terça-feira, agosto 30, 2005

Castigo

Criar cinco filhos foi uma tarefa prazerosa, mas nem sempre muito fácil.
Alessandra e Adriana sempre foram muito tranquilas. Desde pequenas já apreciavam a leitura.
André e Eduardo gastavam toda sua energia em muitas travessuras e peraltices. Não foram poucas as vezes que tivemos que correr com eles para o Pronto Socorro.
Patrícia...ah...esta menina sempre foi tão adorável quanto geniosa.
Então, de vez em quando, pintava uma palmada, um sermão e algum castigo.
Claro que tudo na proporção de quem mais aprontava.
Havia um castigo do qual sei que eles se lembram bem. Tem até quem diga que ficou "traumatizado".
Quando não adiantava mais falar e chamar a atenção , para evitar apelar para as palmadas ,eu os colocava para fora de casa. Pelo tempo suficiente de eu me acalmar. Colocar para fora de casa significava que eles ficariam no jardim (qdo moravamos em casa) ou no corredor (qdo morávamos em apto). Para eles isto era terrível, embora fosse por poucos minutos.
Certa vez. em Blumenau, eu fiquei tão braba que mandei os cinco sairem. Alessandra com 10 anos, André com 8, Eduardo com 7, Pat com 5 e a Adrianinha com 2 aninhos. Não lembro o porquê, mas se foram os cinco é porque a farra estava grande.
Olhei pela janela da sala e os vi, lado a lado, por ordem de tamanho debaixo da chuva. Ah...chovia. Os cinco de mãos dadas.Olhavam para mim e eu consegui amá-los ainda mais. Fazia pouco brigavam e agora davam-se as mãos ,protegendo um ao outro. Não foi a última vez que usei deste castigo, mas acho que foi a única em que foram todos os cinco.
Aquele foi um dos momentos da minha vida em que eu soube, com toda a certeza, que tudo que eu poderia desejar e amar estava ali; meus filhos.

domingo, agosto 28, 2005

Amor no terceiro milenio

Hoje recebi ,de uma amiga muito querida, um email que discursava sobre o amor no terceiro milenio. Texto escrito com muita inteligência e sabedoria e com o qual eu me identifiquei bastante.
Jamais eu jogaria fora os quase 28 anos que vivi em casamento. Foram anos difíceis mas muito felizes. Formei uma família que é minha prioridade , meu orgulho e minha paixão. Não imagino minha vida ela.
Comecei a namorar com 14 anos e com 19 estava casada. Desta forma , passei da educação dos pais para a educação do marido. Porque os casamentos, na sua maioria , exigiam a submissão de uma das partes. Uma das personalidades era abafada em detrimento da outra. Só um podia ter a realização profissional e também , era de apenas um, a responsabilidade economica da familia. Injusto para ambas as partes.
Hoje, e isto nos fala este email, existe a individualidade na união. Eu percebo isto nas relações de meus filhos e por isso acredito na base de suas relações. È muito bonito. Ambos tem espaço e responsabilidades iguais.
Mas há mais neste email. Ele nos fala sobre o ficar só. E, também aí ,concordo com todas as palavras. Não será o fato de ter um companheiro ou não, de ter filhos ou não, que nos fará encontrar a felicidade. A felicidade está em encontrar e amar o nosso próprio eu.

Divorciada ,eu encontrei oportunidade de descobrir coisas de que eu era capaz e que nunca imaginara. Descobri-me uma pessoa forte, tranquila e com muito potencial. Evidentemente , o tempo é um fator crucial e o meu tempo, para algumas coisas ,já tinha passado. Mas tomar decisões, administrar meu dinheiro e falar por mim mesma é um luxo que me deixa muito feliz.
O amor no terceiro milenio me faz ter fé que o amor e a dignidade humana serão perenes.
Privilégio tive eu de provar das duas situaçoes; ser dois e ser um.
Sabedoria maior foi saber ser feliz em ambas.




.

segunda-feira, agosto 22, 2005

Sonhos

Sonhos...Quem não sonha?
Quando jovem eu sonhava com um amor eterno, viagens, menos compromissos...Achava que todos meus sonhos se realizariam. Mas nem tudo acontece do jeito que planejamos e muitas surpresas nos são reservadas.
Não ter nossos sonhos realizados não é sinal de fracasso, até porque às vezes ,o que desejamos não é o melhor que poderia nos acontecer.
Existe um tempo para sonhar e buscar a realização dos mesmos. Qaundo o tempo expira, só nos resta aceitar o que se tem e aprender a viver com o que não se tem.
Sonhar quando se é jovem é natural, porém sonhar quando já não se é tão jovem seria fugir da realidade.
Que importa se muitos sonhos pelos quais lutei ,tornaram-se castelos de areia que o mar levou se tenho saúde, harmonia e paz ?
Que importa se não realizei alguns sonhos, se sei que meus filhos têm mais chances de ver os seus realizados?
Que importa não ter sido correspondida e amada, se tenho o amor mais puro e sincero que é aquele que recebo de meus filhos e netos?
Que importa qualquer coisa que eu não tenha alcançado, se mesmo sem elas eu sou tão feliz?
Hoje, eu ainda cultivo alguns sonhos, mas como sei que é a vida que tem mais para me dar, procuro viver mais tempo acordada do que mergulhada em sonhos.

domingo, agosto 21, 2005

Não duvide

Os anos em que moramos em Blumenau foram os das maiores enchentes.
Durante a maior delas chegamos a ficar 20 dias retidos em casa. Sem luz, sem telefone. Água só a da chuva que, devidamente tratada, era utilizada para a nossa alimentação e higiene.
Nossa casa ficava no alto de uma rua sem saída. A visão que tínhamos durante a enchente era só de telhados. Casas submersas a perder de vista.
Era sábado , a água baixara permitindo que as pessoas voltassem para suas casas. Dia de avaliar as perdas e encarar a limpeza.
Perto do meio dia, eu na cozinha e as crianças brincando com alguns amiguinhos. Lembro de ter ouvido o Eduardo dizer:
Tu duvidas?
Depois disto tudo foi muito rápido. Uma vizinha entrou gritando que o Eduardo tinha caído. Corri para a rua e vi que alguém carregava meu filho nos braços .Pedi para minha vizinha desligar o gás do fogão e olhar pelas crianças e desci a rua correndo, descalça e ainda de avental.
Eduardo foi colocado no banco traseiro do carro . Meu filho estava muito sujo de sangue, desacordado. Ele tinha 7 aninhos.
Durante o trajeto para o hospital ele acordou mas não lembrava o que tinha acontecido. O hospital, que havia sido atingido pela enchente, atendia de maneira precária. Eduardo bateu com a cabeça e todo o lado esquerdo do corpo.
Estava bastante machucado mas não precisou fazer nenhuma sutura.
Quando retornamos para casa, onde todos aguardavam assustados, e ficamos sabendo o que acontecera.
Eduardo nunca gostou que duvidassem dele. Muitas brigas e queixas de vizinhos eram por duvidarem dele. Duvidavam que ele jogava a bola na cara de alguém, ele jogava. Duvidavam que ele quebraria o carrinho de outro, ele quebrava.
Então... Haviam duvidado que ele desceria a nossa rua, uma respeitável lomba de paralelepipedo, de bicicleta sem segurar na direção. E ele desceu. Felizmente ele usava capacete o que ,com certeza, evitou consequências bem mais graves.
Foram muitos dias e noites de vigília até ele estar bem recuperado.
Eduardo sobreviveu a este e muitos outros tombos, não duvidem. E eu sobrevivi também.
Foram muitos os sustos em que o Eduardo foi o protagonista mas ,sem dúvida, as alegrias e o amor que sempre nos ofertou foram bem maiores.

sexta-feira, agosto 19, 2005

Uma noite em Buenos Aires

Ontem, quebrei a rotina e fui com a Patrícia e minha mãe assistir " Uma noite em Buenos Aires".
O repertório prima por muito bom gosto. O espetáculo traz músicos , interpretes e bailarinos excelentes. O figurino belíssimo. E os sapatos ...lindos.
E m contraste com a música forte e a interpretação dramática dos cantores há a leveza e graciosidade dos bailarinos. Muito belo mesmo.
Argentino é galanteador e , sendo assim,o encerramento nos mostrou os dançarinos dançando a chula em referência aos gaúchos.
Os músicos tocaram "As pastoras" ,convidando o público a cantar.
A noite de ontem fez-me lembrar que a cidade não dorme ,e muita coisa boa acontece enquanto eu já estou refugiada em casa.
Realmente ,foi uma noite muito agradável que tive o prazer de compartilhar com minha filha e minha mãe.
Muito obrigada filhinha pelo convite. Amei.

quarta-feira, agosto 10, 2005

Mais lembranças

Eu não gosto do inverno, ou melhor, não gosto do frio.
Um dia como o de hoje com temperatura baixa, vento e chuva miúda me fez recordar uma tarde de inverno de quando as crianças eram pequenas.
A Adriana ainda não era nascida.
Eu costumava buscar as crianças no Sevigné. Eles saiam as 17;30 ,se estou bem lembrada. Eu levava a Paty comigo, de carrinho . Vinhamos da Duque até a Venâncio Aires onde morávamos. Todo dia, à pé ,pela Redenção.
Eu pendurava as mochilas no carrinho da Paty e as crianças vinham brincando. A Alessandra sempre vinha junto a mim. Vinha me contando sobre o que fizera na escola. Gostavamos de vir cantando . André e Eduardo vinham pegando pedras, galhos, subindo nos bancos. As vezes iam mais na frente ,outras ficavam para trás. Eu chamava, parava e esperava por eles.
Nesta tarde estava muito frio e começou a ventar. As crianças estavam bem encasacadas," entrouxadas "mesmo.
Comecei a apressar o passo e o "truque" ,para eles me acompanharem ,era cantar uma música com rítmo bem rápido.
Os meninos vinham mais atrás quando ouvi um barulho d'agua, tipo "alguém caindo" na água. Virei-me e vi o Andrézinho todo molhado, mas muito molhado, correndo em minha direção. Ele corria e deixava um "rastro' de água. O Eduardo ria . Não sei se de nervoso ou porque achou graça mesmo. O André caira na piscina. Como caiu eu não sei, mas ele saiu tão rápido como entrou. Ele disse que foi jogar uma pedra ou pegar um pedaço de pau, não lembro bem.
Quando chegamos em casa ele tomou um banho quente e felizmente não adoeceu.
Esta foi só uma das inúmeras travessuras dele que eu recordo com muito carinho.

domingo, agosto 07, 2005

Meus Filhos

Quando eu era adolescente o objetivo, de quase toda menina, era casar, ter filhos e viver feliz para sempre. E foi assim que aconteceu, ou melhor, está acontecendo. Minha historia ainda não chegou ao fim.
Comecei a namorar aos 14 anos, casei aos 19 e com 29 anos já tinha meus 5 filhos.
Nem todos foram planejados ,mas cada um deles foi muito amado e desejado desde o primeiro momento que soube que estava gràvida. Meus filhos sempre foram prioridade em minha vida e ,procurei criá-los num lar onde o amor fosse embalado pela paz, harmonia e tranquilidade.
Uma casa com 5 crianças pequenas não pode ser muito tranquila, mas fiz o possível. Fiz dos sonhos dos meus filhos os meus sonhos. Brincamos, cantamos e choramos juntos. Partilhamos aventuras e desventuras. Estive ao lado deles sempre que precisaram e procurei me afastar quando achei que era o momento. Por que há um momento que passamos a ser quase demais na vida deles e temos que dar espaço, para não sobrarmos. Eles deixam de nos amar? Certamente não.
Apenas acontece de crescerem e ,o mundo deles sai da porta de casa para fora .Eles passam a ter segredos, ser mais reservados e até, distantes. Mas a intimidade, o amor está em cada olhar que trocamos.
Quando eles eram pequeninhos, eu tive o privilégio de poder estar junto à eles. Acompanhei cada graçinha, cada peraltice. Houve palmadas? Com certeza. Não me orgulho disto mas sempre procuro ser sincera. Foi assumindo meus erros que ensinei meus filhos a serem responsáveis pelos seus atos.
Para cada momento em que não fui tão paciente quanto deveria, eu procurei dar-lhes milhões de abraços e beijos. Não consegui, com toda certeza, apagar a lembrança das palmadas,mas sei que os momentos de ternura ficaram gravados para sempre em seus corações.
Todo final de dia, quando eles já dormiam em suas camas, eu ficava olhando o rostinho de cada um deles. Todo dia eu fazia isto e, todo dia isto me emocionava. Eu os olhava e me perguntava se eu havia sido boa o suficiente para com eles. Se eles havia se alimentado, brincado e se divertido . Ficava triste quando não conseguia dar-lhes toda a paciência que mereciam e , no dia seguinte, me esforçava para melhorar.
Meus filhos, minha vida. Lugar comum, pessoas com certeza nada comum.
Investi na minha familia toda minha vida e ,este investimento, gerou muitos dividendos (noras e genros}e está gerando muitos lucros ( meus netos). Eu espero ainda muito mais, porque sei do amor inesgotável que existe dentro de cada um deles.
Alessandra, André, Eduardo, Patrícia e Adriana eu amo vocês. Não vou desculpar-me por meus erros ,porque sou um ser humano comum, então passível de erros. Mas vou pedir-lhes que acreditem que eu procurei fazer sempre o certo e o melhor possível por vocês. O melhor possível nunca será tudo que vocês mereciam, mas foi o suficiente para dar-lhes força e determinação para buscar os seus objetivos de vida.
Vocês são pessoas muito especiais e eu agradeço que dividam comigo cada vitória e sucesso alcançado.Eu aprendo e cresço a cada dia com cada um de vocês .Durmo todo dia com a tranquilidade de saber que temos uns aos outros, como deve ser em toda família.
Amo muito todos vocês e sei que apesar dos " acidentes de percurso" eu consegui.

quinta-feira, agosto 04, 2005

Pai

Esta completando 9 anos que meu pai faleceu. Sinto saudades dele e lamento que ele não tenha vivido o suficiente para conhecer os bisnetos. Ele iria amá-los, muito.
Meu pai faleceu quando ainda tinha muita sede de viver. Sei que não realizou na vida tudo que desejava ,embora tenha feito muito. O que para mim pareceu muito para ele não foi o suficiente.
Às vezes buscamos tanto alguma coisa que deixamos de aproveitar as demais que nos acontecem.
Eu o amei muito e sei que ele sempre teve muito amor por mim e minhas irmãs. Foi o avô que meus filhos tiveram, embora por pouco tempo. Sei que as lembranças que eles têm do avô são ternas .
Quando fui morar em Santa Catarina estive distante dele. Apenas distante. As crianças pequenas, sozinha em cidades estranhas... Mas não justifica.
Não podemos deixar de priorizar a quem amamos em detrenimento de espaço e tempo.
Quando retornei para Porto Alegre ficamos mais próximos novamente. Meu pai já estava com complicações de saúde.
Acompanhei um pouco do sofrimento dele e foi uma experiência dolorosa. O que eu pude dar-lhe foi paciência , atenção e amor..E devo ter feito isto muito mais por mim do que por ele.
Passamos juntos alguns dias dos seus últimos verões .As vezes é com pouco que conseguimos muito.
Os netos na casa dele era algo que o deixava feliz, simplesmente feliz.
Tenho lembranças lindas de quando eu era criança.
Ele foi rígido, talvez nem sempre justo. Mas eu como mãe também fui firme e nem sempre justa.
Nós somos sujeitos a erros embora a intenção seja acertar .O importante é que o amor sempre seja maior que qualquer outro sentimento pois, desta forma, só o amor permanecerá.
O dia dos Pais se aproxima e eu sei , que neste dia você pai vai sentir meu abraço e eu vou escutar tu me chamando de "mimosa". Te amo pai.

