Todos nós passamos por muitas emoções na vida. Naturalmente quanto mais anos vividos mais emoções vividas. Casamentos , nascimentos , formaturas , chegadas , despedidas , um gesto amigo...Enfim , como cantou Roberto Carlos , ...são tantas as emoções...
Meu coração já se alegrou e também se entristeceu incontáveis vezes por conta de emoções.
Com certeza ainda vou ter este privilégio , o de emocionar-me , por infinitas vezes. Porém , hoje eu fui surpreendida por algo tão belo , tão sublime que dificílmente terei palavras para expressar. Aquele momento ficará gravado na minha memória como um dos mais doce e inesquecível da minha vida.
. Eu estava na sala de espera do consultório médico , onde minha filha fazia sua consulta , quando tive minha atenção voltada para um som . Um som forte , muito nítido. Meus olhos encheram-se de lágrimas e me senti confortávelmente aquecida por uma paz muito grande. Era o coraçãozinho da minha neta .Batia tão forte que eu ouvia , mesmo estando em outra sala. Agradeci , imediatamente , à Deus por tanta graça que me tem dado. Agradeci por aquele momento , tão único.
No batimento forte do seu coraçãozinho a certeza que ela vem para brilhar , vencer e encher os meus dias de alegria e de novas emoções....
terça-feira, outubro 04, 2005
quinta-feira, setembro 29, 2005
Banana Boat
Nunca fui uma pessoa ligada a esportes . Pedalar uma bicicleta acho que foi o máximo que fiz um dia , e não como esporte. Esportes radicais...nem pensar.
Gosto de sossego . Arriscar...para quê? Mas isto é o modo como eu penso. Meus filhos são diferentes e gostam de se aventurarem. Demonstra que eu soube criá-los sem minhas inseguranças e medos.
Era o verão de 98. Estavamos em Camboriu. Eu , Adrianinha , André , Claudine , Patrícia , Alessandra e Rafael. Estávamos hospedados no Hotel Fischer. Sentados na área das piscinas nós víamos o mar , e as Bananas Boat. Eles resolveram fazer o passeio e dicidiram que eu tinha que participar. Eu recusei...eles insistiram...fui.
Quando combinaram o passeio o rapaz da lancha perguntou:
--Com tombo ou sem tombo?
Eu , rapidamente , respondi que seria sem tombo. Um passeio suave...
Fomos...Três tombos...Horríveis.
O primeiro , realmente não previsto , aconteceu porque foi preciso "frear" para evitar uma rede de pescadores. Nós não caímos. Nós voamos e afundamos. A Patrícia se agarrou em mim com o objetivo de me ajudar , e com isso afundamos mais que os outros. Lembro de enxergar todos subindo enquanto eu e ela ainda íamos para mais fundo. A Pat acabou me largando e retornou e eu logo atrás dela. Todos ficaram aflitos por me ajudar , mas no desespero eu fui muito ágil e voltei rapidinho para cima da banana. Felizmente todos usávamos coletes salva-vidas , pois estávamos bem afastados da praia. Tivemos o segundo tombo...eles adorando.
Retornando para a praia perdemos a Ale e a Adri. Olhei para trás e lá estavam , bem distantes , dois pontinhos no meio do mar. Que aflição.
Mais um tombo na chegada. Hiper, hiper divertido...para eles.
Foi uma experiência assustadora , mas me sinto feliz por ter participado com eles. Pior é não ficar sabendo como poderia ter sido. Valeu , com certeza , valeu bastante.
Meus filhos estão me ensinando a viver sem medo. Sem medo de arriscar. Sem medo de ser eu mesma. Sem medo de ser feliz.
Gosto de sossego . Arriscar...para quê? Mas isto é o modo como eu penso. Meus filhos são diferentes e gostam de se aventurarem. Demonstra que eu soube criá-los sem minhas inseguranças e medos.
Era o verão de 98. Estavamos em Camboriu. Eu , Adrianinha , André , Claudine , Patrícia , Alessandra e Rafael. Estávamos hospedados no Hotel Fischer. Sentados na área das piscinas nós víamos o mar , e as Bananas Boat. Eles resolveram fazer o passeio e dicidiram que eu tinha que participar. Eu recusei...eles insistiram...fui.
Quando combinaram o passeio o rapaz da lancha perguntou:
--Com tombo ou sem tombo?
Eu , rapidamente , respondi que seria sem tombo. Um passeio suave...
Fomos...Três tombos...Horríveis.
O primeiro , realmente não previsto , aconteceu porque foi preciso "frear" para evitar uma rede de pescadores. Nós não caímos. Nós voamos e afundamos. A Patrícia se agarrou em mim com o objetivo de me ajudar , e com isso afundamos mais que os outros. Lembro de enxergar todos subindo enquanto eu e ela ainda íamos para mais fundo. A Pat acabou me largando e retornou e eu logo atrás dela. Todos ficaram aflitos por me ajudar , mas no desespero eu fui muito ágil e voltei rapidinho para cima da banana. Felizmente todos usávamos coletes salva-vidas , pois estávamos bem afastados da praia. Tivemos o segundo tombo...eles adorando.
Retornando para a praia perdemos a Ale e a Adri. Olhei para trás e lá estavam , bem distantes , dois pontinhos no meio do mar. Que aflição.
Mais um tombo na chegada. Hiper, hiper divertido...para eles.
Foi uma experiência assustadora , mas me sinto feliz por ter participado com eles. Pior é não ficar sabendo como poderia ter sido. Valeu , com certeza , valeu bastante.
Meus filhos estão me ensinando a viver sem medo. Sem medo de arriscar. Sem medo de ser eu mesma. Sem medo de ser feliz.
segunda-feira, setembro 26, 2005
Patrícia
Hoje é o aniversário da Patrícia.
Ela está completando 27 anos e eu tinha um ano a menos quando ela nasceu.
Foi um bebê muito bonito , muito fofa. Dormiu , chorou , brincou como toda criança. Porém , conforme ela ia crescendo , eu percebí que ela seria singular. Ùnica.
Tinturas no cabelo , piercing , tatuagens...normal.
Festas...muitas festas. Os aniversários da Pat sempre tiveram muitos convidados.
Levantar cedo para ir para a escola era uma dificuldade. Trazê-la para casa após a escola...outra dificuldade. Isto mexia com a paciência dos irmãos , já que deviam ir e voltar juntos.
Mas como a Patrícia é peculiarmente surpreendente ela , apesar de toda esta agitação e inquietude , é extremamente meiga , amorosa e terna.
Começou a trabalhar bem cedo , mostrando-se desde então extremamente responsável e comprometida.
Amiga , muito amiga. Fiel e dedicada. Conviver com ela pode nem sempre ser fácil mas , sem dúvida , eu não abriria mão deste privilégio. Ela sempre foi muito mais que uma filha. Ela é a ajuda , o apoio , o abraço das minhas horas mais difíceis e dos meus momentos mais doces.
Se eu tivesse que compará-la com algo , eu diria que ela é como o sol. A maior das estrelas. Quando não está , tudo fica sombrio. Quando chega ilumina e alegra a tudo e a todos.
Desejo que esta energia positiva a guie ao alcance de todos os seus sonhos. Eu tenho um amor imenso por ela e as qualidades dela , com certeza , vão muito além do que posso colocar em palaras.
Ela é simplesmente incrível.
Ela está completando 27 anos e eu tinha um ano a menos quando ela nasceu.
Foi um bebê muito bonito , muito fofa. Dormiu , chorou , brincou como toda criança. Porém , conforme ela ia crescendo , eu percebí que ela seria singular. Ùnica.
Tinturas no cabelo , piercing , tatuagens...normal.
Festas...muitas festas. Os aniversários da Pat sempre tiveram muitos convidados.
Levantar cedo para ir para a escola era uma dificuldade. Trazê-la para casa após a escola...outra dificuldade. Isto mexia com a paciência dos irmãos , já que deviam ir e voltar juntos.
Mas como a Patrícia é peculiarmente surpreendente ela , apesar de toda esta agitação e inquietude , é extremamente meiga , amorosa e terna.
Começou a trabalhar bem cedo , mostrando-se desde então extremamente responsável e comprometida.
Amiga , muito amiga. Fiel e dedicada. Conviver com ela pode nem sempre ser fácil mas , sem dúvida , eu não abriria mão deste privilégio. Ela sempre foi muito mais que uma filha. Ela é a ajuda , o apoio , o abraço das minhas horas mais difíceis e dos meus momentos mais doces.
Se eu tivesse que compará-la com algo , eu diria que ela é como o sol. A maior das estrelas. Quando não está , tudo fica sombrio. Quando chega ilumina e alegra a tudo e a todos.
Desejo que esta energia positiva a guie ao alcance de todos os seus sonhos. Eu tenho um amor imenso por ela e as qualidades dela , com certeza , vão muito além do que posso colocar em palaras.
Ela é simplesmente incrível.
sexta-feira, setembro 23, 2005
Primavera
Hoje começou a estação da Primavera. Começou com um lindo dia de sol, brisa fraca. Que bom se pudesse acreditar que todos os dias desta estação serão como o de hoje. Qualquer um sabe que, o que é menos constante é o tempo. Hoje amanheceu um dia lindo e pode ser que, antes do término do dia, ainda fique nublado e chova. Quem precisa sair cedo para o trabalho , como acontecia comigo, tem que sair preparada para se "descascar". Uma blusinha leve, uma mais grossinha por cima e quem sabe um casaquinho. E, isto acontece em qualquer estação, não apenas na Primavera.
Mas é na Primavera que os parques ficam mais floridos e o canto dos pássaros se faz mais presente. Eu gosto.
Primavera estação das flores e dos enamorados. Tudo bem que as flores brotem na primavera mas para amar não há de se esperar por uma estação. Correto?
Mas é na Primavera que os parques ficam mais floridos e o canto dos pássaros se faz mais presente. Eu gosto.
Primavera estação das flores e dos enamorados. Tudo bem que as flores brotem na primavera mas para amar não há de se esperar por uma estação. Correto?
terça-feira, setembro 20, 2005
20 DE SETEMBRO
Todo gaúcho deveria ter conhecimento do valor histórico que tem a Revolução Farroupilha para o nosso estado , senão para a nação. Muitos vêem esta data como um dia para ir assistir ao desfile, que este ano teve 11 carros alegóricos, e esquecem de falar para seus filhos o que se celebra...ou não se celebra....
Eu considero da maior importância cultivar as tradições do nosso Estado . Tenho orgulho de ser gaùcha e sempre procurei passar este sentimento para meus filhos.
Quando as crianças eram pequenas e morávamos em Porto Alegre, eu costumava levá-las para assistir ao desfile. Morávamos na Av. Venâncio Aires e o desfile acontecia na João Pessoa. Era só descer do prédio.
Lembro em especial do desfile de 1979. A Patricia ia fazer 1 aninho. Tinha chovido e havia muitas poças d'água. Alessandra, André e Eduardo iam brincando com aquelas "coisas" que acabamos comprando em dias festivos...bandeirinhas, catavento e um macaquinho pedalando uma bicicleta. A Paticia ia empurrando o carrinho dela pois , até aquele momento , ela não caminhava sozinha. Passamos por uma das inumeras poças d'água e a Pat quis ficar por alí. Eu segui em frente forçando o carrinho, que ela empurrava , para frente. Ficamos todos surpresos quando a Pat se soltou e foi , muito faceira e segura caminhando até a água, se abaixou e fez o que queria...molhou as mãos e as mangas da roupinha dela. Daquele momento em diante ninguém mais segurou aquela menina. Ela descobriu a maravilha do andar por conta própria e eu descobri que correr atrás dela não seria uma tarefa fácil ...porém deliciosa.
Eu considero da maior importância cultivar as tradições do nosso Estado . Tenho orgulho de ser gaùcha e sempre procurei passar este sentimento para meus filhos.
Quando as crianças eram pequenas e morávamos em Porto Alegre, eu costumava levá-las para assistir ao desfile. Morávamos na Av. Venâncio Aires e o desfile acontecia na João Pessoa. Era só descer do prédio.
Lembro em especial do desfile de 1979. A Patricia ia fazer 1 aninho. Tinha chovido e havia muitas poças d'água. Alessandra, André e Eduardo iam brincando com aquelas "coisas" que acabamos comprando em dias festivos...bandeirinhas, catavento e um macaquinho pedalando uma bicicleta. A Paticia ia empurrando o carrinho dela pois , até aquele momento , ela não caminhava sozinha. Passamos por uma das inumeras poças d'água e a Pat quis ficar por alí. Eu segui em frente forçando o carrinho, que ela empurrava , para frente. Ficamos todos surpresos quando a Pat se soltou e foi , muito faceira e segura caminhando até a água, se abaixou e fez o que queria...molhou as mãos e as mangas da roupinha dela. Daquele momento em diante ninguém mais segurou aquela menina. Ela descobriu a maravilha do andar por conta própria e eu descobri que correr atrás dela não seria uma tarefa fácil ...porém deliciosa.
segunda-feira, setembro 19, 2005
2 filhos de Francisco
Ontem fui assistir à 2 filhos de Francisco. Sala cheia, depois de mais de um mês que o filme está em exibição.
Emocionante a história deste lavrador, do interior de Goiás, que tem por sonho transformar dois de seus filhos em uma dupla sertaneja.
Com certeza foi a sua determinação que fez com que isto acontecesse. Quantos pais , por este nosso país imenso, não cultivam este mesmo sonho e não conseguem realizá-lo.
Mas o filme nos mostra muito mais que a busca do sonho de Francisco. Mostra a realidade das familias brasileiras, da fome e do frio que enfrentam na sua trajetória de vida. Mostra as lágrimas de uma mãe que não tem comida para alimentar seus filhos. O desespero de pais diante da perda de um filho. A tristeza diante de uma doença irreparável.
Nada muda neste país. Não existe um programa social que oriente, auxiliem estas familias. O número de filhos é numeroso. E a fome e a miséria cada vez maiores.
Quem ainda nutre um sentimento de preconceito em relação às produções nacionais e não foi assistir a este filme, eu aconselho que vá. Vale a pena.
Sonhar e, não apenas esperar que o sonho aconteça, mas fazê-lo acontecer é possível. Mas é necessário que se tenha muita fé , vontade e acima de tudo, muito amor.
Do que me compete o cinema brasileiro está de parabéns pela beleza de "2 filhos de Francisco".
Emocionante a história deste lavrador, do interior de Goiás, que tem por sonho transformar dois de seus filhos em uma dupla sertaneja.
Com certeza foi a sua determinação que fez com que isto acontecesse. Quantos pais , por este nosso país imenso, não cultivam este mesmo sonho e não conseguem realizá-lo.
Mas o filme nos mostra muito mais que a busca do sonho de Francisco. Mostra a realidade das familias brasileiras, da fome e do frio que enfrentam na sua trajetória de vida. Mostra as lágrimas de uma mãe que não tem comida para alimentar seus filhos. O desespero de pais diante da perda de um filho. A tristeza diante de uma doença irreparável.
Nada muda neste país. Não existe um programa social que oriente, auxiliem estas familias. O número de filhos é numeroso. E a fome e a miséria cada vez maiores.
Quem ainda nutre um sentimento de preconceito em relação às produções nacionais e não foi assistir a este filme, eu aconselho que vá. Vale a pena.
Sonhar e, não apenas esperar que o sonho aconteça, mas fazê-lo acontecer é possível. Mas é necessário que se tenha muita fé , vontade e acima de tudo, muito amor.
Do que me compete o cinema brasileiro está de parabéns pela beleza de "2 filhos de Francisco".
sábado, setembro 17, 2005
Sol
Finalmente, depois de tantos dias sombrios , o sol. Não sei por quanto tempo ele vai iluminar o dia já que o número de nuvens é bem significativo. Mas abrir a janela e vê-lo , hoje cedo, já foi reconfortante.
Sol, o grande amigo sol. Grande mesmo, como diz a música-tema do filme "Noviça Rebelde".
Dia ensolarado dá vontade de sair da cama, abrir as janelas, colocar a roupa para secar , cantar...Sim , sol pede música.
E abrir também o coração...porque não?
Comigo acontece assim. Dia iluminado me ilumina. Dias sombrios...um ou dois ,eu supero...Mais que isto... vou me tornando sombria também.
Quem hoje levantou cedo como eu , teve oportunidade de ser beijada pelo sol. Quem ficou até mais tarde na cama talvez já não tenha este previlégio, pois este nosso final de inverno está muito cinzento.
Sol, o grande amigo sol.. Aproveite o calor do sol quem como eu , prefere os dias claros, mas ñunca se esqueçam da proteção necessária para expor-se aos seus raios. Há malefícios que podem ser evitados. Evite-os...por favor.
Sol, o grande amigo sol. Grande mesmo, como diz a música-tema do filme "Noviça Rebelde".
Dia ensolarado dá vontade de sair da cama, abrir as janelas, colocar a roupa para secar , cantar...Sim , sol pede música.
E abrir também o coração...porque não?
Comigo acontece assim. Dia iluminado me ilumina. Dias sombrios...um ou dois ,eu supero...Mais que isto... vou me tornando sombria também.
Quem hoje levantou cedo como eu , teve oportunidade de ser beijada pelo sol. Quem ficou até mais tarde na cama talvez já não tenha este previlégio, pois este nosso final de inverno está muito cinzento.
Sol, o grande amigo sol.. Aproveite o calor do sol quem como eu , prefere os dias claros, mas ñunca se esqueçam da proteção necessária para expor-se aos seus raios. Há malefícios que podem ser evitados. Evite-os...por favor.
domingo, setembro 11, 2005
Amizade
Eu tenho por hábito conservar e cultivar, com muito carinho, amizades. Posso dizer , orgulhosamente, que tenho amigas de quatro décadas. Não nos vemos nem nos falamos todos os dias, mas quando temos oportunidade de fazê-lo é como se tivéssemos nos visto a todo momento.
E foi desta forma na última sexta feira ,quando jantei com cinco queridas e maravilhosas amigas. Nós fizemos o curso "Normal' no Instituto de Educação juntas. Èramos adolescentes e , durante três anos e meio , dividimos e partilhamos nossos sonhos.
A vida levou-nos a caminhos diferentes. Eu mesma morei alguns anos em outras cidades, até fora do RS. Mas indepentente dos caminhos seguidos , nós permanecemos fiéis a nossa amizade.
Sempre que nos reunímos é muito, mas muito gratificante. È o meu sentimento que , com certeza absoluta, é também o delas. Conversamos sobre o tempo passado o que sempre nos leva a boas risadas. Fomos uma turma muito unida .
Falamos sobre nossos filhos e filhas. Conversamos sobre trabalho, viagens. Mostramos fotos. Fotos de viagens, de filhos ...Eu mostro fotos também de netos.
Quando nos despedimos a sensação que fica comigo é das melhores possíveis. Não sei quando conseguiremos novamente nos reunir , mas sei que , quando isto acontecer ,eu estarei entre pessoas muito queridas e que têm igual carinho por mim.
E foi desta forma na última sexta feira ,quando jantei com cinco queridas e maravilhosas amigas. Nós fizemos o curso "Normal' no Instituto de Educação juntas. Èramos adolescentes e , durante três anos e meio , dividimos e partilhamos nossos sonhos.
A vida levou-nos a caminhos diferentes. Eu mesma morei alguns anos em outras cidades, até fora do RS. Mas indepentente dos caminhos seguidos , nós permanecemos fiéis a nossa amizade.
Sempre que nos reunímos é muito, mas muito gratificante. È o meu sentimento que , com certeza absoluta, é também o delas. Conversamos sobre o tempo passado o que sempre nos leva a boas risadas. Fomos uma turma muito unida .
Falamos sobre nossos filhos e filhas. Conversamos sobre trabalho, viagens. Mostramos fotos. Fotos de viagens, de filhos ...Eu mostro fotos também de netos.
Quando nos despedimos a sensação que fica comigo é das melhores possíveis. Não sei quando conseguiremos novamente nos reunir , mas sei que , quando isto acontecer ,eu estarei entre pessoas muito queridas e que têm igual carinho por mim.
domingo, setembro 04, 2005
Bêu
Quase toda criança , quando pequenina, tem uma fraldinha ou cobertor do qual não se afasta.
Dos meus filhos só a Adrianinha, a mais nova, teve este "hábito". Porém ,não era uma fraldinha ou cobertor, era o Bêu.
O Bêu era uma fronha vermelha, com bordados brancos, de um dos meus travesseiros.Na verdade eram duas fronhas, que eu revezava enquanto eram lavadas. Ela não podia ficar sem o Bêu dela. Ficava esfregando os dedinhos na ponta das fronhas deixando-as puídas.
Há um dia que vai ficar para sempre na minha memória. Nós morávamos em Joinvile, numa casa com um terreno muito grande. Chovera muito e , quando fez sol, precisei lavar as duas fronhas. Lavei-as e as estendi no varal ,com esperança que elas secassem antes da Adrianinha acordar. Mas não foi isto que ocorreu. Ela acordou e a primeira coisa que ela veio me pedir foi o Bêu. Ela estava com 2 aninhos e costumava arrastar o travesseiro, que era grande, por onde andava. Eu disse que tinha lavado, mostrei as fronhas no varal e disse que logo elas estariam secas.
Eu nunca vou esquecer aquele dia, porque a Adri ficou o tempo todo perto do varal. Bem embaixo das fronhas. Eu tinha que a todo momento verificar se elas estavam secas. Nada fez com que ela se afastasse. Ficou lá de pé, a cabecinha virada para cima, os olhinhos vigiando o Bêu, que ela descobrira serem dois.
Com o tempo as fronhas foram rasgando. Comprei novas fronhas vermelhas , mas ela não queria.
No final ela largou do Bêu que ,depois de um tempo, descobri guardado em meu armário. Sinal de que eu ,de certa forma, fiquei com a fronha como se guardasse um pedacinho do meu passado. Gesto com certeza desnecessário , já que tenho todas as lembranças gravadas, não apenas na memória , mas no coração.
Dos meus filhos só a Adrianinha, a mais nova, teve este "hábito". Porém ,não era uma fraldinha ou cobertor, era o Bêu.
O Bêu era uma fronha vermelha, com bordados brancos, de um dos meus travesseiros.Na verdade eram duas fronhas, que eu revezava enquanto eram lavadas. Ela não podia ficar sem o Bêu dela. Ficava esfregando os dedinhos na ponta das fronhas deixando-as puídas.
Há um dia que vai ficar para sempre na minha memória. Nós morávamos em Joinvile, numa casa com um terreno muito grande. Chovera muito e , quando fez sol, precisei lavar as duas fronhas. Lavei-as e as estendi no varal ,com esperança que elas secassem antes da Adrianinha acordar. Mas não foi isto que ocorreu. Ela acordou e a primeira coisa que ela veio me pedir foi o Bêu. Ela estava com 2 aninhos e costumava arrastar o travesseiro, que era grande, por onde andava. Eu disse que tinha lavado, mostrei as fronhas no varal e disse que logo elas estariam secas.
Eu nunca vou esquecer aquele dia, porque a Adri ficou o tempo todo perto do varal. Bem embaixo das fronhas. Eu tinha que a todo momento verificar se elas estavam secas. Nada fez com que ela se afastasse. Ficou lá de pé, a cabecinha virada para cima, os olhinhos vigiando o Bêu, que ela descobrira serem dois.
Com o tempo as fronhas foram rasgando. Comprei novas fronhas vermelhas , mas ela não queria.
No final ela largou do Bêu que ,depois de um tempo, descobri guardado em meu armário. Sinal de que eu ,de certa forma, fiquei com a fronha como se guardasse um pedacinho do meu passado. Gesto com certeza desnecessário , já que tenho todas as lembranças gravadas, não apenas na memória , mas no coração.
terça-feira, agosto 30, 2005
Castigo
Criar cinco filhos foi uma tarefa prazerosa, mas nem sempre muito fácil.
Alessandra e Adriana sempre foram muito tranquilas. Desde pequenas já apreciavam a leitura.
André e Eduardo gastavam toda sua energia em muitas travessuras e peraltices. Não foram poucas as vezes que tivemos que correr com eles para o Pronto Socorro.
Patrícia...ah...esta menina sempre foi tão adorável quanto geniosa.
Então, de vez em quando, pintava uma palmada, um sermão e algum castigo.
Claro que tudo na proporção de quem mais aprontava.
Havia um castigo do qual sei que eles se lembram bem. Tem até quem diga que ficou "traumatizado".
Quando não adiantava mais falar e chamar a atenção , para evitar apelar para as palmadas ,eu os colocava para fora de casa. Pelo tempo suficiente de eu me acalmar. Colocar para fora de casa significava que eles ficariam no jardim (qdo moravamos em casa) ou no corredor (qdo morávamos em apto). Para eles isto era terrível, embora fosse por poucos minutos.
Certa vez. em Blumenau, eu fiquei tão braba que mandei os cinco sairem. Alessandra com 10 anos, André com 8, Eduardo com 7, Pat com 5 e a Adrianinha com 2 aninhos. Não lembro o porquê, mas se foram os cinco é porque a farra estava grande.
Olhei pela janela da sala e os vi, lado a lado, por ordem de tamanho debaixo da chuva. Ah...chovia. Os cinco de mãos dadas.Olhavam para mim e eu consegui amá-los ainda mais. Fazia pouco brigavam e agora davam-se as mãos ,protegendo um ao outro. Não foi a última vez que usei deste castigo, mas acho que foi a única em que foram todos os cinco.
Aquele foi um dos momentos da minha vida em que eu soube, com toda a certeza, que tudo que eu poderia desejar e amar estava ali; meus filhos.
Alessandra e Adriana sempre foram muito tranquilas. Desde pequenas já apreciavam a leitura.
André e Eduardo gastavam toda sua energia em muitas travessuras e peraltices. Não foram poucas as vezes que tivemos que correr com eles para o Pronto Socorro.
Patrícia...ah...esta menina sempre foi tão adorável quanto geniosa.
Então, de vez em quando, pintava uma palmada, um sermão e algum castigo.
Claro que tudo na proporção de quem mais aprontava.
Havia um castigo do qual sei que eles se lembram bem. Tem até quem diga que ficou "traumatizado".
Quando não adiantava mais falar e chamar a atenção , para evitar apelar para as palmadas ,eu os colocava para fora de casa. Pelo tempo suficiente de eu me acalmar. Colocar para fora de casa significava que eles ficariam no jardim (qdo moravamos em casa) ou no corredor (qdo morávamos em apto). Para eles isto era terrível, embora fosse por poucos minutos.
