Recebi um e-mail hoje de uma amiga muito querida.Daquelas amigas que sabem que estamos precisando de um incentivo , de um carinho , mesmo sem confessarmos.
A gente sabe que tem muitos motivos e razões para ser feliz mas , as vezes , uma palavra mal colocada ou um gesto menos gentil faz nossa estrutura balançar. E , vulneráveis , acabamos envolvidos por lembranças e pensamentos que nos trazem tristezas.Ficamos remoendo mágoas passadas ,lamentando por sonhos que nos tiraram e choramos os momentos perdidos. Deixamos rolar por nossos rostos lágrimas por tanto tempo contidas , lágrimas quentes ...
Então chega uma mensagem amiga. Mensagem que me faz lembrar tantos que me amam e que só alegria e prazer me dão...Que me faz lembrar da linda familia que formamos...Que faz lembrar que nada é mais importante que a paz e a tranquilidade...Nada é maior que sabermos que somos dignos e honrados.
Volto a sorrir e guardar no canto mais distante do coração aquilo que me causa dor.Sepulto as lembranças e momentos tristes já que não posso jogá-los fora.Fazem parte da minha história.
Todos temos dias de tristeza.Felizes aqueles que podem resurgir para um novo dia. Felizes os que conseguem seguir em frente sabendo que a terra que nos jogam pode ser o caminho para alcançarmos novos sonhos.
Importante é nunca deixar que a tristeza obscureça a nossa existëncia.Essencial é ter olhos e ouvidos para aqueles que nos amam e merecem nos ver
felizes.
segunda-feira, julho 31, 2006
quarta-feira, julho 26, 2006
Avós
Pois é , criaram o Dia dos Avós. Como se algum dia não fosse o dia dos avós , dos pais, das mães...
Alguns falam que ser avó é ser mãe duas vezes. Eu não concordo. Gosto que cada um tenha o seu papel bem determinado. Sou mãe dos meus filhos e amo ser avó dos meus netos.
Um neto nos trás tanta alegria , imagina trës...
O Eduardinho chegou de surpresa na minha vida e se tornou muito especial.
O Pedro é o meu anjinho de cachos dourados.
A Bianca é a minha princesinha.
Sou uma avó muito previlegiada pois tenho uma convivëncia muito próxima com todos eles. Acompanho seus crescimentos e descobertas . Fico triste quando os vejo chorar e fico feliz quando os vejo sorrir.Só mesmo outra avó para saber quanto isto nos faz feliz...participar.
Como avó muitas vezes me falta energia , porém me sobra paciëncia. Como mãe ,jovem , eu tinha mais energia e disposição e menos paciëncia. Gostaria de ter tido mais...Mas minhas atribuições como mãe eram maiores.
Avó brinca , conta histórias , canta , passeia...e também deve acompanhar a educação que os pais desejam para seus filhos.
Como tenho cinco filhos , sei que terei outros netos para embalar e isto é outra razão para olhar para o futuro com otimismo e confiança.
Hoje é o dia dos avós e , tenho orgulho e tranquilidade de poder afirmar que tenho conseguido ser avó todos os dias e não apenas um dia apenas no ano.
Agradeço aos pais dos meus netos que confiam em mim e permitem que eu compartilhe da vida destes meus tesouros. Tesouros que trouxeram um significado novo para meu dia a dia.
Meus filhos cresceram. Quando crianças precisavam de mim. Hoje , eu é que preciso deles...
Através dos meus netos eu continuo a existir...a ser.
Alguns falam que ser avó é ser mãe duas vezes. Eu não concordo. Gosto que cada um tenha o seu papel bem determinado. Sou mãe dos meus filhos e amo ser avó dos meus netos.
Um neto nos trás tanta alegria , imagina trës...
O Eduardinho chegou de surpresa na minha vida e se tornou muito especial.
O Pedro é o meu anjinho de cachos dourados.
A Bianca é a minha princesinha.
Sou uma avó muito previlegiada pois tenho uma convivëncia muito próxima com todos eles. Acompanho seus crescimentos e descobertas . Fico triste quando os vejo chorar e fico feliz quando os vejo sorrir.Só mesmo outra avó para saber quanto isto nos faz feliz...participar.
Como avó muitas vezes me falta energia , porém me sobra paciëncia. Como mãe ,jovem , eu tinha mais energia e disposição e menos paciëncia. Gostaria de ter tido mais...Mas minhas atribuições como mãe eram maiores.
Avó brinca , conta histórias , canta , passeia...e também deve acompanhar a educação que os pais desejam para seus filhos.
Como tenho cinco filhos , sei que terei outros netos para embalar e isto é outra razão para olhar para o futuro com otimismo e confiança.
Hoje é o dia dos avós e , tenho orgulho e tranquilidade de poder afirmar que tenho conseguido ser avó todos os dias e não apenas um dia apenas no ano.
Agradeço aos pais dos meus netos que confiam em mim e permitem que eu compartilhe da vida destes meus tesouros. Tesouros que trouxeram um significado novo para meu dia a dia.
Meus filhos cresceram. Quando crianças precisavam de mim. Hoje , eu é que preciso deles...
Através dos meus netos eu continuo a existir...a ser.
segunda-feira, julho 24, 2006
Laranja
Quando a Alessandra estava no prézinho , a professora dela usava as cores verde , laranja e vermelha como conceito nos trabalhinhos das crianças.
Alessandra apesar de ter 5 aninhos já era muito dedicada e caprichosa. Todas suas atividades eram feitas com cuidado e carinho.Todos seus tabalhinhos vinham com o `sinal verde `.
Numa tarde , depois de realizar sua tarefa , ela trouxe para eu ver como estava...Estava bom , mas ela costumava fazer muito melhor. Eu disse isto e ela ficou um pouco aborrecida . Respondeu que estava muito bom . Eu , então lhe disse...`Vais tirar Laranja `. De fato , foi o único Laranja de toda vida escolar dela.
De certa forma ela passou a me achar responsável por aquilo. Ela passou a semana toda sonhando com o trabalhinho. Tendo pesadelos com o sinal laranja. Pior foi quando a professora , depois de uma semana , devolveu o tema e ...lá estava...LARANJA.
Valeu a experiëncia. Nunca mais ela deixou de se esforçar.
Alessandra sempre foi uma aluna exemplar. Na verdade ela é uma pessoa exemplar. Profissional , amiga , filha maravilhosa.
E , agora , uma mãezinha encantadora.
Alessandra apesar de ter 5 aninhos já era muito dedicada e caprichosa. Todas suas atividades eram feitas com cuidado e carinho.Todos seus tabalhinhos vinham com o `sinal verde `.
Numa tarde , depois de realizar sua tarefa , ela trouxe para eu ver como estava...Estava bom , mas ela costumava fazer muito melhor. Eu disse isto e ela ficou um pouco aborrecida . Respondeu que estava muito bom . Eu , então lhe disse...`Vais tirar Laranja `. De fato , foi o único Laranja de toda vida escolar dela.
De certa forma ela passou a me achar responsável por aquilo. Ela passou a semana toda sonhando com o trabalhinho. Tendo pesadelos com o sinal laranja. Pior foi quando a professora , depois de uma semana , devolveu o tema e ...lá estava...LARANJA.
Valeu a experiëncia. Nunca mais ela deixou de se esforçar.
Alessandra sempre foi uma aluna exemplar. Na verdade ela é uma pessoa exemplar. Profissional , amiga , filha maravilhosa.
E , agora , uma mãezinha encantadora.
quinta-feira, julho 20, 2006
Dia do Amigo
Dia do Amigo...Semana da Amizade...
As caixas de e-mail ficaram cheias de mensagens sobre a amizade.Mas amigo , amigo mesmo , não se encontra em qualquer esquina.
Há amigos e amigos...vocës hão de concordar comigo.Amigo é aquele que está ao nosso lado em todas as horas.Vibra com nossas conquistas, chora com nossas tristezas. Compartilha de nossos sonhos e torce para que eles aconteçam.Amigo é aquele que dá um telefonema e tenta nos animar quando estamos querendo nos deprimir. Amigo , amigo mesmo , consegue.
Sou uma pessoa muito feliz pois sei que tenho muitos bons amigos.Melhor, tenho muitos amigos já que maus amigos , não são amigos.
Tenho amizades de longa data. Mas longa data mesmo.As vezes ficamos tempo sem nos vermos ,mas quando nos encontramos é como se tivessemos nos visto no dia anterior. A intimidade permanece.
Tenho amizades mais recentes mas tão intensas , que parecem estar comigo desde sempre.
Amizade que é verdadeira não se perde.Não se perde pelo tempo ou pela distäncia. Se perder ou esquecer é porque não era real e , sendo assim , não há o que lastimar. Não se perde o que nunca se teve.Não se chora pelo que não se perdeu.
Amigo...Com certeza é algo para se guardar não apenas no lado direito do peito , mas dentro dele.
As caixas de e-mail ficaram cheias de mensagens sobre a amizade.Mas amigo , amigo mesmo , não se encontra em qualquer esquina.
Há amigos e amigos...vocës hão de concordar comigo.Amigo é aquele que está ao nosso lado em todas as horas.Vibra com nossas conquistas, chora com nossas tristezas. Compartilha de nossos sonhos e torce para que eles aconteçam.Amigo é aquele que dá um telefonema e tenta nos animar quando estamos querendo nos deprimir. Amigo , amigo mesmo , consegue.
Sou uma pessoa muito feliz pois sei que tenho muitos bons amigos.Melhor, tenho muitos amigos já que maus amigos , não são amigos.
Tenho amizades de longa data. Mas longa data mesmo.As vezes ficamos tempo sem nos vermos ,mas quando nos encontramos é como se tivessemos nos visto no dia anterior. A intimidade permanece.
Tenho amizades mais recentes mas tão intensas , que parecem estar comigo desde sempre.
Amizade que é verdadeira não se perde.Não se perde pelo tempo ou pela distäncia. Se perder ou esquecer é porque não era real e , sendo assim , não há o que lastimar. Não se perde o que nunca se teve.Não se chora pelo que não se perdeu.
Amigo...Com certeza é algo para se guardar não apenas no lado direito do peito , mas dentro dele.
domingo, julho 16, 2006
Dias de chuva
Distrair crianças em dias de chuva não era tarefa fácil. Precisava de muita criatividade e paciëncia.
Hoje as crianças tëm muitos canais de TV com uma programação variada.Sem falar no computador e video games.
Meus filhos estavam acostumados a ir , diariamente , para a Redenção ou praça.Quando chovia era dia de inventarmos e reinventarmos brincadeiras que nos deixassem entretidos e felizes.
Os programas de TV eram poucos. Haviam alguns muito bons como Vila Sësamo, Clubinho da Criança ( Alessandra era sócia de carteirinha), Sitio do Pica Pau Amarelo.Mas eram no horário da manhã. O canal 4 era proibido .Ninguem assistia Power Rangers.
Mas eram muitas as brincadeiras...Nós pintávamos , recortávamos.Fazíamos dobraduras. Usávamos os jogos de mesa ( dama, xadrez chinës , dominó ...)
Quando eles iam ficando agitados , aborrecidos , eu precisava de imaginação.
Lembro de uma tarde em que fizemos colares com cascas das laranjas do nosso lanche.Todos com agulhas e linha na mão para ver quem fazia o colar mais comprido.
Outra vez improvisei um escorregador.Foi muito divertido.Coloquei uma porta de armário apoiada na cama e guarda-roupa e eles ficavam deslizando .Difícil foi conseguir colocar a porta de novo no lugar...
O apartamento que morávamos , no edificio Ada , era grande.Eu os puxava , em cima de um cobertor , do quarto até a porta da frente (um de cada vez ).Certa vez o André se ergueu e acabou batendo com a testa na parede...que galo.
Ah...e as barracas feitas com lençóis e cobertores.Muito legal e divertido.
Hoje não brincam mais deste modo.Se avanços tecnológicos ajudam os pais nesta tarefa de entreter os seus filhos , por outro lado criam um afastamento , um acomodamento.
Claro que não podemos ficar no passado .Que adulto não gosta de um video game ou computador? Eu só acho que estas atividades podem ser partilhadas com a criança.
A infäncia é um período tão lindo, tão cheio de descobertas mas passa muito rápido.
Sou feliz porque sei que, assim como eu tenho estes dias na minha memória ,meus filhos tëm estas lembranças nos seus corações...e eu faço parte, para sempre.
Hoje as crianças tëm muitos canais de TV com uma programação variada.Sem falar no computador e video games.
Meus filhos estavam acostumados a ir , diariamente , para a Redenção ou praça.Quando chovia era dia de inventarmos e reinventarmos brincadeiras que nos deixassem entretidos e felizes.
Os programas de TV eram poucos. Haviam alguns muito bons como Vila Sësamo, Clubinho da Criança ( Alessandra era sócia de carteirinha), Sitio do Pica Pau Amarelo.Mas eram no horário da manhã. O canal 4 era proibido .Ninguem assistia Power Rangers.
Mas eram muitas as brincadeiras...Nós pintávamos , recortávamos.Fazíamos dobraduras. Usávamos os jogos de mesa ( dama, xadrez chinës , dominó ...)
Quando eles iam ficando agitados , aborrecidos , eu precisava de imaginação.
Lembro de uma tarde em que fizemos colares com cascas das laranjas do nosso lanche.Todos com agulhas e linha na mão para ver quem fazia o colar mais comprido.
Outra vez improvisei um escorregador.Foi muito divertido.Coloquei uma porta de armário apoiada na cama e guarda-roupa e eles ficavam deslizando .Difícil foi conseguir colocar a porta de novo no lugar...
O apartamento que morávamos , no edificio Ada , era grande.Eu os puxava , em cima de um cobertor , do quarto até a porta da frente (um de cada vez ).Certa vez o André se ergueu e acabou batendo com a testa na parede...que galo.
Ah...e as barracas feitas com lençóis e cobertores.Muito legal e divertido.
Hoje não brincam mais deste modo.Se avanços tecnológicos ajudam os pais nesta tarefa de entreter os seus filhos , por outro lado criam um afastamento , um acomodamento.
Claro que não podemos ficar no passado .Que adulto não gosta de um video game ou computador? Eu só acho que estas atividades podem ser partilhadas com a criança.
A infäncia é um período tão lindo, tão cheio de descobertas mas passa muito rápido.
Sou feliz porque sei que, assim como eu tenho estes dias na minha memória ,meus filhos tëm estas lembranças nos seus corações...e eu faço parte, para sempre.
segunda-feira, julho 10, 2006
Brincadeiras
Muitas eram as brincadeiras quando as crianças eram pequenas .Se o dia estivesse bonito eu os levava na praça (na Jerönimo de Ornelas esq Santana) ou na Redenção. Eu ia carregada com brinquedos e lanches.Muitas vezes levava as suas bicicletas. Era eu e eles.Alessandra, André e Eduardo. Depois também a Patricia.
Brincávamos na praça de areia que fica perto dos patos. Eu sentava na areia junto com eles e construíamos castelos, estradas , laguinhos e tudo o mais que a imaginação permitisse.Na hora de retornar nos tínhamos um caminho próprio.Passávamos pela àrvore do Tarzan , pelas pontes do Jardim Oriental , pela casa de ferro da bruxa, pelo chafariz perto do Araújo Viana...Muitas vezes eu estendia um cobertor na grama e fazíamos um piquenique. A Pat ficava sentadinha na coberta e eu corria com as crianças brincando de esconder , de pega-pega , mamãe posso ir...Certa vez, no inverno, nós pegamos uma grande folha de palmeira. Um de cada vez sentava sobre a folha e eu os puxava pela grama. Eu tinha 27 anos e muita força e saúde. Era divertido.
Algumas vezes aconteceram acidentes e tive que correr para o Pronto Socorro, como na vez que o André caiu e cortou o queixo.
Retornávamos para casa com a roupa , rostinhos e mãos sujas.Direto para o banho.Janta , e seis horas todos já dormiam. Eles deitavam todos juntinhos na minha cama e eu lhes contava histórias e cantava cantigas de roda e de ninar.Depois que adormeciam eu levava cada um para sua cama.( Adriana ainda não era nascida)
Gostava de estar com eles da mesma forma que gosto de estar com meus netos.Apesar de não ter energia para pular e correr , ainda tenho muita disposição e paciëncia para cantar e contar histórias.
Hoje canto , as mesmas cantigas que cantava para meus filhos , para o Eduardo, Pedro e Bianca...Assim sou feliz.
Brincávamos na praça de areia que fica perto dos patos. Eu sentava na areia junto com eles e construíamos castelos, estradas , laguinhos e tudo o mais que a imaginação permitisse.Na hora de retornar nos tínhamos um caminho próprio.Passávamos pela àrvore do Tarzan , pelas pontes do Jardim Oriental , pela casa de ferro da bruxa, pelo chafariz perto do Araújo Viana...Muitas vezes eu estendia um cobertor na grama e fazíamos um piquenique. A Pat ficava sentadinha na coberta e eu corria com as crianças brincando de esconder , de pega-pega , mamãe posso ir...Certa vez, no inverno, nós pegamos uma grande folha de palmeira. Um de cada vez sentava sobre a folha e eu os puxava pela grama. Eu tinha 27 anos e muita força e saúde. Era divertido.
Algumas vezes aconteceram acidentes e tive que correr para o Pronto Socorro, como na vez que o André caiu e cortou o queixo.
Retornávamos para casa com a roupa , rostinhos e mãos sujas.Direto para o banho.Janta , e seis horas todos já dormiam. Eles deitavam todos juntinhos na minha cama e eu lhes contava histórias e cantava cantigas de roda e de ninar.Depois que adormeciam eu levava cada um para sua cama.( Adriana ainda não era nascida)
Gostava de estar com eles da mesma forma que gosto de estar com meus netos.Apesar de não ter energia para pular e correr , ainda tenho muita disposição e paciëncia para cantar e contar histórias.
Hoje canto , as mesmas cantigas que cantava para meus filhos , para o Eduardo, Pedro e Bianca...Assim sou feliz.
sábado, julho 08, 2006
Fé
Quem já não teve um dia difícil? Pior ainda , quem não teve uma semana ou mës ,mesmo anos difíceis? Com certeza , dificuldades é o que não falta para qualquer um de nós.
Tem dias que levantamos bem.Então uma notícia ,o conhecimento de que alguém a quem amamos não está bem e entristecemos.
Se bastasse o tanto que amamos para resolver os problemas...
Dias difíceis, como já escrevi , não é privilégio de um.Porém a maneira de enfrentarmos as dificuldades é que nos tornam diferentes.
Há situações em que me sinto totalmente impotente e eu só mantenho a calma porque tenho Fé.
Há um ditado que diz que a fé move montanhas. Tantas já foram as dificuldades, tantas já foram as preocupações e não foram poucas as decepções. Se venci a todas elas e sou uma pessoa plenamente feliz é porque nunca desesperei, nunca perdi a fé.
Sei que vai doer, que muito vou chorar .
Mas...vai passar.
Tem dias que levantamos bem.Então uma notícia ,o conhecimento de que alguém a quem amamos não está bem e entristecemos.
Se bastasse o tanto que amamos para resolver os problemas...
Dias difíceis, como já escrevi , não é privilégio de um.Porém a maneira de enfrentarmos as dificuldades é que nos tornam diferentes.
Há situações em que me sinto totalmente impotente e eu só mantenho a calma porque tenho Fé.
Há um ditado que diz que a fé move montanhas. Tantas já foram as dificuldades, tantas já foram as preocupações e não foram poucas as decepções. Se venci a todas elas e sou uma pessoa plenamente feliz é porque nunca desesperei, nunca perdi a fé.
Sei que vai doer, que muito vou chorar .
Mas...vai passar.
quinta-feira, julho 06, 2006
Páginas da Vida
Durante esta semana estão sendo feitas muitas chamadas em cima da nova novela da Globo, Páginas da Vida. Eu nào sou noveleira. Não tenho nada contra .
Meus horários não fecham com os das novelas.Como passo o dia fora de casa, nestes horários eu estou sempre envolvida com os afazeres domésticos ou navegando na internet...rs...rs...
Estou curiosa , entretanto com esta nova novela.
Os assuntos que serão abordados fazem parte do nosso dia a dia.Algum deles, ao menos um , com certeza , já foi protagonizado por nós.
Elenco bom , da pesada. Grandes nomes televisivos.
Estou curiosa .Espero que o autor , carinhosamente chamado Maneco, dë um desenrolar e desfecho reais. Estou até me propondo a acompanhar os primeiros capitulos e ver se a arte saberá , de fato , imitar a vida.
Meus horários não fecham com os das novelas.Como passo o dia fora de casa, nestes horários eu estou sempre envolvida com os afazeres domésticos ou navegando na internet...rs...rs...
Estou curiosa , entretanto com esta nova novela.
Os assuntos que serão abordados fazem parte do nosso dia a dia.Algum deles, ao menos um , com certeza , já foi protagonizado por nós.
Elenco bom , da pesada. Grandes nomes televisivos.
Estou curiosa .Espero que o autor , carinhosamente chamado Maneco, dë um desenrolar e desfecho reais. Estou até me propondo a acompanhar os primeiros capitulos e ver se a arte saberá , de fato , imitar a vida.
domingo, junho 25, 2006
Que raio!
Aconteceu há mais de 20 anos e foi manchete dos jornais. Um raio caiu bem na cúpula da Catedral Metropolitana , em Porto Alegre , durante a madrugada. Foi um estrondo que se ouviu á grande distäncia .
Nós , na ocasião , morávamos na escadaria da rua Borges de Medeiros , esquina com a Duque de Caxias. Morávamos muito próximos á Catedral.
O que foi manchete foi o raio , não o que se passou no nosso apartamento.
Acordamos, não sei se com o barulho estrondoso do raio ou , com os gritos alucinados da Patricia.Ela devia ter 7 aninhos.Lembro de estarmos todos , quase ao mesmo tempo , junto á cama dela.Ela estava de pé sobre a cama e gritava agitando os braços , olhinhos fechados. No meio da madrugada se leva um tempo para entender o que se passa.Não dava para saber o que acontecera primeiro , os gritos dela ou aquele estouro enorme. A confusão era total. Não havia jeito de acordá-la , tirá-la daquele frenesi.Ela pulava , gritava e nós também acabamos fazendo bastante gritaria tentando acalmá-la.Imagina a situação. Ela estava histérica e nós , provavelmente , só estávamos assustando-a mais ainda.
Finalmente , deixei a psicologia de lado , e agarrando-a pelos braços dei-lhe umas boas sacudidas. Foram boas mesmo pois , surtiram efeito. Meus filhos dizem , quando relembramos este episódio ,que na verdade eu enchi o rostinho dela de tapas. Mas nào foi não. Foram sacudidelas.Fortes sacudidelas.
Bem... Se ela não parasse , eu teria mesmo que partir para os tapas no rosto , como se vë nas telas de cinema.
Nós , na ocasião , morávamos na escadaria da rua Borges de Medeiros , esquina com a Duque de Caxias. Morávamos muito próximos á Catedral.
O que foi manchete foi o raio , não o que se passou no nosso apartamento.
Acordamos, não sei se com o barulho estrondoso do raio ou , com os gritos alucinados da Patricia.Ela devia ter 7 aninhos.Lembro de estarmos todos , quase ao mesmo tempo , junto á cama dela.Ela estava de pé sobre a cama e gritava agitando os braços , olhinhos fechados. No meio da madrugada se leva um tempo para entender o que se passa.Não dava para saber o que acontecera primeiro , os gritos dela ou aquele estouro enorme. A confusão era total. Não havia jeito de acordá-la , tirá-la daquele frenesi.Ela pulava , gritava e nós também acabamos fazendo bastante gritaria tentando acalmá-la.Imagina a situação. Ela estava histérica e nós , provavelmente , só estávamos assustando-a mais ainda.
Finalmente , deixei a psicologia de lado , e agarrando-a pelos braços dei-lhe umas boas sacudidas. Foram boas mesmo pois , surtiram efeito. Meus filhos dizem , quando relembramos este episódio ,que na verdade eu enchi o rostinho dela de tapas. Mas nào foi não. Foram sacudidelas.Fortes sacudidelas.
Bem... Se ela não parasse , eu teria mesmo que partir para os tapas no rosto , como se vë nas telas de cinema.
sábado, junho 24, 2006
Perder o chão
Há poucos dias atrás ouvi alguém dizer que haviam lhe tirado o chão de sob os pés.
Geralmente se diz isto diante de uma situação delicada, diante de uma grande decepção. Se a perda ,seja pessoal ou profissional , for verdadeiramente grande o que estará sendo tirado de nós será muito mais que o chão. Poderemos estar perdendo também a estrutura , as ilusões , nossos sonhos e fantasias.
As pessoas dizem que não é nada , que o tempo cura tudo.Mas o que fazer quando o nada é tudo e o tempo custa a passar? Como continuar nossa caminhada se nossos pés não tëm onde se firmar?Como continuar se sentimos nossa mente e corações vazios?
Ë difícil.Mas é necessário prosseguir.
Eu diria o seguinte...`Tenha fé. Pense no que ficou e esqueça o que foi perdido`.
Se não temos onde calcar os pés, estendamos as mãos.Sempre haverá algo ou alguém em que poderemos nos amparar.
Se uma porta se fechou , vamos abrir novas portas.Não devemos jamais fechar o coração.
Parece impossível porém eu sei que é possível.
O tempo acaba passando e com ele a dor.
Se formos fortes , se nunca deixarmos de acreditar em nós mesmas , conseguiremos fazer surgir da dor , do sofrimento uma nova pessoa com capacidades e belezas que mantinhamos adormecidas.
Geralmente se diz isto diante de uma situação delicada, diante de uma grande decepção. Se a perda ,seja pessoal ou profissional , for verdadeiramente grande o que estará sendo tirado de nós será muito mais que o chão. Poderemos estar perdendo também a estrutura , as ilusões , nossos sonhos e fantasias.
As pessoas dizem que não é nada , que o tempo cura tudo.Mas o que fazer quando o nada é tudo e o tempo custa a passar? Como continuar nossa caminhada se nossos pés não tëm onde se firmar?Como continuar se sentimos nossa mente e corações vazios?
Ë difícil.Mas é necessário prosseguir.
Eu diria o seguinte...`Tenha fé. Pense no que ficou e esqueça o que foi perdido`.
Se não temos onde calcar os pés, estendamos as mãos.Sempre haverá algo ou alguém em que poderemos nos amparar.
Se uma porta se fechou , vamos abrir novas portas.Não devemos jamais fechar o coração.
Parece impossível porém eu sei que é possível.
O tempo acaba passando e com ele a dor.
Se formos fortes , se nunca deixarmos de acreditar em nós mesmas , conseguiremos fazer surgir da dor , do sofrimento uma nova pessoa com capacidades e belezas que mantinhamos adormecidas.
quarta-feira, junho 21, 2006
Meus queridos
Há algum tempo atrás , sempre que eu via um casal maduro passeando de mãos dadas , eu ficava imaginando a sua caminhada.
Hoje já tenho um pensamento diferente.Hoje eu me indago se a história deles começou junto ou se formaram um desvio ...
Mas , não me julguem cética.Tenho fé na relação de meus filhos e conheço muitos casais que mantém uma relação de amor e respeito por todo o sempre.
Para citar apenas um, que é muito próximo a mim ,e pelo qual tenho uma estima enorme,a minha irmã Cristina e meu cunhado.
Eles já completaram 37 anos de casados. Nenhum casamento se sustenta por ser um mar de tranquilidade.Todos nós sabemos que na nossa trajetória de vida as dificuldades e preocupações ocupam um grande espaço.Um casamento , como o deles , se apoia e fortalece no amor e no respeito. E , por que não dizer , na coragem . Coragem para criar os filhos , dá-lhes sustento e educação. Coragem de abrir mão , todo dia , dos seus sonhos para ver os dos outros realizados.Coragem para enfrentar os momentos mais difíceis estendendo a mão para o companheiro.
Não basta a força de um se o outro não quiser compartilhar.Casamento é isto.Ë enfrentar as horas mais duras , trocando forças , gerando amor.
Triste, muito triste quando após tanta luta , pela covardia de um , acabamos morrendo na praia.
Eu os admiro muito.Sempre tiveram espaço nas suas vidas para todos nós.Eu mesma contei sempre com o auxilio silencioso de minha querida irmã.Ela sempre comenta que não lembra o que eu sempre tento tanto agradecer.Mas é assim mesmo.As pessoas boas esquecem a mão que nos estendem.Eu jamais vou esquecer as vezes que ela amenizou minhas angustias com gestos simples mas importantes, fundamentais.
Gosto de pensar que muitos casais que caminham de mãos dadas, tëm como eles , uma bonita história sendo escrita desde o princípio.
Todo o meu amor e respeito para eles que , sem dúvida , são exemplo de uma vida conquistada dia a dia.
