Eu não gosto do inverno, ou melhor, não gosto do frio.
Um dia como o de hoje com temperatura baixa, vento e chuva miúda me fez recordar uma tarde de inverno de quando as crianças eram pequenas.
A Adriana ainda não era nascida.
Eu costumava buscar as crianças no Sevigné. Eles saiam as 17;30 ,se estou bem lembrada. Eu levava a Paty comigo, de carrinho . Vinhamos da Duque até a Venâncio Aires onde morávamos. Todo dia, à pé ,pela Redenção.
Eu pendurava as mochilas no carrinho da Paty e as crianças vinham brincando. A Alessandra sempre vinha junto a mim. Vinha me contando sobre o que fizera na escola. Gostavamos de vir cantando . André e Eduardo vinham pegando pedras, galhos, subindo nos bancos. As vezes iam mais na frente ,outras ficavam para trás. Eu chamava, parava e esperava por eles.
Nesta tarde estava muito frio e começou a ventar. As crianças estavam bem encasacadas," entrouxadas "mesmo.
Comecei a apressar o passo e o "truque" ,para eles me acompanharem ,era cantar uma música com rítmo bem rápido.
Os meninos vinham mais atrás quando ouvi um barulho d'agua, tipo "alguém caindo" na água. Virei-me e vi o Andrézinho todo molhado, mas muito molhado, correndo em minha direção. Ele corria e deixava um "rastro' de água. O Eduardo ria . Não sei se de nervoso ou porque achou graça mesmo. O André caira na piscina. Como caiu eu não sei, mas ele saiu tão rápido como entrou. Ele disse que foi jogar uma pedra ou pegar um pedaço de pau, não lembro bem.
Quando chegamos em casa ele tomou um banho quente e felizmente não adoeceu.
Esta foi só uma das inúmeras travessuras dele que eu recordo com muito carinho.
quarta-feira, agosto 10, 2005
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário