Criar cinco filhos foi uma tarefa prazerosa, mas nem sempre muito fácil.
Alessandra e Adriana sempre foram muito tranquilas. Desde pequenas já apreciavam a leitura.
André e Eduardo gastavam toda sua energia em muitas travessuras e peraltices. Não foram poucas as vezes que tivemos que correr com eles para o Pronto Socorro.
Patrícia...ah...esta menina sempre foi tão adorável quanto geniosa.
Então, de vez em quando, pintava uma palmada, um sermão e algum castigo.
Claro que tudo na proporção de quem mais aprontava.
Havia um castigo do qual sei que eles se lembram bem. Tem até quem diga que ficou "traumatizado".
Quando não adiantava mais falar e chamar a atenção , para evitar apelar para as palmadas ,eu os colocava para fora de casa. Pelo tempo suficiente de eu me acalmar. Colocar para fora de casa significava que eles ficariam no jardim (qdo moravamos em casa) ou no corredor (qdo morávamos em apto). Para eles isto era terrível, embora fosse por poucos minutos.
Certa vez. em Blumenau, eu fiquei tão braba que mandei os cinco sairem. Alessandra com 10 anos, André com 8, Eduardo com 7, Pat com 5 e a Adrianinha com 2 aninhos. Não lembro o porquê, mas se foram os cinco é porque a farra estava grande.
Olhei pela janela da sala e os vi, lado a lado, por ordem de tamanho debaixo da chuva. Ah...chovia. Os cinco de mãos dadas.Olhavam para mim e eu consegui amá-los ainda mais. Fazia pouco brigavam e agora davam-se as mãos ,protegendo um ao outro. Não foi a última vez que usei deste castigo, mas acho que foi a única em que foram todos os cinco.
Aquele foi um dos momentos da minha vida em que eu soube, com toda a certeza, que tudo que eu poderia desejar e amar estava ali; meus filhos.
terça-feira, agosto 30, 2005
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