Hoje já tenho um pensamento diferente.Hoje eu me indago se a história deles começou junto ou se formaram um desvio ...
Mas , não me julguem cética.Tenho fé na relação de meus filhos e conheço muitos casais que mantém uma relação de amor e respeito por todo o sempre.
Para citar apenas um, que é muito próximo a mim ,e pelo qual tenho uma estima enorme,a minha irmã Cristina e meu cunhado.
Eles já completaram 37 anos de casados. Nenhum casamento se sustenta por ser um mar de tranquilidade.Todos nós sabemos que na nossa trajetória de vida as dificuldades e preocupações ocupam um grande espaço.Um casamento , como o deles , se apoia e fortalece no amor e no respeito. E , por que não dizer , na coragem . Coragem para criar os filhos , dá-lhes sustento e educação. Coragem de abrir mão , todo dia , dos seus sonhos para ver os dos outros realizados.Coragem para enfrentar os momentos mais difíceis estendendo a mão para o companheiro.
Não basta a força de um se o outro não quiser compartilhar.Casamento é isto.Ë enfrentar as horas mais duras , trocando forças , gerando amor.
Triste, muito triste quando após tanta luta , pela covardia de um , acabamos morrendo na praia.
Eu os admiro muito.Sempre tiveram espaço nas suas vidas para todos nós.Eu mesma contei sempre com o auxilio silencioso de minha querida irmã.Ela sempre comenta que não lembra o que eu sempre tento tanto agradecer.Mas é assim mesmo.As pessoas boas esquecem a mão que nos estendem.Eu jamais vou esquecer as vezes que ela amenizou minhas angustias com gestos simples mas importantes, fundamentais.
Gosto de pensar que muitos casais que caminham de mãos dadas, tëm como eles , uma bonita história sendo escrita desde o princípio.
Todo o meu amor e respeito para eles que , sem dúvida , são exemplo de uma vida conquistada dia a dia.
quinta-feira, junho 15, 2006
Tesourinha
Era uma tarde linda de domingo .Muito sol e todos aproveitando o espaço maravilhoso , que o Clube Ginástica de Novo Hamburgo oferecia a seus associados.
Todos, menos a Adrianinha.Ela ficava sentadinha no banco comigo.
Eu a ficava incentivando a ir brincar , correr com as outras crianças.
Havia uma pista circular onde as pessoas faziam caminhadas ou corridas. No centro um grande gramado.
Observei que pequenos pássaros voavam por ali , bem baixinho.
Falei para a Adrianinha se aproximar dos passarinhos. Para ela ir olhar de perto como eles eram bonitinhos. Ela relutou , relutou até que foi, correndo.
Na verdade, eram filhotinhos de Tesourinha. Adriana correu exatamente na direção do ninho deles.
Foi muito rápido.Conforme ela corria, o Tesourinha voava na direção dela.Levantei do banco onde estava sentada e comecei a correr.Queria desesperadamente alcançar minha filha antes do pássaro. O pássaro já passara perto dela e retornava. Eu corria e gritava tentando alertá-la. Ela olhava para trás e não entendia o que estava acontecendo. Devia pensar que eu insistira tanto para ela ir brincar e agora gritava para ela voltar.
Enquanto isto eu já tinha chamado a atenção de todos. Felizmente alguém , que estava mais perto da Adri , pegou-a e correu com ela, debaixo do braço, para longe do ninho do pássaro.
Lembro dos seus olhinhos cheios de lágrimas me olhando...que aperto no coração.
Eu acreditava que ela estaria aproveitando mais a tarde se ela estivesse brincando com as outras crianças. Como eu estava errada.Acreditava que ela era envergonhada ( era um pouquinho)quando na verdade , ela só queria ficar pertinho de mim.
Hoje eu sei que ela não ia brincar porque era muito mais gostoso ficar ao meu lado.
Naquele dia , eu e o Tesourinha cometemos um engano .O Tesourinha fazendo seu ninho num lugar inadequado e eu afastando minha filhotinha do meu aconchego.Mas ,nós dois fomos rápidos na hora de protegë-los porque mãe é mãe , em qualquer espécie.
Todos, menos a Adrianinha.Ela ficava sentadinha no banco comigo.
Eu a ficava incentivando a ir brincar , correr com as outras crianças.
Havia uma pista circular onde as pessoas faziam caminhadas ou corridas. No centro um grande gramado.
Observei que pequenos pássaros voavam por ali , bem baixinho.
Falei para a Adrianinha se aproximar dos passarinhos. Para ela ir olhar de perto como eles eram bonitinhos. Ela relutou , relutou até que foi, correndo.
Na verdade, eram filhotinhos de Tesourinha. Adriana correu exatamente na direção do ninho deles.
Foi muito rápido.Conforme ela corria, o Tesourinha voava na direção dela.Levantei do banco onde estava sentada e comecei a correr.Queria desesperadamente alcançar minha filha antes do pássaro. O pássaro já passara perto dela e retornava. Eu corria e gritava tentando alertá-la. Ela olhava para trás e não entendia o que estava acontecendo. Devia pensar que eu insistira tanto para ela ir brincar e agora gritava para ela voltar.
Enquanto isto eu já tinha chamado a atenção de todos. Felizmente alguém , que estava mais perto da Adri , pegou-a e correu com ela, debaixo do braço, para longe do ninho do pássaro.
Lembro dos seus olhinhos cheios de lágrimas me olhando...que aperto no coração.
Eu acreditava que ela estaria aproveitando mais a tarde se ela estivesse brincando com as outras crianças. Como eu estava errada.Acreditava que ela era envergonhada ( era um pouquinho)quando na verdade , ela só queria ficar pertinho de mim.
Hoje eu sei que ela não ia brincar porque era muito mais gostoso ficar ao meu lado.
Naquele dia , eu e o Tesourinha cometemos um engano .O Tesourinha fazendo seu ninho num lugar inadequado e eu afastando minha filhotinha do meu aconchego.Mas ,nós dois fomos rápidos na hora de protegë-los porque mãe é mãe , em qualquer espécie.
terça-feira, junho 13, 2006
Como gosto!
Há muitas coisas que me são prazerosas e que dão um colorido todo especial a minha vida.
Coisas que podem parecer simples ou até sem importäncia , mas que fazem meu coração ficar sorrindo...sorrindo.
Gosto de conversar no msn com a Adriana.Participar da vida dela e do Carlos através da leitura dos seus blogs.Olhar para seus rostos iluminados nas fotos que a Adri edita.
Gosto do modo como a Alessandra me chama de `maezinha`.
Gosto do abraço apertado do André .Abraço comprido pois a saudade dele sempre é grande.
Gosto dos telefonemas da Patricia.Liga para dizer que me ama. Para saber se estou bem.( e moramos juntas...)
Gosto do jeito amoroso que o Eduardo me joga um beijo. Do carinho dele me chamando para jantar.( ele cozinha muito bem).
Amo de paixão conversar com meu neto Pedro.Gosto de ouvi-lo contar as coisas que fez na escolinha.Cada dia me encanto mais com sua expressividade. Ele é muito lindo.
Gosto de fazer um programa especial com meu neto Eduardo.Ir ao cinema ,férias na praia, ler a revista Recreio juntos enquanto comemos um lanche do Mc. Fico feliz em saber que ele terá para sempre com ele , lembranças do que partilhamos juntos.Gosto de saber que faço diferença na vida dele .