Certa vez. em Blumenau, eu fiquei tão braba que mandei os cinco sairem. Alessandra com 10 anos, André com 8, Eduardo com 7, Pat com 5 e a Adrianinha com 2 aninhos. Não lembro o porquê, mas se foram os cinco é porque a farra estava grande.
Olhei pela janela da sala e os vi, lado a lado, por ordem de tamanho debaixo da chuva. Ah...chovia. Os cinco de mãos dadas.Olhavam para mim e eu consegui amá-los ainda mais. Fazia pouco brigavam e agora davam-se as mãos ,protegendo um ao outro. Não foi a última vez que usei deste castigo, mas acho que foi a única em que foram todos os cinco.
Aquele foi um dos momentos da minha vida em que eu soube, com toda a certeza, que tudo que eu poderia desejar e amar estava ali; meus filhos.
domingo, agosto 28, 2005
Amor no terceiro milenio
Hoje recebi ,de uma amiga muito querida, um email que discursava sobre o amor no terceiro milenio. Texto escrito com muita inteligência e sabedoria e com o qual eu me identifiquei bastante.
Jamais eu jogaria fora os quase 28 anos que vivi em casamento. Foram anos difíceis mas muito felizes. Formei uma família que é minha prioridade , meu orgulho e minha paixão. Não imagino minha vida ela.
Comecei a namorar com 14 anos e com 19 estava casada. Desta forma , passei da educação dos pais para a educação do marido. Porque os casamentos, na sua maioria , exigiam a submissão de uma das partes. Uma das personalidades era abafada em detrimento da outra. Só um podia ter a realização profissional e também , era de apenas um, a responsabilidade economica da familia. Injusto para ambas as partes.
Hoje, e isto nos fala este email, existe a individualidade na união. Eu percebo isto nas relações de meus filhos e por isso acredito na base de suas relações. È muito bonito. Ambos tem espaço e responsabilidades iguais.
Mas há mais neste email. Ele nos fala sobre o ficar só. E, também aí ,concordo com todas as palavras. Não será o fato de ter um companheiro ou não, de ter filhos ou não, que nos fará encontrar a felicidade. A felicidade está em encontrar e amar o nosso próprio eu.
Divorciada ,eu encontrei oportunidade de descobrir coisas de que eu era capaz e que nunca imaginara. Descobri-me uma pessoa forte, tranquila e com muito potencial. Evidentemente , o tempo é um fator crucial e o meu tempo, para algumas coisas ,já tinha passado. Mas tomar decisões, administrar meu dinheiro e falar por mim mesma é um luxo que me deixa muito feliz.
O amor no terceiro milenio me faz ter fé que o amor e a dignidade humana serão perenes.
Privilégio tive eu de provar das duas situaçoes; ser dois e ser um.
Sabedoria maior foi saber ser feliz em ambas.
.
Jamais eu jogaria fora os quase 28 anos que vivi em casamento. Foram anos difíceis mas muito felizes. Formei uma família que é minha prioridade , meu orgulho e minha paixão. Não imagino minha vida ela.
Comecei a namorar com 14 anos e com 19 estava casada. Desta forma , passei da educação dos pais para a educação do marido. Porque os casamentos, na sua maioria , exigiam a submissão de uma das partes. Uma das personalidades era abafada em detrimento da outra. Só um podia ter a realização profissional e também , era de apenas um, a responsabilidade economica da familia. Injusto para ambas as partes.
Hoje, e isto nos fala este email, existe a individualidade na união. Eu percebo isto nas relações de meus filhos e por isso acredito na base de suas relações. È muito bonito. Ambos tem espaço e responsabilidades iguais.
Mas há mais neste email. Ele nos fala sobre o ficar só. E, também aí ,concordo com todas as palavras. Não será o fato de ter um companheiro ou não, de ter filhos ou não, que nos fará encontrar a felicidade. A felicidade está em encontrar e amar o nosso próprio eu.
Divorciada ,eu encontrei oportunidade de descobrir coisas de que eu era capaz e que nunca imaginara. Descobri-me uma pessoa forte, tranquila e com muito potencial. Evidentemente , o tempo é um fator crucial e o meu tempo, para algumas coisas ,já tinha passado. Mas tomar decisões, administrar meu dinheiro e falar por mim mesma é um luxo que me deixa muito feliz.
O amor no terceiro milenio me faz ter fé que o amor e a dignidade humana serão perenes.
Privilégio tive eu de provar das duas situaçoes; ser dois e ser um.
Sabedoria maior foi saber ser feliz em ambas.
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segunda-feira, agosto 22, 2005
Sonhos
Sonhos...Quem não sonha?
