Quando eu era adolescente o objetivo, de quase toda menina, era casar, ter filhos e viver feliz para sempre. E foi assim que aconteceu, ou melhor, está acontecendo. Minha historia ainda não chegou ao fim.
Comecei a namorar aos 14 anos, casei aos 19 e com 29 anos já tinha meus 5 filhos.
Nem todos foram planejados ,mas cada um deles foi muito amado e desejado desde o primeiro momento que soube que estava gràvida. Meus filhos sempre foram prioridade em minha vida e ,procurei criá-los num lar onde o amor fosse embalado pela paz, harmonia e tranquilidade.
Uma casa com 5 crianças pequenas não pode ser muito tranquila, mas fiz o possível. Fiz dos sonhos dos meus filhos os meus sonhos. Brincamos, cantamos e choramos juntos. Partilhamos aventuras e desventuras. Estive ao lado deles sempre que precisaram e procurei me afastar quando achei que era o momento. Por que há um momento que passamos a ser quase demais na vida deles e temos que dar espaço, para não sobrarmos. Eles deixam de nos amar? Certamente não.
Apenas acontece de crescerem e ,o mundo deles sai da porta de casa para fora .Eles passam a ter segredos, ser mais reservados e até, distantes. Mas a intimidade, o amor está em cada olhar que trocamos.
Quando eles eram pequeninhos, eu tive o privilégio de poder estar junto à eles. Acompanhei cada graçinha, cada peraltice. Houve palmadas? Com certeza. Não me orgulho disto mas sempre procuro ser sincera. Foi assumindo meus erros que ensinei meus filhos a serem responsáveis pelos seus atos.
Para cada momento em que não fui tão paciente quanto deveria, eu procurei dar-lhes milhões de abraços e beijos. Não consegui, com toda certeza, apagar a lembrança das palmadas,mas sei que os momentos de ternura ficaram gravados para sempre em seus corações.
Todo final de dia, quando eles já dormiam em suas camas, eu ficava olhando o rostinho de cada um deles. Todo dia eu fazia isto e, todo dia isto me emocionava. Eu os olhava e me perguntava se eu havia sido boa o suficiente para com eles. Se eles havia se alimentado, brincado e se divertido . Ficava triste quando não conseguia dar-lhes toda a paciência que mereciam e , no dia seguinte, me esforçava para melhorar.
Meus filhos, minha vida. Lugar comum, pessoas com certeza nada comum.
Investi na minha familia toda minha vida e ,este investimento, gerou muitos dividendos (noras e genros}e está gerando muitos lucros ( meus netos). Eu espero ainda muito mais, porque sei do amor inesgotável que existe dentro de cada um deles.
Alessandra, André, Eduardo, Patrícia e Adriana eu amo vocês. Não vou desculpar-me por meus erros ,porque sou um ser humano comum, então passível de erros. Mas vou pedir-lhes que acreditem que eu procurei fazer sempre o certo e o melhor possível por vocês. O melhor possível nunca será tudo que vocês mereciam, mas foi o suficiente para dar-lhes força e determinação para buscar os seus objetivos de vida.
Vocês são pessoas muito especiais e eu agradeço que dividam comigo cada vitória e sucesso alcançado.Eu aprendo e cresço a cada dia com cada um de vocês .Durmo todo dia com a tranquilidade de saber que temos uns aos outros, como deve ser em toda família.
Amo muito todos vocês e sei que apesar dos " acidentes de percurso" eu consegui.
domingo, agosto 07, 2005
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário