depois ,coragem para viver e ser feliz.
Diariamente nos vemos desafiados pela violëncia , pela miséria e pelas injustiças que assolam o mundo. As vezes pode dar vontade de fechar as janelas de nossa casa e ficar quietinha no escuro.Mas sabemos que isto não melhora nada.Pode-se fugir dos medos que andam do lado de fora de nossas casas, talvez, mas não podemos fugir, sequer se esconder dos medos que estão dentro de nós.
Por isso a CORAGEM. Coragem para , em primeiro lugar, vencer os medos.
E, depois ,coragem para viver e ser feliz.
sábado, setembro 09, 2006
Acampando
Nos anos 70 virou modismo, no Brasil , acampar. Demoramos a comprar nossa barraca mas quando compramos era das melhores.Dois quartos e avanço.Azul e amarela, lindinha.
Hoje , quando lembro , vejo como eu era corajosa.Na verdade eu ainda o sou, mas eu era também muito jovem. No verão de 1976 fomos acampar em Torres.A idéia inicial era ficar num camping, mas acabamos no pátio de uma familia amiga.Dona Belica, pessoa maravilhosa.
Alessandra não tinha ainda trës anos, André com um ano e dois meses e o Eduardo com trës meses. Eu cozinhava , lavava e passava .Ainda íamos á praia todas as manhãs.Todos nós. Eduardo ficava no bebë-conforto, debaixo do guarda-sol enquanto eu brincava no mar com a Ale e Dé. Alessandra nunca foi muito amiga do mar.Não gostava das tatuíras.Porém o Dé não perdia uma onda. Numa ocasião ele foi derrubado por uma onda maior e a Ale, mesmo detestando os bichinhos , correu para ajudá-lo.Dé adorava picolé e não se contentava com apenas um.Comia o dele, vinha pegar o meu e , depois , ía para perto da carrocinha de sorvetes até que déssemos mais um para ele.Foi uma época gostosa e eu não me lembro de sentir-me cansada. O fato de ter tido os meus primeiros trës filhos tão seguidos , não foi motivo para não proporcionar-lhes toda diversão e atenção que lhes era de direito.
Pela manhã, antes de irmos para a praia , eu precisava lavar a roupa e deixar o almoço pronto. Enquanto eu ficava no tanque a Ale brincava com suas panelinhas pertinho do Dudu e o Dé corria aträs das galinhas da Dona Belica.Lembrança terna.
Com tudo e por tudo isto, como não ser feliz?
Hoje , quando lembro , vejo como eu era corajosa.Na verdade eu ainda o sou, mas eu era também muito jovem. No verão de 1976 fomos acampar em Torres.A idéia inicial era ficar num camping, mas acabamos no pátio de uma familia amiga.Dona Belica, pessoa maravilhosa.
Alessandra não tinha ainda trës anos, André com um ano e dois meses e o Eduardo com trës meses. Eu cozinhava , lavava e passava .Ainda íamos á praia todas as manhãs.Todos nós. Eduardo ficava no bebë-conforto, debaixo do guarda-sol enquanto eu brincava no mar com a Ale e Dé. Alessandra nunca foi muito amiga do mar.Não gostava das tatuíras.Porém o Dé não perdia uma onda. Numa ocasião ele foi derrubado por uma onda maior e a Ale, mesmo detestando os bichinhos , correu para ajudá-lo.Dé adorava picolé e não se contentava com apenas um.Comia o dele, vinha pegar o meu e , depois , ía para perto da carrocinha de sorvetes até que déssemos mais um para ele.Foi uma época gostosa e eu não me lembro de sentir-me cansada. O fato de ter tido os meus primeiros trës filhos tão seguidos , não foi motivo para não proporcionar-lhes toda diversão e atenção que lhes era de direito.
Pela manhã, antes de irmos para a praia , eu precisava lavar a roupa e deixar o almoço pronto. Enquanto eu ficava no tanque a Ale brincava com suas panelinhas pertinho do Dudu e o Dé corria aträs das galinhas da Dona Belica.Lembrança terna.
Com tudo e por tudo isto, como não ser feliz?
segunda-feira, setembro 04, 2006
Caráter
Era um rapaz de aparëncia frágil parecido com a mãe , que o acompanhava.Sentou-se bem ao meu lado e imediatamente percebi que além de fragil era fraco, mau caráter.
Estávamos todos aguardando consulta numa clinica.
Ele , por alguma razão que desconheço, precisou pagar uma taxa de 13 reais.Enquanto a sua mãe fazia o pagamento , ele fez uma ligação para seu pai pedindo que o mesmo o ressarcisse dos 30 reais de que dispusera.Fiquei pasma diante da pressa que ele demonstrou de tirar proveito da situação.Percebi, mais uma vez, que há pessoas que mentem e enganam com muita naturalidade.
Marcas da personalidade que dão aos individuos características distintas. Observo que pessoas com má índole acreditam nas próprias mentiras .Pior, pessoas que magoam conseguem criar situações onde se tornam os heróis .Além deles mesmos acreditarem em suas mentiras conseguem que outros assim também o façam.
Fácil provar que estou certa.Basta abrir os jornais e ler o resultado das pesquisas quanto as próximas eleições.
Fazer o quë , se há quem goste de ser enganado?
Estávamos todos aguardando consulta numa clinica.
Ele , por alguma razão que desconheço, precisou pagar uma taxa de 13 reais.Enquanto a sua mãe fazia o pagamento , ele fez uma ligação para seu pai pedindo que o mesmo o ressarcisse dos 30 reais de que dispusera.Fiquei pasma diante da pressa que ele demonstrou de tirar proveito da situação.Percebi, mais uma vez, que há pessoas que mentem e enganam com muita naturalidade.
Marcas da personalidade que dão aos individuos características distintas. Observo que pessoas com má índole acreditam nas próprias mentiras .Pior, pessoas que magoam conseguem criar situações onde se tornam os heróis .Além deles mesmos acreditarem em suas mentiras conseguem que outros assim também o façam.
Fácil provar que estou certa.Basta abrir os jornais e ler o resultado das pesquisas quanto as próximas eleições.
Fazer o quë , se há quem goste de ser enganado?
quarta-feira, agosto 30, 2006
Observando
Eu gosto de observar as pessoas.Inclusive , preciso me policiar para não tornar este hábito em uma mania incoveniente.
Acho o ser humano admirável.Quantas formas de bocas, narizes , corpos enfim...Incrível , realmente incrível.
Hoje cedo, enquanto aguardava atendimento numa Clinica Médica , exercitei minha observäncia. Mães e filhas se parecem. Há quem diga que antes de casar com a filha , deve-se olhar a mãe. Acho que também se aplica aos homens. Mas , toda regra tem exceção. Felizmente para uns, infelizmente para outros.
Se não houver semelhança fisica , a mesma se fará através da postura.Observem...
Màes ou pais corcundas caminham ao lado de filhos corcundas. Quando minhas filhas estavam em crescimento , eu estava sempre chamando-lhes a atenção para a postura das costas. Por vezes , isto as aborrecia. Tenho certeza que devem ser bem agradecidas , quando vëem alguém andando curvado.
Podemos observar familias inteiras que se parecem. Não apenas a mãe com a filha , mas também o pai e o filho. De longe já se percebe que formam uma família.Seja pela semelhança fisica , seja pela postura ou ainda , pela maneira de falar ou sorrir.É a convivëncia.Não somos iguais ,mas podemos nos tornar parecidos por dentro e por fora.
Por tudo isto , considero que os pais tëm que ter muita atenção , não apenas com o que dizem para seus filhos , mas com o próprio comportamento. Sào nossos hábitos e atitudes que educam , muito mais que nossas palavras e conselhos.
Torno a repetir.Há exceções , sempre haverá.
Acho o ser humano admirável.Quantas formas de bocas, narizes , corpos enfim...Incrível , realmente incrível.
Hoje cedo, enquanto aguardava atendimento numa Clinica Médica , exercitei minha observäncia. Mães e filhas se parecem. Há quem diga que antes de casar com a filha , deve-se olhar a mãe. Acho que também se aplica aos homens. Mas , toda regra tem exceção. Felizmente para uns, infelizmente para outros.
Se não houver semelhança fisica , a mesma se fará através da postura.Observem...
Màes ou pais corcundas caminham ao lado de filhos corcundas. Quando minhas filhas estavam em crescimento , eu estava sempre chamando-lhes a atenção para a postura das costas. Por vezes , isto as aborrecia. Tenho certeza que devem ser bem agradecidas , quando vëem alguém andando curvado.
Podemos observar familias inteiras que se parecem. Não apenas a mãe com a filha , mas também o pai e o filho. De longe já se percebe que formam uma família.Seja pela semelhança fisica , seja pela postura ou ainda , pela maneira de falar ou sorrir.É a convivëncia.Não somos iguais ,mas podemos nos tornar parecidos por dentro e por fora.
Por tudo isto , considero que os pais tëm que ter muita atenção , não apenas com o que dizem para seus filhos , mas com o próprio comportamento. Sào nossos hábitos e atitudes que educam , muito mais que nossas palavras e conselhos.
Torno a repetir.Há exceções , sempre haverá.
segunda-feira, agosto 28, 2006
Primeiro amor
O primeiro amor ninguém esquece e , apesar de tantos anos terem se passado, eu não esqueci do meu. Até porque sou de opinião de que sempre devemos guardar, com muito carinho, as boas lembranças.
Dia 30 deste mës, meu primeiro amor estará de aniversário (memória boa).
Época linda .Época em que a inocëncia tinha lugar.
A gente flertava , lançava olhares , dançava nas reuníões dançantes e aguardava o pedido de namoro. Nem sempre se respondia na hora.Podia-se pedir um tempo para pensar...
E assim aconteceu comigo. Flertamos e namoramos durante dois anos.Eu tinha doze anos. Mas a inocëncia era tão grande que era cabível.Pegar na mão só depois de um ano. Beijo ...Lembro que ganhei um na testa no dia dos meus treze anos.
Impossível esquecer um amor tão puro, meigo.
Ele me buscava na saída do colégio e ficávamos conversando em frente do meu prédio.
Aos domingos íamos ao cinema.Mas não íamos só.Tinha que ter o chá de përa. Foi numa tarde de domingo, durante a sessão dupla do cinema Cacique, que ele pegou
pela primeira vez a minha mão. Já estávamos namorando há mais de um ano.Quando as luzes acenderam e nós saímos de mãos entrelaçadas , toda turma , que nos acompanhava bateu palmas. Fiquei corada de tanta vergonha.
Voltávamos para casa de önibus e eu ficava desejando que a viagem nunca acabasse.
Nunca ouve brigas , mentiras ou mágoas.O nosso namoro acabou porque éramos ainda muito crianças. Provavelmente teríamos voltado se...Sempre há um se para atrapalhar as lindas histórias de amor.
Eu tinha uma caixinha de madeira onde guardava as nossas lembranças.Fotografias , fitinhas , flores secas...Gostaria de ainda të-las comigo.Mas , as tenho no coração.
Lamento pelo jovem de hoje , que trata os sentimentos e atitudes com tanta informalidade, tanto descaso.Acabam por não ter um primeiro amor para recordar.
Com certeza foi um período precioso da minha vida .
Dia 30 deste mës, meu primeiro amor estará de aniversário (memória boa).
Época linda .Época em que a inocëncia tinha lugar.
A gente flertava , lançava olhares , dançava nas reuníões dançantes e aguardava o pedido de namoro. Nem sempre se respondia na hora.Podia-se pedir um tempo para pensar...
E assim aconteceu comigo. Flertamos e namoramos durante dois anos.Eu tinha doze anos. Mas a inocëncia era tão grande que era cabível.Pegar na mão só depois de um ano. Beijo ...Lembro que ganhei um na testa no dia dos meus treze anos.
Impossível esquecer um amor tão puro, meigo.
Ele me buscava na saída do colégio e ficávamos conversando em frente do meu prédio.
Aos domingos íamos ao cinema.Mas não íamos só.Tinha que ter o chá de përa. Foi numa tarde de domingo, durante a sessão dupla do cinema Cacique, que ele pegou
pela primeira vez a minha mão. Já estávamos namorando há mais de um ano.Quando as luzes acenderam e nós saímos de mãos entrelaçadas , toda turma , que nos acompanhava bateu palmas. Fiquei corada de tanta vergonha.
Voltávamos para casa de önibus e eu ficava desejando que a viagem nunca acabasse.
Nunca ouve brigas , mentiras ou mágoas.O nosso namoro acabou porque éramos ainda muito crianças. Provavelmente teríamos voltado se...Sempre há um se para atrapalhar as lindas histórias de amor.
Eu tinha uma caixinha de madeira onde guardava as nossas lembranças.Fotografias , fitinhas , flores secas...Gostaria de ainda të-las comigo.Mas , as tenho no coração.
Lamento pelo jovem de hoje , que trata os sentimentos e atitudes com tanta informalidade, tanto descaso.Acabam por não ter um primeiro amor para recordar.
Com certeza foi um período precioso da minha vida .
domingo, agosto 20, 2006
Taça Libertadores
Em 1983 , morávamos em Blumenau , o Gremio ganhou o título de Campeoes da América.Mesmo em Blumenau, a movimentação e festejos foram grandes .
Os meus meninos , como o pai deles , torciam pelo Internacional. Geralmente o que ocorre é isto mesmo.Os filhos pequenos seguem a escolha paterna.
Com a vitória do Grëmio, o Eduardo ( na época com 7 anos ) resolveu ser gremista.
Primeira coisa que me pediu foi uma camiseta do time.Percorri todas lojas da cidade e , com muita dificuldade , encontrei uma regata de adulto.
Ele ficou satisfeito e vestiu , orgulhoso , a camiseta que cobria os seus joelhinhos.
Vestido assim é que ele esperou o pai chegar.Ficou na frente da casa e não foi preciso palavras para a novidade ficar esclarecida. Até mesmo porque nenhum dos dois é de muitas palavras...
Passaram-se 23 anos e chegou a vez do Internacional conquistar o título.Parabenizo todos os Colorados.
E o Edu ...Continua sendo gremista.
Os meus meninos , como o pai deles , torciam pelo Internacional. Geralmente o que ocorre é isto mesmo.Os filhos pequenos seguem a escolha paterna.
Com a vitória do Grëmio, o Eduardo ( na época com 7 anos ) resolveu ser gremista.
Primeira coisa que me pediu foi uma camiseta do time.Percorri todas lojas da cidade e , com muita dificuldade , encontrei uma regata de adulto.
Ele ficou satisfeito e vestiu , orgulhoso , a camiseta que cobria os seus joelhinhos.
Vestido assim é que ele esperou o pai chegar.Ficou na frente da casa e não foi preciso palavras para a novidade ficar esclarecida. Até mesmo porque nenhum dos dois é de muitas palavras...
Passaram-se 23 anos e chegou a vez do Internacional conquistar o título.Parabenizo todos os Colorados.
E o Edu ...Continua sendo gremista.
Enquanto isso...
Era verão de 1993.
Depois de ter atingido a Patricia , o menino tratou de remar para longe da beira. André , Eduardo e Rafael que perceberam o que estava acontecendo remaram para a praia. O menino acabou surpreendido pelos trës que resolveram dar umas remadas no mesmo.
A familia do menino estava perto de onde estávamos e , claro , assistiu de camarote toda correria e confusão. O menino, juntamente com seu pai , veio falar conosco e disseram que iriam esperar pela Patricia (já a tinham levado para atendimento)para se desculparem.Eu os aconselhei a irem embora pois estavam todos muito nervosos e as desculpas poderiam não ser muito bem aceitas. Não naquele momento.
Posteriormente acabamos nos cruzando em Garobapa , e eles tiveram oportunidade de dizer que lamentavam a brincadeira.Brincadeira inconsequente que acabou privando a Patricia de entrar no mar , durante todo resto de nossas férias.
Depois de ter atingido a Patricia , o menino tratou de remar para longe da beira. André , Eduardo e Rafael que perceberam o que estava acontecendo remaram para a praia. O menino acabou surpreendido pelos trës que resolveram dar umas remadas no mesmo.
A familia do menino estava perto de onde estávamos e , claro , assistiu de camarote toda correria e confusão. O menino, juntamente com seu pai , veio falar conosco e disseram que iriam esperar pela Patricia (já a tinham levado para atendimento)para se desculparem.Eu os aconselhei a irem embora pois estavam todos muito nervosos e as desculpas poderiam não ser muito bem aceitas. Não naquele momento.
Posteriormente acabamos nos cruzando em Garobapa , e eles tiveram oportunidade de dizer que lamentavam a brincadeira.Brincadeira inconsequente que acabou privando a Patricia de entrar no mar , durante todo resto de nossas férias.
quarta-feira, agosto 16, 2006
Susto na praia
Era verão.Talvez 1993.Fomos passar as férias em Garobapa.
Era nosso segundo ou terceiro dia de praia. O programa preferido dos meninos era andar de caiaque. Esperávamos a praia ficar vazia para que eles pudessem se divertir, sem risco de machucar os banhistas.
Debaixo do guarda sol eu conversava com a minha irmã.Conversava mas de olho na Patricia , que estava pegando onda de morey. Ela e a Ana Claudia.
Eu estava aflita pois havia um menino pegando onda (ao invés de remar ) com um caiaque.Pegando onda justo onde elas estavam. Eu fazia sinal para elas se afastarem dele, mas assim que elas se afastavam ele as seguia. Ele estava de brincadeira.
Até comentei que aquilo não iria dar certo.
E, foi assim que aconteceu...Patricia veio numa onda e , quando ela levantou e virou , foi atingida pelo caiaque .Eu gritei chamando a atenção de todos. Paty desapareceu sob a ägua.Todos correram para o mar. Vi quando ela surgiu em meio as ondas, a blusa branca estava vermelha do sangue que escorria da sua cabeça.Meu cunhado alcançou-a e a trouxe para a beira da praia. Lembro que a preocupação dela era comigo. Não queria que eu ficasse assustada.Tarde demais. Eu já estava enlouquecida...Correria completa.
Uma jovem que passeava ali perto , com sua neném, apresentou-se como médica e acompanhou-os para atender a Paty.
Felizmente Patricia ficou bem , mas perdeu todo resto dos dias de férias.Na verdade , o acidente poderia ter sido muito mais grave do que o corte que teve na testa.
O menino que machucou-a , veio se desculpar .Eu tentei explicar-lhe que é necessário que a gente sempre pense na consequëncia de nossos atos.O fato dele não ter tido a intenção , não evitou o acidente.
Assim é em tudo que fazemos ou dizemos.
Nenhum cuidado será em excesso se estivermos evitando de magoar ou machucar alguém.
Era nosso segundo ou terceiro dia de praia. O programa preferido dos meninos era andar de caiaque. Esperávamos a praia ficar vazia para que eles pudessem se divertir, sem risco de machucar os banhistas.
Debaixo do guarda sol eu conversava com a minha irmã.Conversava mas de olho na Patricia , que estava pegando onda de morey. Ela e a Ana Claudia.
Eu estava aflita pois havia um menino pegando onda (ao invés de remar ) com um caiaque.Pegando onda justo onde elas estavam. Eu fazia sinal para elas se afastarem dele, mas assim que elas se afastavam ele as seguia. Ele estava de brincadeira.
Até comentei que aquilo não iria dar certo.
E, foi assim que aconteceu...Patricia veio numa onda e , quando ela levantou e virou , foi atingida pelo caiaque .Eu gritei chamando a atenção de todos. Paty desapareceu sob a ägua.Todos correram para o mar. Vi quando ela surgiu em meio as ondas, a blusa branca estava vermelha do sangue que escorria da sua cabeça.Meu cunhado alcançou-a e a trouxe para a beira da praia. Lembro que a preocupação dela era comigo. Não queria que eu ficasse assustada.Tarde demais. Eu já estava enlouquecida...Correria completa.
Uma jovem que passeava ali perto , com sua neném, apresentou-se como médica e acompanhou-os para atender a Paty.
Felizmente Patricia ficou bem , mas perdeu todo resto dos dias de férias.Na verdade , o acidente poderia ter sido muito mais grave do que o corte que teve na testa.
O menino que machucou-a , veio se desculpar .Eu tentei explicar-lhe que é necessário que a gente sempre pense na consequëncia de nossos atos.O fato dele não ter tido a intenção , não evitou o acidente.
Assim é em tudo que fazemos ou dizemos.
Nenhum cuidado será em excesso se estivermos evitando de magoar ou machucar alguém.
terça-feira, agosto 15, 2006
Saudade
Certamente não deve existir quem não tenha sofrido ou sofra por saudade.Podemos sentir saudades de alguém , de algo , de uma época...Na minha vida a saudade tem se tornado uma constante . E , o fato dela ser minha velha conhecida ,não torna a convivëncia mais fácil.
Quando a saudade é de alguëm que está distante passamos a contar os dias , semanas , meses.Sabemos que ao término de determinado tempo ela irá embora.Ao menos por alguns dias.
Quando é de alguém que sabemos que não vai retornar, acomodamos a saudade num cantinho do coração.Assim como guardamos , em um canto da casa as coisas das quais não queremos nos desfazer.Da mesma forma esta saudade vai ficando por lá.
Nào curto a saudade de um tempo passado.Acredito que o passado é para ser lembrado , até mesmo comemorado.Porém sentir saudade do passado é querer voltar e eu não creio nesta volta.Nunca será igual.Melhor ter a lembrança.
Pior é a saudade de alguém que está muito próximo mas que se faz ausente.
Dói a saudade de quem partiu.Partida inevitável e necessária porém , repentina.Sem tempo para despedida.
Mas , se por um lado a saudade nos causa sofrimento, por outro lado ela é a prova de que temos vivido momentos que valem as lágrimas derramadas.
Quando a saudade é de alguëm que está distante passamos a contar os dias , semanas , meses.Sabemos que ao término de determinado tempo ela irá embora.Ao menos por alguns dias.
Quando é de alguém que sabemos que não vai retornar, acomodamos a saudade num cantinho do coração.Assim como guardamos , em um canto da casa as coisas das quais não queremos nos desfazer.Da mesma forma esta saudade vai ficando por lá.
Nào curto a saudade de um tempo passado.Acredito que o passado é para ser lembrado , até mesmo comemorado.Porém sentir saudade do passado é querer voltar e eu não creio nesta volta.Nunca será igual.Melhor ter a lembrança.
Pior é a saudade de alguém que está muito próximo mas que se faz ausente.
Dói a saudade de quem partiu.Partida inevitável e necessária porém , repentina.Sem tempo para despedida.
Mas , se por um lado a saudade nos causa sofrimento, por outro lado ela é a prova de que temos vivido momentos que valem as lágrimas derramadas.
segunda-feira, agosto 07, 2006
Gracinhas
Criança é sempre maravilhosa e tudo que ela faz ou diz achamos uma graçinha.
Dudu tinha uns 4 aninhos . Estávamos na piscina brincando quando ele me olhou e sugeriu que eu deixasse meu cabelo crescer. Com o cabelo comprido tu vais ficar mais bonita e até arranjar um namorado ,foi o que ele disse.
Eu expliquei para ele que eu gostava do meu cabelo assim . Que quando eu era jovem o meu cabelo era bem comprido mas que agora , mais velhinha , não seria tão apropriado.
Ele continuou insistindo. Argumentou que a outra avó tinha namorado pois tinha o cabelo mais bonito.
Dei um tempo e disse para ele que ia seguir o conselho dele. CLaro que com namorado ,eu não iria ter tempo para ficar horas e horas só brincando com ele. Brincando na piscina , jogando canastra , indo ao cinema...Mas se eu ia ficar mais bonita ...
Encerramos o assunto e continuamos com as bricadeiras.
De noite , depois de já termos feito a oração do anjinho da guarda e ele quase adormecera , ele me disse
-Sabe vovó? Deixa o teu cabelo assim , tu até que é bem bonitinha !
Dudu tinha uns 4 aninhos . Estávamos na piscina brincando quando ele me olhou e sugeriu que eu deixasse meu cabelo crescer. Com o cabelo comprido tu vais ficar mais bonita e até arranjar um namorado ,foi o que ele disse.
Eu expliquei para ele que eu gostava do meu cabelo assim . Que quando eu era jovem o meu cabelo era bem comprido mas que agora , mais velhinha , não seria tão apropriado.
Ele continuou insistindo. Argumentou que a outra avó tinha namorado pois tinha o cabelo mais bonito.
Dei um tempo e disse para ele que ia seguir o conselho dele. CLaro que com namorado ,eu não iria ter tempo para ficar horas e horas só brincando com ele. Brincando na piscina , jogando canastra , indo ao cinema...Mas se eu ia ficar mais bonita ...
Encerramos o assunto e continuamos com as bricadeiras.
De noite , depois de já termos feito a oração do anjinho da guarda e ele quase adormecera , ele me disse
-Sabe vovó? Deixa o teu cabelo assim , tu até que é bem bonitinha !
domingo, agosto 06, 2006
TIPIE
Eu fiz a escola Normal no Instituto de Educação. Minha formatura foi em 22 de agosto de 1971.
Uma das disciplinas que nós , futuras professoras ,tinhamos era de teatro...o TIPIE. Nossa professora era a Olga Reverbel. Excelente...maravilhosa.
No final de semestre nós tínhamos que apresentar uma peça para as crianças do curso primário ( hj curso fundamental ).
A peça do meu grupo se chamava A bruxinha que era boa. Eram muitas bruxas más , uma muiiiiiito má , um bruxo , um menino e a bruxinha que era boa.Meu papel era do bruxo. Eu fazia o grande bruxo , o chefe das bruxas.
Muitos ensaios , falas bem decoradas . Cenário feito por todas do grupo. Ficávamos envolvidas durante todo o semestre .Lembro que eu esperava pelo dia da aula de teatro com muita ansiedade.
Chegou o dia da nossa apresentação.Ginásio do IE cheio , lotado. Eu vesti calça e camisa preta.Uma capa preta enorme ( não podia faltar )e claro o chapéu. Chapéu de bruxo é sempre essencial.
Eu estava na lateral esquerda do palco aguardando o momento de entrar em cena. Ao meu lado a menina que fazia o Ponto.
Antes de entrar eu deveria dar uma grande gargalhada , anunciando a minha chegada. Pois bem...no momento em que gargalhei a menina do ponto assustou-se e invadiu a cena aos gritos, correndo. Foi muito engraçado.O grito dela desencadeou muitos gritos das crianças. Eu fiquei com muita vontade de rir da situação mas consegui prosseguir com o script . Fiz uma entrada triunfal , abaixo de gritos...
A apresentação foi tão elogiada que fomos convidadas a realizar um espetáculo fora do IE , na ACM.
Eu tinha na época 17 anos.Até hoje eu mantenho contato e amizade com algumas destas colegas.Amigas preciosas.
Um acontecimento pequeno , tão remoto.Mas , já ali , eu estava aprendendo que mesmo quando as coisas não acontecem do modo que planejamos, nós temos que seguir em frente e fazer o melhor possível.
Se o espetáculo não pode parar muito menos a Vida.
Uma das disciplinas que nós , futuras professoras ,tinhamos era de teatro...o TIPIE. Nossa professora era a Olga Reverbel. Excelente...maravilhosa.
No final de semestre nós tínhamos que apresentar uma peça para as crianças do curso primário ( hj curso fundamental ).
A peça do meu grupo se chamava A bruxinha que era boa. Eram muitas bruxas más , uma muiiiiiito má , um bruxo , um menino e a bruxinha que era boa.Meu papel era do bruxo. Eu fazia o grande bruxo , o chefe das bruxas.
Muitos ensaios , falas bem decoradas . Cenário feito por todas do grupo. Ficávamos envolvidas durante todo o semestre .Lembro que eu esperava pelo dia da aula de teatro com muita ansiedade.
Chegou o dia da nossa apresentação.Ginásio do IE cheio , lotado. Eu vesti calça e camisa preta.Uma capa preta enorme ( não podia faltar )e claro o chapéu. Chapéu de bruxo é sempre essencial.
Eu estava na lateral esquerda do palco aguardando o momento de entrar em cena. Ao meu lado a menina que fazia o Ponto.
Antes de entrar eu deveria dar uma grande gargalhada , anunciando a minha chegada. Pois bem...no momento em que gargalhei a menina do ponto assustou-se e invadiu a cena aos gritos, correndo. Foi muito engraçado.O grito dela desencadeou muitos gritos das crianças. Eu fiquei com muita vontade de rir da situação mas consegui prosseguir com o script . Fiz uma entrada triunfal , abaixo de gritos...
A apresentação foi tão elogiada que fomos convidadas a realizar um espetáculo fora do IE , na ACM.
Eu tinha na época 17 anos.Até hoje eu mantenho contato e amizade com algumas destas colegas.Amigas preciosas.
Um acontecimento pequeno , tão remoto.Mas , já ali , eu estava aprendendo que mesmo quando as coisas não acontecem do modo que planejamos, nós temos que seguir em frente e fazer o melhor possível.
Se o espetáculo não pode parar muito menos a Vida.
segunda-feira, julho 31, 2006
Terra
Recebi um e-mail hoje de uma amiga muito querida.Daquelas amigas que sabem que estamos precisando de um incentivo , de um carinho , mesmo sem confessarmos.
A gente sabe que tem muitos motivos e razões para ser feliz mas , as vezes , uma palavra mal colocada ou um gesto menos gentil faz nossa estrutura balançar. E , vulneráveis , acabamos envolvidos por lembranças e pensamentos que nos trazem tristezas.Ficamos remoendo mágoas passadas ,lamentando por sonhos que nos tiraram e choramos os momentos perdidos. Deixamos rolar por nossos rostos lágrimas por tanto tempo contidas , lágrimas quentes ...
Então chega uma mensagem amiga. Mensagem que me faz lembrar tantos que me amam e que só alegria e prazer me dão...Que me faz lembrar da linda familia que formamos...Que faz lembrar que nada é mais importante que a paz e a tranquilidade...Nada é maior que sabermos que somos dignos e honrados.
Volto a sorrir e guardar no canto mais distante do coração aquilo que me causa dor.Sepulto as lembranças e momentos tristes já que não posso jogá-los fora.Fazem parte da minha história.
Todos temos dias de tristeza.Felizes aqueles que podem resurgir para um novo dia. Felizes os que conseguem seguir em frente sabendo que a terra que nos jogam pode ser o caminho para alcançarmos novos sonhos.
Importante é nunca deixar que a tristeza obscureça a nossa existëncia.Essencial é ter olhos e ouvidos para aqueles que nos amam e merecem nos ver
felizes.
A gente sabe que tem muitos motivos e razões para ser feliz mas , as vezes , uma palavra mal colocada ou um gesto menos gentil faz nossa estrutura balançar. E , vulneráveis , acabamos envolvidos por lembranças e pensamentos que nos trazem tristezas.Ficamos remoendo mágoas passadas ,lamentando por sonhos que nos tiraram e choramos os momentos perdidos. Deixamos rolar por nossos rostos lágrimas por tanto tempo contidas , lágrimas quentes ...
Então chega uma mensagem amiga. Mensagem que me faz lembrar tantos que me amam e que só alegria e prazer me dão...Que me faz lembrar da linda familia que formamos...Que faz lembrar que nada é mais importante que a paz e a tranquilidade...Nada é maior que sabermos que somos dignos e honrados.
Volto a sorrir e guardar no canto mais distante do coração aquilo que me causa dor.Sepulto as lembranças e momentos tristes já que não posso jogá-los fora.Fazem parte da minha história.
Todos temos dias de tristeza.Felizes aqueles que podem resurgir para um novo dia. Felizes os que conseguem seguir em frente sabendo que a terra que nos jogam pode ser o caminho para alcançarmos novos sonhos.
Importante é nunca deixar que a tristeza obscureça a nossa existëncia.Essencial é ter olhos e ouvidos para aqueles que nos amam e merecem nos ver
felizes.
quarta-feira, julho 26, 2006
Avós
Pois é , criaram o Dia dos Avós. Como se algum dia não fosse o dia dos avós , dos pais, das mães...
Alguns falam que ser avó é ser mãe duas vezes. Eu não concordo. Gosto que cada um tenha o seu papel bem determinado. Sou mãe dos meus filhos e amo ser avó dos meus netos.
Um neto nos trás tanta alegria , imagina trës...
O Eduardinho chegou de surpresa na minha vida e se tornou muito especial.
O Pedro é o meu anjinho de cachos dourados.
A Bianca é a minha princesinha.
Sou uma avó muito previlegiada pois tenho uma convivëncia muito próxima com todos eles. Acompanho seus crescimentos e descobertas . Fico triste quando os vejo chorar e fico feliz quando os vejo sorrir.Só mesmo outra avó para saber quanto isto nos faz feliz...participar.
Como avó muitas vezes me falta energia , porém me sobra paciëncia. Como mãe ,jovem , eu tinha mais energia e disposição e menos paciëncia. Gostaria de ter tido mais...Mas minhas atribuições como mãe eram maiores.
Avó brinca , conta histórias , canta , passeia...e também deve acompanhar a educação que os pais desejam para seus filhos.
Como tenho cinco filhos , sei que terei outros netos para embalar e isto é outra razão para olhar para o futuro com otimismo e confiança.
Hoje é o dia dos avós e , tenho orgulho e tranquilidade de poder afirmar que tenho conseguido ser avó todos os dias e não apenas um dia apenas no ano.
Agradeço aos pais dos meus netos que confiam em mim e permitem que eu compartilhe da vida destes meus tesouros. Tesouros que trouxeram um significado novo para meu dia a dia.
Meus filhos cresceram. Quando crianças precisavam de mim. Hoje , eu é que preciso deles...
Através dos meus netos eu continuo a existir...a ser.
Alguns falam que ser avó é ser mãe duas vezes. Eu não concordo. Gosto que cada um tenha o seu papel bem determinado. Sou mãe dos meus filhos e amo ser avó dos meus netos.
Um neto nos trás tanta alegria , imagina trës...
O Eduardinho chegou de surpresa na minha vida e se tornou muito especial.
O Pedro é o meu anjinho de cachos dourados.
A Bianca é a minha princesinha.
Sou uma avó muito previlegiada pois tenho uma convivëncia muito próxima com todos eles. Acompanho seus crescimentos e descobertas . Fico triste quando os vejo chorar e fico feliz quando os vejo sorrir.Só mesmo outra avó para saber quanto isto nos faz feliz...participar.
Como avó muitas vezes me falta energia , porém me sobra paciëncia. Como mãe ,jovem , eu tinha mais energia e disposição e menos paciëncia. Gostaria de ter tido mais...Mas minhas atribuições como mãe eram maiores.
Avó brinca , conta histórias , canta , passeia...e também deve acompanhar a educação que os pais desejam para seus filhos.
Como tenho cinco filhos , sei que terei outros netos para embalar e isto é outra razão para olhar para o futuro com otimismo e confiança.
Hoje é o dia dos avós e , tenho orgulho e tranquilidade de poder afirmar que tenho conseguido ser avó todos os dias e não apenas um dia apenas no ano.
Agradeço aos pais dos meus netos que confiam em mim e permitem que eu compartilhe da vida destes meus tesouros. Tesouros que trouxeram um significado novo para meu dia a dia.
Meus filhos cresceram. Quando crianças precisavam de mim. Hoje , eu é que preciso deles...
Através dos meus netos eu continuo a existir...a ser.
segunda-feira, julho 24, 2006
Laranja
Quando a Alessandra estava no prézinho , a professora dela usava as cores verde , laranja e vermelha como conceito nos trabalhinhos das crianças.
Alessandra apesar de ter 5 aninhos já era muito dedicada e caprichosa. Todas suas atividades eram feitas com cuidado e carinho.Todos seus tabalhinhos vinham com o `sinal verde `.
Numa tarde , depois de realizar sua tarefa , ela trouxe para eu ver como estava...Estava bom , mas ela costumava fazer muito melhor. Eu disse isto e ela ficou um pouco aborrecida . Respondeu que estava muito bom . Eu , então lhe disse...`Vais tirar Laranja `. De fato , foi o único Laranja de toda vida escolar dela.
De certa forma ela passou a me achar responsável por aquilo. Ela passou a semana toda sonhando com o trabalhinho. Tendo pesadelos com o sinal laranja. Pior foi quando a professora , depois de uma semana , devolveu o tema e ...lá estava...LARANJA.
Valeu a experiëncia. Nunca mais ela deixou de se esforçar.
Alessandra sempre foi uma aluna exemplar. Na verdade ela é uma pessoa exemplar. Profissional , amiga , filha maravilhosa.
E , agora , uma mãezinha encantadora.
Alessandra apesar de ter 5 aninhos já era muito dedicada e caprichosa. Todas suas atividades eram feitas com cuidado e carinho.Todos seus tabalhinhos vinham com o `sinal verde `.
Numa tarde , depois de realizar sua tarefa , ela trouxe para eu ver como estava...Estava bom , mas ela costumava fazer muito melhor. Eu disse isto e ela ficou um pouco aborrecida . Respondeu que estava muito bom . Eu , então lhe disse...`Vais tirar Laranja `. De fato , foi o único Laranja de toda vida escolar dela.
De certa forma ela passou a me achar responsável por aquilo. Ela passou a semana toda sonhando com o trabalhinho. Tendo pesadelos com o sinal laranja. Pior foi quando a professora , depois de uma semana , devolveu o tema e ...lá estava...LARANJA.
Valeu a experiëncia. Nunca mais ela deixou de se esforçar.
Alessandra sempre foi uma aluna exemplar. Na verdade ela é uma pessoa exemplar. Profissional , amiga , filha maravilhosa.
E , agora , uma mãezinha encantadora.
quinta-feira, julho 20, 2006
Dia do Amigo
Dia do Amigo...Semana da Amizade...
As caixas de e-mail ficaram cheias de mensagens sobre a amizade.Mas amigo , amigo mesmo , não se encontra em qualquer esquina.
Há amigos e amigos...vocës hão de concordar comigo.Amigo é aquele que está ao nosso lado em todas as horas.Vibra com nossas conquistas, chora com nossas tristezas. Compartilha de nossos sonhos e torce para que eles aconteçam.Amigo é aquele que dá um telefonema e tenta nos animar quando estamos querendo nos deprimir. Amigo , amigo mesmo , consegue.
Sou uma pessoa muito feliz pois sei que tenho muitos bons amigos.Melhor, tenho muitos amigos já que maus amigos , não são amigos.
Tenho amizades de longa data. Mas longa data mesmo.As vezes ficamos tempo sem nos vermos ,mas quando nos encontramos é como se tivessemos nos visto no dia anterior. A intimidade permanece.
Tenho amizades mais recentes mas tão intensas , que parecem estar comigo desde sempre.
Amizade que é verdadeira não se perde.Não se perde pelo tempo ou pela distäncia. Se perder ou esquecer é porque não era real e , sendo assim , não há o que lastimar. Não se perde o que nunca se teve.Não se chora pelo que não se perdeu.
Amigo...Com certeza é algo para se guardar não apenas no lado direito do peito , mas dentro dele.
As caixas de e-mail ficaram cheias de mensagens sobre a amizade.Mas amigo , amigo mesmo , não se encontra em qualquer esquina.
Há amigos e amigos...vocës hão de concordar comigo.Amigo é aquele que está ao nosso lado em todas as horas.Vibra com nossas conquistas, chora com nossas tristezas. Compartilha de nossos sonhos e torce para que eles aconteçam.Amigo é aquele que dá um telefonema e tenta nos animar quando estamos querendo nos deprimir. Amigo , amigo mesmo , consegue.
Sou uma pessoa muito feliz pois sei que tenho muitos bons amigos.Melhor, tenho muitos amigos já que maus amigos , não são amigos.
Tenho amizades de longa data. Mas longa data mesmo.As vezes ficamos tempo sem nos vermos ,mas quando nos encontramos é como se tivessemos nos visto no dia anterior. A intimidade permanece.
Tenho amizades mais recentes mas tão intensas , que parecem estar comigo desde sempre.
Amizade que é verdadeira não se perde.Não se perde pelo tempo ou pela distäncia. Se perder ou esquecer é porque não era real e , sendo assim , não há o que lastimar. Não se perde o que nunca se teve.Não se chora pelo que não se perdeu.
Amigo...Com certeza é algo para se guardar não apenas no lado direito do peito , mas dentro dele.
domingo, julho 16, 2006
Dias de chuva
Distrair crianças em dias de chuva não era tarefa fácil. Precisava de muita criatividade e paciëncia.
Hoje as crianças tëm muitos canais de TV com uma programação variada.Sem falar no computador e video games.
Meus filhos estavam acostumados a ir , diariamente , para a Redenção ou praça.Quando chovia era dia de inventarmos e reinventarmos brincadeiras que nos deixassem entretidos e felizes.
Os programas de TV eram poucos. Haviam alguns muito bons como Vila Sësamo, Clubinho da Criança ( Alessandra era sócia de carteirinha), Sitio do Pica Pau Amarelo.Mas eram no horário da manhã. O canal 4 era proibido .Ninguem assistia Power Rangers.
Mas eram muitas as brincadeiras...Nós pintávamos , recortávamos.Fazíamos dobraduras. Usávamos os jogos de mesa ( dama, xadrez chinës , dominó ...)
Quando eles iam ficando agitados , aborrecidos , eu precisava de imaginação.
Lembro de uma tarde em que fizemos colares com cascas das laranjas do nosso lanche.Todos com agulhas e linha na mão para ver quem fazia o colar mais comprido.
Outra vez improvisei um escorregador.Foi muito divertido.Coloquei uma porta de armário apoiada na cama e guarda-roupa e eles ficavam deslizando .Difícil foi conseguir colocar a porta de novo no lugar...
O apartamento que morávamos , no edificio Ada , era grande.Eu os puxava , em cima de um cobertor , do quarto até a porta da frente (um de cada vez ).Certa vez o André se ergueu e acabou batendo com a testa na parede...que galo.
Ah...e as barracas feitas com lençóis e cobertores.Muito legal e divertido.
Hoje não brincam mais deste modo.Se avanços tecnológicos ajudam os pais nesta tarefa de entreter os seus filhos , por outro lado criam um afastamento , um acomodamento.
Claro que não podemos ficar no passado .Que adulto não gosta de um video game ou computador? Eu só acho que estas atividades podem ser partilhadas com a criança.
A infäncia é um período tão lindo, tão cheio de descobertas mas passa muito rápido.
Sou feliz porque sei que, assim como eu tenho estes dias na minha memória ,meus filhos tëm estas lembranças nos seus corações...e eu faço parte, para sempre.
Hoje as crianças tëm muitos canais de TV com uma programação variada.Sem falar no computador e video games.
Meus filhos estavam acostumados a ir , diariamente , para a Redenção ou praça.Quando chovia era dia de inventarmos e reinventarmos brincadeiras que nos deixassem entretidos e felizes.
Os programas de TV eram poucos. Haviam alguns muito bons como Vila Sësamo, Clubinho da Criança ( Alessandra era sócia de carteirinha), Sitio do Pica Pau Amarelo.Mas eram no horário da manhã. O canal 4 era proibido .Ninguem assistia Power Rangers.
Mas eram muitas as brincadeiras...Nós pintávamos , recortávamos.Fazíamos dobraduras. Usávamos os jogos de mesa ( dama, xadrez chinës , dominó ...)
Quando eles iam ficando agitados , aborrecidos , eu precisava de imaginação.
Lembro de uma tarde em que fizemos colares com cascas das laranjas do nosso lanche.Todos com agulhas e linha na mão para ver quem fazia o colar mais comprido.
Outra vez improvisei um escorregador.Foi muito divertido.Coloquei uma porta de armário apoiada na cama e guarda-roupa e eles ficavam deslizando .Difícil foi conseguir colocar a porta de novo no lugar...
O apartamento que morávamos , no edificio Ada , era grande.Eu os puxava , em cima de um cobertor , do quarto até a porta da frente (um de cada vez ).Certa vez o André se ergueu e acabou batendo com a testa na parede...que galo.
Ah...e as barracas feitas com lençóis e cobertores.Muito legal e divertido.
Hoje não brincam mais deste modo.Se avanços tecnológicos ajudam os pais nesta tarefa de entreter os seus filhos , por outro lado criam um afastamento , um acomodamento.
Claro que não podemos ficar no passado .Que adulto não gosta de um video game ou computador? Eu só acho que estas atividades podem ser partilhadas com a criança.
A infäncia é um período tão lindo, tão cheio de descobertas mas passa muito rápido.
Sou feliz porque sei que, assim como eu tenho estes dias na minha memória ,meus filhos tëm estas lembranças nos seus corações...e eu faço parte, para sempre.
segunda-feira, julho 10, 2006
Brincadeiras
Muitas eram as brincadeiras quando as crianças eram pequenas .Se o dia estivesse bonito eu os levava na praça (na Jerönimo de Ornelas esq Santana) ou na Redenção. Eu ia carregada com brinquedos e lanches.Muitas vezes levava as suas bicicletas. Era eu e eles.Alessandra, André e Eduardo. Depois também a Patricia.
Brincávamos na praça de areia que fica perto dos patos. Eu sentava na areia junto com eles e construíamos castelos, estradas , laguinhos e tudo o mais que a imaginação permitisse.Na hora de retornar nos tínhamos um caminho próprio.Passávamos pela àrvore do Tarzan , pelas pontes do Jardim Oriental , pela casa de ferro da bruxa, pelo chafariz perto do Araújo Viana...Muitas vezes eu estendia um cobertor na grama e fazíamos um piquenique. A Pat ficava sentadinha na coberta e eu corria com as crianças brincando de esconder , de pega-pega , mamãe posso ir...Certa vez, no inverno, nós pegamos uma grande folha de palmeira. Um de cada vez sentava sobre a folha e eu os puxava pela grama. Eu tinha 27 anos e muita força e saúde. Era divertido.
Algumas vezes aconteceram acidentes e tive que correr para o Pronto Socorro, como na vez que o André caiu e cortou o queixo.
Retornávamos para casa com a roupa , rostinhos e mãos sujas.Direto para o banho.Janta , e seis horas todos já dormiam. Eles deitavam todos juntinhos na minha cama e eu lhes contava histórias e cantava cantigas de roda e de ninar.Depois que adormeciam eu levava cada um para sua cama.( Adriana ainda não era nascida)
Gostava de estar com eles da mesma forma que gosto de estar com meus netos.Apesar de não ter energia para pular e correr , ainda tenho muita disposição e paciëncia para cantar e contar histórias.
Hoje canto , as mesmas cantigas que cantava para meus filhos , para o Eduardo, Pedro e Bianca...Assim sou feliz.
Brincávamos na praça de areia que fica perto dos patos. Eu sentava na areia junto com eles e construíamos castelos, estradas , laguinhos e tudo o mais que a imaginação permitisse.Na hora de retornar nos tínhamos um caminho próprio.Passávamos pela àrvore do Tarzan , pelas pontes do Jardim Oriental , pela casa de ferro da bruxa, pelo chafariz perto do Araújo Viana...Muitas vezes eu estendia um cobertor na grama e fazíamos um piquenique. A Pat ficava sentadinha na coberta e eu corria com as crianças brincando de esconder , de pega-pega , mamãe posso ir...Certa vez, no inverno, nós pegamos uma grande folha de palmeira. Um de cada vez sentava sobre a folha e eu os puxava pela grama. Eu tinha 27 anos e muita força e saúde. Era divertido.
Algumas vezes aconteceram acidentes e tive que correr para o Pronto Socorro, como na vez que o André caiu e cortou o queixo.
Retornávamos para casa com a roupa , rostinhos e mãos sujas.Direto para o banho.Janta , e seis horas todos já dormiam. Eles deitavam todos juntinhos na minha cama e eu lhes contava histórias e cantava cantigas de roda e de ninar.Depois que adormeciam eu levava cada um para sua cama.( Adriana ainda não era nascida)
Gostava de estar com eles da mesma forma que gosto de estar com meus netos.Apesar de não ter energia para pular e correr , ainda tenho muita disposição e paciëncia para cantar e contar histórias.
Hoje canto , as mesmas cantigas que cantava para meus filhos , para o Eduardo, Pedro e Bianca...Assim sou feliz.
sábado, julho 08, 2006
Fé
Quem já não teve um dia difícil? Pior ainda , quem não teve uma semana ou mës ,mesmo anos difíceis? Com certeza , dificuldades é o que não falta para qualquer um de nós.
Tem dias que levantamos bem.Então uma notícia ,o conhecimento de que alguém a quem amamos não está bem e entristecemos.
Se bastasse o tanto que amamos para resolver os problemas...
Dias difíceis, como já escrevi , não é privilégio de um.Porém a maneira de enfrentarmos as dificuldades é que nos tornam diferentes.
Há situações em que me sinto totalmente impotente e eu só mantenho a calma porque tenho Fé.
Há um ditado que diz que a fé move montanhas. Tantas já foram as dificuldades, tantas já foram as preocupações e não foram poucas as decepções. Se venci a todas elas e sou uma pessoa plenamente feliz é porque nunca desesperei, nunca perdi a fé.
Sei que vai doer, que muito vou chorar .
Mas...vai passar.
Tem dias que levantamos bem.Então uma notícia ,o conhecimento de que alguém a quem amamos não está bem e entristecemos.
Se bastasse o tanto que amamos para resolver os problemas...
Dias difíceis, como já escrevi , não é privilégio de um.Porém a maneira de enfrentarmos as dificuldades é que nos tornam diferentes.
Há situações em que me sinto totalmente impotente e eu só mantenho a calma porque tenho Fé.
Há um ditado que diz que a fé move montanhas. Tantas já foram as dificuldades, tantas já foram as preocupações e não foram poucas as decepções. Se venci a todas elas e sou uma pessoa plenamente feliz é porque nunca desesperei, nunca perdi a fé.
Sei que vai doer, que muito vou chorar .
Mas...vai passar.
quinta-feira, julho 06, 2006
Páginas da Vida
Durante esta semana estão sendo feitas muitas chamadas em cima da nova novela da Globo, Páginas da Vida. Eu nào sou noveleira. Não tenho nada contra .
Meus horários não fecham com os das novelas.Como passo o dia fora de casa, nestes horários eu estou sempre envolvida com os afazeres domésticos ou navegando na internet...rs...rs...
Estou curiosa , entretanto com esta nova novela.
Os assuntos que serão abordados fazem parte do nosso dia a dia.Algum deles, ao menos um , com certeza , já foi protagonizado por nós.
Elenco bom , da pesada. Grandes nomes televisivos.
Estou curiosa .Espero que o autor , carinhosamente chamado Maneco, dë um desenrolar e desfecho reais. Estou até me propondo a acompanhar os primeiros capitulos e ver se a arte saberá , de fato , imitar a vida.
Meus horários não fecham com os das novelas.Como passo o dia fora de casa, nestes horários eu estou sempre envolvida com os afazeres domésticos ou navegando na internet...rs...rs...
Estou curiosa , entretanto com esta nova novela.
Os assuntos que serão abordados fazem parte do nosso dia a dia.Algum deles, ao menos um , com certeza , já foi protagonizado por nós.
Elenco bom , da pesada. Grandes nomes televisivos.
Estou curiosa .Espero que o autor , carinhosamente chamado Maneco, dë um desenrolar e desfecho reais. Estou até me propondo a acompanhar os primeiros capitulos e ver se a arte saberá , de fato , imitar a vida.
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