terça-feira, agosto 02, 2005

Inocência

Hoje a criança perde a inocência mais cedo porque mais cedo ela tem que parar de sonhar. Papai Noel, coelhinho da páscoa deixam de existir mais cedo. Mas sempre vamos estar nos surpreendendo com respostas e atitudes ,que , por serem tão inocentes sempre serão capazes de ter.
Adriana é minha filha mais nova e quando pequena era muito agarrada comigo.
Como toda criança ela gostava de vir dormir na nossa cama e o pai dela ficava levando-a de volta para o berço.
Ela dividia o quarto com a Patricia e, embora com 4 aninhos , dormia no berço.
Uma noite o pai dela ficou bem aborrecido e falou muito firme com ela. Disse-lhe que ela tinha que dormir no berço e que ela não podia mais dormir na nossa cama. Na noite seguinte nós acordamos com muito barulho. As crianças também acordaram e ,quando tentamos sair do quarto ,encontramos a Adrianinha com o berço no meio do corredor.
Ela nos olhou e com os olhinhos esverdeados pelas lágrimas ela disse :
_Papai, eu vou dormir no berço . Junto da mamãe.
Acabamos ajudando-a a levar o berço até onde ela queria e por alguns dias ele permaneceu no nosso quarto.
Compramos para ela uma cama igual da irmã. Claro que ela fugia para nosso quarto, que filho não faz isto?
Havia manhãs que os cinco acordavam juntinhos a mim .
Isto não evitou que se tornassem adultos equilibrados e felizes.
Adriana casou e está construindo sua história de vida ao lado do marido, há milhares de quilometros daqui, com muita serenidade e equilibrio.
O tempo que tivemos juntas foi tão rico, tão bonito que nenhuma distância no mundo pode nos separar .Continuamos tão próximas e amigas como sempre . E, embora hoje Sra Scheidegger, ela será sempre a minha pequena.

sexta-feira, julho 29, 2005

Jovem Guarda

A Jovem Guarda está completando 40 anos.Eu acho mais correto dizer que ela surgiu há 40 anos,já que hoje ela não existe mais.Existem os cantores e "conjuntos" mas que se apresentam isoladamente.A maioria caiu no esquecimento e nem se sabe por onde andam ou o que fazem.Quem perdura é o Roberto Carlos que tem um publico fiel.
Eu lembro ter ido, há 40 anos atrás,assistir a uma apresentação da Jovem Guarda.Foi num domingo de manhã.no cinema Cacique(na Andradas).Foi um evento muito especial e mais ainda porque eu fui.Não lembro do custo do ingresso.Mas lembro do vestido que eu usei.Era um "redingote" de lã,todo abotoado na frente ;que minha mãe tinha feito para a minha irmã Cristina .Era costume as roupas dela ficarem para mim ,quando deixavam de servir nela.
Naquela época já acontecia estas mudanças de temperatura.Sempre associo calor àquele vestido,porque passei muito calor.Fomos cedo ,bem antes da hora, para pegar um bom lugar.Estava frio, era inverno.Lá dentro muita gente e eu era bem" tiete".Cantei, pulei.Deu um calorão.Eu só pensava que seria tão mais agradável se eu tivesse escolhido outra roupa.Com certeza eu guardo detalhes daquele dia, porque foi algo muito excepcional,O sucesso deles estava no início.Nas tardes de sábado tinha o programa "Jovem Guarda"na tv.Eu sabia e ainda sei quase todas as músicas daquela época.Gosto do Roberto.Pode ser por saudosismo...não interessa.
Ouvir as músicas dele me deixa com vontade de dançar.Aliás, dançar é algo que não faço há muito tempo.

quarta-feira, julho 27, 2005

Aí estão meus netos, razão de muita alegria

Dia dos Avós

Dia 26 de julho foi a data escolhida para se comemorar o Dia dos Avós porque este´seria o dia de Santa Ana e São Joaquim,pais de Nossa Senhora e , consequentemente, avós de Jesus Cristo.
Eu casei com 19 anos e aos 29 já tinha cinco maravilhosos filhos. Hoje sou a avó de Eduardo ( 9 anos ) e Pedro (1ano e 9 meses) filhos do Eduardo e logo da Bianca filhinha da Alessandra. Ale está com 7 meses de gravidez.
Ontem, estive na creche do Pedrinho para a homenagem dos pequeninhos para nós ,avós. Quando as crianças chegavam para a apresentação. imediatamente todas nós queríamos mostrar, para quem estava próximo ,Logo eu terei o nosso neto ou neta. Sem corujice, o Pedrinho com seus cachos dourados era o mais lindo.Ficou todo envergonhado diante de tantas pessoas estranhas .
Ser avó é para mim motivo de muita alegria e saber que ocupo um lugarzinho no coraçãozinho deles só vem ,mais uma vez , confirmar que toda minha história de vida valeu a pena.

segunda-feira, julho 25, 2005

Oitavo Mandamento

Quem assistiu ,ontem à noite, ao Fantástico viu que um dos assuntos abordados foi a mentira.
Eu achei a matéria muito fraca .Eles se limitaram a perguntar se as pessoas mentiam ou não, quando muito mais importante seria discutir o porquê e as consequências do mentir.
Muito difícil existir quem nunca tenha usado de uma "mentirinha".
Eu detesto a mentira e posso dizer com toda segurança que sou uma pessoa muito sincera.Mas, reconheço, que algumas vezes menti.Quantas vezes na hora de dar remédio para algum dos meus filhos, eu lhes dizia que tomasse que era gostoso.?! Ou ,quando precisava levá-los para vacinar e lhes dizia que ia doer só um pouquinho.Ou, quando caiam e eu dizia que um beijinho meu ia fazer passar a dor.Era mentira.Mentiras inocentes?
Com certeza não havia maldade em mim ,mas também não havia verdade.Eu usava deste artifício para conseguir algo necessário ;que tomassem remédio, ficassem calmos na hora da vacina e se sentissem amados quando machucados.Claro que na segunda dose do remédio eles já não acreditavam em mim e eu aprendi que a verdade , por pior que seja ,é sempre muito melhor. Ser fiel a verdade é o minimo que devemos fazer para ter o respeito de quem amamos e, por quem desejamos ser amados.
Mentir é um ato dos covardes que não conseguem enfrentar a verdade e ,por fraqueza, magoam aqueles que neles depositam confiança.
Têm pessoas que, de tanto mentir,passam a acreditar nas próprias mentiras pois assim não se sentem culpadas.
Todos estamos sujeitos a cometer erros e enganos mas assumir a consequência de nossos atos é fundamental.
Um homem se conhece pelo caráter e quem mente ,não tem caráter.
De fato , o Fantástico perdeu oportunidade de mandar um bom recado para o povo brasileiro que tem se deixado enganar com promessas e mentiras a cada nova eleição.Precisamos começar a ser mais criteriosos e tentar discernir a verdade no meio de tantas mentiras.

sábado, julho 23, 2005

Computadores

Ter um computador em casa, para alguns , se faz tão necessário como uma geladeira ou fogão.
Há 7 meses atrás eu não sabia nem ao menos ligar um computador.Sempre que precisava digitar algum trabalho era a adrianinha que fazia para mim.Algumas vezes a Adriana tentou ensinar-me mas me faltava paciência para aprender.
Adriana casou e foi morar com o Carlos no]s EUA ,onde ele faz mestrado na Universidade de Utah.
Antes de viajar a Adriana deixou o computador "pronto' para mim. Deixou instruções escritas para que eu pudesse utilizar o email e o msn e assim poder me comunicar com ela com frequência e facilidade. No início precisei da ajuda do Eduardinho, meu neto.
Mas, como diz o ditado"a dor ensina a gemer" eu comecei a saber me determinar sózinha.
Eu ainda cometo muitos erros e é comum eu deletar ou ,simplesmente ,travar todo computador.Como eu faço , não sei.Mas aí ,só desligando e reiniciando.
Toda esta conversa e para desculpar-me por ter digitado "Caps" errado.
Erros de português ou ,no caso de inglês ,são quase imperdoaveis para mim.Quase imperdoáveis porque nada mais certo do que fazer uso de um bom dicionário quando surge uma dúvida.
Aliás eu já curso o Yazigi há 5 anos e além deste ser um excelente curso, eu muito me esforço para ser uma boa aluna.
Eu sou é muito ruim na digitação.Ainda "cato milho".Mas ,quem sabe...com o tempo eu vá melhorando.

sexta-feira, julho 22, 2005

Lembranças

Hoje, quando eu retornava para casa ,eu vinha escutando,no rádio do carro, a Guaiba.O programa chama-se Clássicos de todo o mundo.Inevitavelmente, as músicas me trouxeram lindas lembranças.Help, Oh my love e outras da mesma qualidade. Estas músicas fizeram parte da minha vida quando eu ia às reuniões dançantes. Todo sábado tinha uma reunião ,se não tivesse , nós faziamos uma e reuníamos a turma. A preocupação era colocar uma roupa nova(mesmo que tivesse que pegar emprestada com uma amiga}e conseguir Lps do Renato e seus Blue Cape e, porque não, da Jovem Guarda.Depois, já na reunião, torcer para ser tirada para dançar.O bom seria dançar com o rapaz que estivessémos de flerte mas para não acabar a noite como "sapateira"qualquer par estava bom.Dançava-se três músicas e se pedia licença.Era o mais educado.O rapaz sempre poderia voltar a convidar-nos para outra dança.Foi uma época muito boa, doce mesmo. Acontecia o flerte( troca de olhares) e dançar de rosto colado era só para as meninas mais descoladas. Claro que não era meu caso.Sempre fui muito comportada ,o que nunca impediu que eu fosse muito popular.Eram os anos 60.Mesmo em meio à confusão politica nós éramos jovens saudáveis e felizes. Não éramos alienados.Preocupava-nos a Guerra do Vietnã, curtíamos as músicas de protestos mas ,acima de tudo nós aproveitávamos a inocência .Gosto de ter lembranças, mesmo que algumas tristes, porque elas são a certeza de que eu soube viver cada momento da minha vida com muita intensidade.
A música faz isto comigo.Ela me reporta a lugares e momentos que enchem meu peito de emoção e aquecem ,com muita ternura o meu coração.

quinta-feira, julho 21, 2005

Homem na lua

Há 36 anos atrás o homempela primeira vez pisava na lua.Eu tinha , então, 17 anos. Foi um grande acontecimento.Todos pararam para acompanhar o grande e inusitado evento. Acompanhava-se pelo rádio ou, os mais afortunados, pela TV (sem cores, naturalmente). As pessoas de mais idade ,comentavam que nunca tinham imaginado que tal feito pudesse vir a ocorrer. O que ocorreu há 36 anos não é nada diante de todo avanço tecnológico que ocorreu desde então. E graças a este avanço é que hoje , via internet, eu me comunico diariamente, com a Adriana. Adriana está morando com o marido nos Estados Unidos há quase 7 meses.Se não fosse a internet , tê-la assim tão distante seria muito doloroso.Como estamos sempre tc ,eu a sinto tão próxima como sempre soubemos ser.´Há 15 anos atrás, a Alessandra foi para os EUA através de um intercâmbio.Foram 11 meses em que eu chorei muito, apesar de ter dado a maior força para que ela tivesse esta oportunidade.As únicas formas de comunicarmos era ,através de cartas (escrevi e remeti ,devidamente numeradas 100 cartas) que levavam dias ou através do telefone. Além das ligações não serem da melhor qualidade, era muito caro.Pelo menos para nós.Mas com certeza foi ótimo esta experiência para ela e eu acho que, quem tem oportunidade tem mesmo é que ir conhecer este mundo que é muito maior do que se pode sonhar.
Comecei este blog por sugestão da Adriana.Talvez ela tenha tido a idéia a partir dos longos emails que escrevo ,todo dia ,para ela. Valeu filhinha.