Aprecio as manhãs e tardes que passo com minha princesinha Bianca. Participar das suas descobertas, fazer parte de seu mundinho.Gosto de të-la aconchegada junto á mim.Sentir seu coraçãozinho batendo junto ao meu enquanto tira um soninho.
Gosto da oportunidade de poder cantar , brincar e contar histórias para os meus netos , da mesma maneira como fiz com meus filhos.
Gosto de ter com meus genros e noras uma relação de carinho.
Gosto de navegar na internet , ler meus e-mails, procurar e fazer amigos no orkut.
Gosto das reuniões de familia .Gosto de saber que posso contar com todos eles , a qualquer momento.
Gosto de ter minha querida mãe com saúde , bom humor e alegria.
E, é claro , gosto de saber que muitos encontram tempo e lëem as palavras que aqui escrevo e que dizem muito de mim.
Sào infinitas coisas das quais gosto e que pincelam a minha vida fazendo-a tão especial.
Lamento por aqueles que não tëm olhos para apreciar e reconhecer , que é em pequenas coisas que encontramos o maior motivo pra amar e ser feliz.
Coisas que podem parecer simples ou até sem importäncia , mas que fazem meu coração ficar sorrindo...sorrindo.
Gosto de conversar no msn com a Adriana.Participar da vida dela e do Carlos através da leitura dos seus blogs.Olhar para seus rostos iluminados nas fotos que a Adri edita.
Gosto do modo como a Alessandra me chama de `maezinha`.
Gosto do abraço apertado do André .Abraço comprido pois a saudade dele sempre é grande.
Gosto dos telefonemas da Patricia.Liga para dizer que me ama. Para saber se estou bem.( e moramos juntas...)
Gosto do jeito amoroso que o Eduardo me joga um beijo. Do carinho dele me chamando para jantar.( ele cozinha muito bem).
Amo de paixão conversar com meu neto Pedro.Gosto de ouvi-lo contar as coisas que fez na escolinha.Cada dia me encanto mais com sua expressividade. Ele é muito lindo.
Gosto de fazer um programa especial com meu neto Eduardo.Ir ao cinema ,férias na praia, ler a revista Recreio juntos enquanto comemos um lanche do Mc. Fico feliz em saber que ele terá para sempre com ele , lembranças do que partilhamos juntos.Gosto de saber que faço diferença na vida dele .
Aprecio as manhãs e tardes que passo com minha princesinha Bianca. Participar das suas descobertas, fazer parte de seu mundinho.Gosto de të-la aconchegada junto á mim.Sentir seu coraçãozinho batendo junto ao meu enquanto tira um soninho.
Gosto da oportunidade de poder cantar , brincar e contar histórias para os meus netos , da mesma maneira como fiz com meus filhos.
Gosto de ter com meus genros e noras uma relação de carinho.
Gosto de navegar na internet , ler meus e-mails, procurar e fazer amigos no orkut.
Gosto das reuniões de familia .Gosto de saber que posso contar com todos eles , a qualquer momento.
Gosto de ter minha querida mãe com saúde , bom humor e alegria.
E, é claro , gosto de saber que muitos encontram tempo e lëem as palavras que aqui escrevo e que dizem muito de mim.
Sào infinitas coisas das quais gosto e que pincelam a minha vida fazendo-a tão especial.
Lamento por aqueles que não tëm olhos para apreciar e reconhecer , que é em pequenas coisas que encontramos o maior motivo pra amar e ser feliz.
segunda-feira, junho 12, 2006
Saudosismo
Eu sou uma pessoa que nunca desejou voltar no tempo, pois acredito que se ficarmos desejando reviver coisas passadas estaremos deixando de viver o momento. Desta forma , sempre estaremos querendo voltar para viver o que acabamos não vivendo.Complicado...mas simples.
Aproveitei , dentro dos valores e critérios que eu tinha , cada etapa da minha vida.
Mas , sinto saudades...muitas saudades.
Saudades do tempo que, á noite , eu levantava para ver se meus filhos estavam bem aquecidos debaixo das cobertas.
Saudades das brincadeiras no Parque da Redenção.
Saudades dos meus cinco filhos indo pela manhã para a minha cama onde ficávamos brincando e conversando.
Saudades dos banhos de chuva que tomávamos em Blumenau.Eu , os cinco e o Sheik.(Muito tempo depois , fiquei sabendo que um vizinho costumava ir para a janela para nos ver correndo na chuva).
Saudades das viagens de carro em que eu vinha contando histórias que eu lera.Muitas vezes livros que algum deles tinha que ler para a escola.Eu lia para podermos discutir á respeito.
Saudades da viagem em que levamos os passarinhos , o cachorro e ao Hamster do André.O Hamster fugiu da gaiola e foi uma gritaria.
As festas de 15 anos das meninas , as formaturas , comunhões , casamentos...
Saudades da voz do André , caminhando de um lado para outro , enquanto estudava para a prova de residëncia.
Saudades da linda árvore que eu tinha em frente a minha casa.Era confortador olhar pela janela e ver seus enormes galhos e as lindas flores amarelas.
Saudades da Adrianinha ...muitas saudades.Saudades de abraça-la.
Saudades do tempo em que eu ia até o YAZIGi para deixar o carro para ela.Saudades de quando voltavamos juntas batendo um papo gostoso.
Saudades das festas de Ano Novo com minhas amadas irmãs.( Hj passamos apenas o Natal juntas)
Saudades das conversas com os professores na hora do recreio.
Saudades dos meus pequenos aluninhos.
Saudades do cheiro do café passado domingo pela manhã..do café na cama.
Se sou tão feliz é porque tenho coisas boas para lembrar.São tantas as coisas boas que as tristes deixam de ter importancia, somem no meio das lembranças maravilhosas que formam a minha trajetória de vida.
Aproveitei , dentro dos valores e critérios que eu tinha , cada etapa da minha vida.
Mas , sinto saudades...muitas saudades.
Saudades do tempo que, á noite , eu levantava para ver se meus filhos estavam bem aquecidos debaixo das cobertas.
Saudades das brincadeiras no Parque da Redenção.
Saudades dos meus cinco filhos indo pela manhã para a minha cama onde ficávamos brincando e conversando.
Saudades dos banhos de chuva que tomávamos em Blumenau.Eu , os cinco e o Sheik.(Muito tempo depois , fiquei sabendo que um vizinho costumava ir para a janela para nos ver correndo na chuva).
Saudades das viagens de carro em que eu vinha contando histórias que eu lera.Muitas vezes livros que algum deles tinha que ler para a escola.Eu lia para podermos discutir á respeito.
Saudades da viagem em que levamos os passarinhos , o cachorro e ao Hamster do André.O Hamster fugiu da gaiola e foi uma gritaria.
As festas de 15 anos das meninas , as formaturas , comunhões , casamentos...
Saudades da voz do André , caminhando de um lado para outro , enquanto estudava para a prova de residëncia.
Saudades da linda árvore que eu tinha em frente a minha casa.Era confortador olhar pela janela e ver seus enormes galhos e as lindas flores amarelas.
Saudades da Adrianinha ...muitas saudades.Saudades de abraça-la.
Saudades do tempo em que eu ia até o YAZIGi para deixar o carro para ela.Saudades de quando voltavamos juntas batendo um papo gostoso.
Saudades das festas de Ano Novo com minhas amadas irmãs.( Hj passamos apenas o Natal juntas)
Saudades das conversas com os professores na hora do recreio.
Saudades dos meus pequenos aluninhos.
Saudades do cheiro do café passado domingo pela manhã..do café na cama.
Se sou tão feliz é porque tenho coisas boas para lembrar.São tantas as coisas boas que as tristes deixam de ter importancia, somem no meio das lembranças maravilhosas que formam a minha trajetória de vida.
domingo, maio 28, 2006
Adriana e Carlos
Amanhä o Carlos , meu genro , estará completando 25 anos.Jovem , muito jovem mas com uma bagagem cultural fabulosa. Extremamente inteligente.Sua mäe, minha querida amiga Norma, sempre fala com orgulho que com trës anos ele já estava alfabetizado. Criamos os filhos para o mundo e a Norma cumpriu muito bem a sua missáo de mäe.Oportunizando...abnegando.
Adriana trouxe o Carlos para o nosso convívio e hoje os dois constroem sua história de vida com muito amor. A distäncia enorme que nos separa fisicamente näo é suficiente para të-los fora de nossas vidas.Continuamos sendo uma familia.Familia saudosa , mas muito orgulhosa.
Escrever sobre a inteligëncia dele seria ser repetitiva.Todos sempre se referem a isto.
Quero falar sobre um rapaz que atrás de um olhar sério tem muita ternura e afeto.
Quero , principalmente, dizer que tenho um carinho muito grande por este grande homem que muito mais que uma brilhante cabeça tem um grande coraçáo.
Adriana trouxe o Carlos para o nosso convívio e hoje os dois constroem sua história de vida com muito amor. A distäncia enorme que nos separa fisicamente näo é suficiente para të-los fora de nossas vidas.Continuamos sendo uma familia.Familia saudosa , mas muito orgulhosa.
Escrever sobre a inteligëncia dele seria ser repetitiva.Todos sempre se referem a isto.
Quero falar sobre um rapaz que atrás de um olhar sério tem muita ternura e afeto.
Quero , principalmente, dizer que tenho um carinho muito grande por este grande homem que muito mais que uma brilhante cabeça tem um grande coraçáo.
sábado, maio 27, 2006
FOGOOOOOOO !!!
Veräo de 1977. Estava em Torres com as crianças.Alessandra 3 aninhos,André 2 aninhos e Eduardo com 1 aninho.
A casa em que ficamos , para entenderem a situaçäo , tinha as peças dispostas de forma pararela (cozinha, sala e quartos ).
Era noite e as crianças dormiam no meu quarto.
Na sala eu jogava cartas com minha mäe, minha irmä Rosana ( na época com 16 anos) e minha tia Neli. Os homens estavam todos em Porto Alegre.
Minha mäe levara a Maria , senhora que trabalhava para ela.
Entäo, ouvimos a Maria gritar...FOGOOOOOOOOOO !!!!!! Ela gritou e correu para a rua levando com ela o seu `radinho`de pilhas.
Vimos que realmente havia labaredas vindo da cozinha ( o fio da geladeira incendiara á partir de um curto circuíto).
Imediatamente minha mäe, tia e irmä sairam para a rua. Rosana , minha irmä , correu até a casa da Cris ,minha outra irmä, para pedir ajuda. Ninguém sabia onde era a caixa da chave de luz...gritaria e correria.
Enquanto isto...
Corri para meu quarto para pegar as crianças que dormiam.Eram trës e eu com dois braços. Uma coisa era certa ...eu só sairia da casa com os trës.Gritei pedindo ajuda mas ninguém atendeu. Consegui acordar a Alessandrinha que era maior , e peguei os meninos no colo. Sentindo a mäozinha da Ale segurando firme na minha roupa eu saí da casa.
A chave geral foi desligada e o fogo cessou.
Lembro que eu fiquei inconformada por ninguém ter lembrado de me ajudar com meus pequeninhos.
Foi um susto muito grande.Tudo aconteceu muito rápido.
Eu , durante todo tempo , tinha uma certeza. Meus filhos sairiam dali juntos.Jamais eu deixaria para trás um deles.
Os filhos gostam de dizer que temos o preferido.Eu sempre digo que o relacionamento pode ser diferente mas amor que sempre tive por eles , jamais.Amor näo se reparte entre os filhos , se multiplica.
Sempre me desdobrei para dar á eles todo amor e atençäo que lhes era de direito.Sempre fiz isto com muito carinho e prazer pois sempre foram meu bem mais precioso.
A casa em que ficamos , para entenderem a situaçäo , tinha as peças dispostas de forma pararela (cozinha, sala e quartos ).
Era noite e as crianças dormiam no meu quarto.
Na sala eu jogava cartas com minha mäe, minha irmä Rosana ( na época com 16 anos) e minha tia Neli. Os homens estavam todos em Porto Alegre.
Minha mäe levara a Maria , senhora que trabalhava para ela.
Entäo, ouvimos a Maria gritar...FOGOOOOOOOOOO !!!!!! Ela gritou e correu para a rua levando com ela o seu `radinho`de pilhas.
Vimos que realmente havia labaredas vindo da cozinha ( o fio da geladeira incendiara á partir de um curto circuíto).
Imediatamente minha mäe, tia e irmä sairam para a rua. Rosana , minha irmä , correu até a casa da Cris ,minha outra irmä, para pedir ajuda. Ninguém sabia onde era a caixa da chave de luz...gritaria e correria.
Enquanto isto...
Corri para meu quarto para pegar as crianças que dormiam.Eram trës e eu com dois braços. Uma coisa era certa ...eu só sairia da casa com os trës.Gritei pedindo ajuda mas ninguém atendeu. Consegui acordar a Alessandrinha que era maior , e peguei os meninos no colo. Sentindo a mäozinha da Ale segurando firme na minha roupa eu saí da casa.
A chave geral foi desligada e o fogo cessou.
Lembro que eu fiquei inconformada por ninguém ter lembrado de me ajudar com meus pequeninhos.
Foi um susto muito grande.Tudo aconteceu muito rápido.
Eu , durante todo tempo , tinha uma certeza. Meus filhos sairiam dali juntos.Jamais eu deixaria para trás um deles.
Os filhos gostam de dizer que temos o preferido.Eu sempre digo que o relacionamento pode ser diferente mas amor que sempre tive por eles , jamais.Amor näo se reparte entre os filhos , se multiplica.
Sempre me desdobrei para dar á eles todo amor e atençäo que lhes era de direito.Sempre fiz isto com muito carinho e prazer pois sempre foram meu bem mais precioso.
quarta-feira, maio 24, 2006
sexta-feira, maio 19, 2006
Tati Bi Tati
Quando criança , bem pequeninha mesmo , eu tinha dificuldade na pronúncia de algumas letras , era o Tati Bi Tati.
Recordo do meu pai fazendo-me repetir as palavras enquanto me colocava os sapatos. Morávamos na rua Hoffman. Ele, pacientemente , mandava que eu repetisse ;ônibus..e eu falava ombus. Felizmente , meu amado pai , teve êxito. Demorou só um pouquinho.Demorou o tempo de fazerem muita graça com isto.
Bastava eu entrar no banheiro para alguém bater na porta para ouvir-me dizer;"Não posso abrir, tô nula sem salsa".
Esta minha dificuldade era vista com graça pelas pessoas , que faziam-me ficar falando e falando....E todos riam , riam muito.Quanta terapia seria necessária se isto fosse nos dias atuais.
Havia uma história , em particular, que todos apreciavam ouvir-me contar.
Eu , inocente , contava bem faceira.
Eu devia ter menos de 4 anos. Estávamos indo , logo após o natal, para Torres. Imaginem o que era a estrada há meio século atrás. Bah...escrevendo assim , senti-me muito idosa.
Ìamos com o tio Rui. Ele tinha uma caminhonete, tipo Ford , com uma cabine e carroceria coberta com lona (assim que lembro). Na cabine iam meu tio , meu pai e minha avó .Minha mãe ia comigo, minha irmã Cristina e meus primos, na carroceria. Nós e a bagagem. Eu ganhara , de natal, um vestidinho . Eu gostara tanto dele que não deixei mamãe colocá-lo na mala. Não queria que amassasse. Pendurei-o perto de mim.Durante a viagem , o motor começou a pegar fogo. Meu pai tirou-nos da caminhonete , colocou-nos fora da estrada e providenciou em apagar o fogo.
Passado o susto retornamos. Mas , onde estava meu vestidinho ? Meu pai o usara para abafar o fogo. Que tristeza. Eu nunca iria usar meu lindo vestidinho.
Porque esta história tornou-se interessante ? Porque eu era Tati Bi Tati..
Ao invés do G eu falava o D. Então ficava assim: "Era um fodo muito grande , um fodaréu , um fodão enorme"."Todo mundo correu do fodo".
Quando maiorzinha eu entendi qual a graça e não achei mais tão engraçado.Parece-me que eu era um tanto tolinha.
Sempre tive muito cuidado , como mãe e também como professora ,de jamais expôr meus filhos ou alunos a situações que pudessem constrangê-los.Sei que não havia maldade mas , convenhamos , não era "politicamente" correto.
Recordo do meu pai fazendo-me repetir as palavras enquanto me colocava os sapatos. Morávamos na rua Hoffman. Ele, pacientemente , mandava que eu repetisse ;ônibus..e eu falava ombus. Felizmente , meu amado pai , teve êxito. Demorou só um pouquinho.Demorou o tempo de fazerem muita graça com isto.
Bastava eu entrar no banheiro para alguém bater na porta para ouvir-me dizer;"Não posso abrir, tô nula sem salsa".
Esta minha dificuldade era vista com graça pelas pessoas , que faziam-me ficar falando e falando....E todos riam , riam muito.Quanta terapia seria necessária se isto fosse nos dias atuais.
Havia uma história , em particular, que todos apreciavam ouvir-me contar.
Eu , inocente , contava bem faceira.
Eu devia ter menos de 4 anos. Estávamos indo , logo após o natal, para Torres. Imaginem o que era a estrada há meio século atrás. Bah...escrevendo assim , senti-me muito idosa.
Ìamos com o tio Rui. Ele tinha uma caminhonete, tipo Ford , com uma cabine e carroceria coberta com lona (assim que lembro). Na cabine iam meu tio , meu pai e minha avó .Minha mãe ia comigo, minha irmã Cristina e meus primos, na carroceria. Nós e a bagagem. Eu ganhara , de natal, um vestidinho . Eu gostara tanto dele que não deixei mamãe colocá-lo na mala. Não queria que amassasse. Pendurei-o perto de mim.Durante a viagem , o motor começou a pegar fogo. Meu pai tirou-nos da caminhonete , colocou-nos fora da estrada e providenciou em apagar o fogo.
Passado o susto retornamos. Mas , onde estava meu vestidinho ? Meu pai o usara para abafar o fogo. Que tristeza. Eu nunca iria usar meu lindo vestidinho.
Porque esta história tornou-se interessante ? Porque eu era Tati Bi Tati..
Ao invés do G eu falava o D. Então ficava assim: "Era um fodo muito grande , um fodaréu , um fodão enorme"."Todo mundo correu do fodo".
Quando maiorzinha eu entendi qual a graça e não achei mais tão engraçado.Parece-me que eu era um tanto tolinha.
Sempre tive muito cuidado , como mãe e também como professora ,de jamais expôr meus filhos ou alunos a situações que pudessem constrangê-los.Sei que não havia maldade mas , convenhamos , não era "politicamente" correto.
terça-feira, maio 16, 2006
Ser feliz...tem que querer
Na semana passada, assisti no programa da Adriane Galisteu , uma entrevista com Cauê. Cauê tem 23 anos e aos 18 perdeu as duas pernas num acidente ferroviário.
Rapaz simpático e , apesar de tudo , saudável. A mente nos faz saudáveis.
Cauê pratica natação, ciclismo e surfe. O surfe ele faz de joelhos , pois disse que equilibrar-se na prancha e nas próteses seria um esforço muito grande e desnecessário.
Várias perguntas foram feitas pela platéia e ele respondeu com desembaraço , mesmo as mais íntimas.Quando perguntado sobre ser feliz , respondeu que que é mais feliz hoje do que era antes do acidente.
Eu entendo o que ele quis dizer.È lógico que não foi a tragédia que o tornou feliz.Ele hoje é feliz porque foi capaz de , num momento triste e desesperador , encontrar dentro dele forças para continuar e fazer do fato de estar vivo, motivo de felicidade.
Muitas pessoas , diante de alguma perda , se escondem dentro de si mesmas, fogem da vida.Não aceitam o fato de que sua vida , tão perfeita , foi abalada por algo que lhes tira o chão , a estrutura.Diante disto passam a lamentar-se. Tornam-se pessoas amargas e trazem tristeza para aqueles que as amam.
Mas se usarmos a nossa dor como ferramenta de luta ,como fez o Cauê , certamente
seremos mais felizes.
Olhar para frente, valorizar o que ficou nos dá oportunidade de descobrir facetas e capacidades nossas que estavam adormecidas.Podemos sim, depois de uma experiência negativa , sermos mais capazes e felizes.
Concordo com o Cauê ,para ser feliz... basta querer.
Rapaz simpático e , apesar de tudo , saudável. A mente nos faz saudáveis.
Cauê pratica natação, ciclismo e surfe. O surfe ele faz de joelhos , pois disse que equilibrar-se na prancha e nas próteses seria um esforço muito grande e desnecessário.
Várias perguntas foram feitas pela platéia e ele respondeu com desembaraço , mesmo as mais íntimas.Quando perguntado sobre ser feliz , respondeu que que é mais feliz hoje do que era antes do acidente.
Eu entendo o que ele quis dizer.È lógico que não foi a tragédia que o tornou feliz.Ele hoje é feliz porque foi capaz de , num momento triste e desesperador , encontrar dentro dele forças para continuar e fazer do fato de estar vivo, motivo de felicidade.
Muitas pessoas , diante de alguma perda , se escondem dentro de si mesmas, fogem da vida.Não aceitam o fato de que sua vida , tão perfeita , foi abalada por algo que lhes tira o chão , a estrutura.Diante disto passam a lamentar-se. Tornam-se pessoas amargas e trazem tristeza para aqueles que as amam.
Mas se usarmos a nossa dor como ferramenta de luta ,como fez o Cauê , certamente
seremos mais felizes.
Olhar para frente, valorizar o que ficou nos dá oportunidade de descobrir facetas e capacidades nossas que estavam adormecidas.Podemos sim, depois de uma experiência negativa , sermos mais capazes e felizes.
Concordo com o Cauê ,para ser feliz... basta querer.
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