Quando jovem eu sonhava com um amor eterno, viagens, menos compromissos...Achava que todos meus sonhos se realizariam. Mas nem tudo acontece do jeito que planejamos e muitas surpresas nos são reservadas.
Não ter nossos sonhos realizados não é sinal de fracasso, até porque às vezes ,o que desejamos não é o melhor que poderia nos acontecer.
Existe um tempo para sonhar e buscar a realização dos mesmos. Qaundo o tempo expira, só nos resta aceitar o que se tem e aprender a viver com o que não se tem.
Sonhar quando se é jovem é natural, porém sonhar quando já não se é tão jovem seria fugir da realidade.
Que importa se muitos sonhos pelos quais lutei ,tornaram-se castelos de areia que o mar levou se tenho saúde, harmonia e paz ?
Que importa se não realizei alguns sonhos, se sei que meus filhos têm mais chances de ver os seus realizados?
Que importa não ter sido correspondida e amada, se tenho o amor mais puro e sincero que é aquele que recebo de meus filhos e netos?
Que importa qualquer coisa que eu não tenha alcançado, se mesmo sem elas eu sou tão feliz?
Hoje, eu ainda cultivo alguns sonhos, mas como sei que é a vida que tem mais para me dar, procuro viver mais tempo acordada do que mergulhada em sonhos.
Quando jovem eu sonhava com um amor eterno, viagens, menos compromissos...Achava que todos meus sonhos se realizariam. Mas nem tudo acontece do jeito que planejamos e muitas surpresas nos são reservadas.
Não ter nossos sonhos realizados não é sinal de fracasso, até porque às vezes ,o que desejamos não é o melhor que poderia nos acontecer.
Existe um tempo para sonhar e buscar a realização dos mesmos. Qaundo o tempo expira, só nos resta aceitar o que se tem e aprender a viver com o que não se tem.
Sonhar quando se é jovem é natural, porém sonhar quando já não se é tão jovem seria fugir da realidade.
Que importa se muitos sonhos pelos quais lutei ,tornaram-se castelos de areia que o mar levou se tenho saúde, harmonia e paz ?
Que importa se não realizei alguns sonhos, se sei que meus filhos têm mais chances de ver os seus realizados?
Que importa não ter sido correspondida e amada, se tenho o amor mais puro e sincero que é aquele que recebo de meus filhos e netos?
Que importa qualquer coisa que eu não tenha alcançado, se mesmo sem elas eu sou tão feliz?
Hoje, eu ainda cultivo alguns sonhos, mas como sei que é a vida que tem mais para me dar, procuro viver mais tempo acordada do que mergulhada em sonhos.
domingo, agosto 21, 2005
Não duvide
Os anos em que moramos em Blumenau foram os das maiores enchentes.
Durante a maior delas chegamos a ficar 20 dias retidos em casa. Sem luz, sem telefone. Água só a da chuva que, devidamente tratada, era utilizada para a nossa alimentação e higiene.
Nossa casa ficava no alto de uma rua sem saída. A visão que tínhamos durante a enchente era só de telhados. Casas submersas a perder de vista.
Era sábado , a água baixara permitindo que as pessoas voltassem para suas casas. Dia de avaliar as perdas e encarar a limpeza.
Perto do meio dia, eu na cozinha e as crianças brincando com alguns amiguinhos. Lembro de ter ouvido o Eduardo dizer:
Tu duvidas?
Depois disto tudo foi muito rápido. Uma vizinha entrou gritando que o Eduardo tinha caído. Corri para a rua e vi que alguém carregava meu filho nos braços .Pedi para minha vizinha desligar o gás do fogão e olhar pelas crianças e desci a rua correndo, descalça e ainda de avental.
Eduardo foi colocado no banco traseiro do carro . Meu filho estava muito sujo de sangue, desacordado. Ele tinha 7 aninhos.
Durante o trajeto para o hospital ele acordou mas não lembrava o que tinha acontecido. O hospital, que havia sido atingido pela enchente, atendia de maneira precária. Eduardo bateu com a cabeça e todo o lado esquerdo do corpo.
Estava bastante machucado mas não precisou fazer nenhuma sutura.
Quando retornamos para casa, onde todos aguardavam assustados, e ficamos sabendo o que acontecera.
Eduardo nunca gostou que duvidassem dele. Muitas brigas e queixas de vizinhos eram por duvidarem dele. Duvidavam que ele jogava a bola na cara de alguém, ele jogava. Duvidavam que ele quebraria o carrinho de outro, ele quebrava.
Então... Haviam duvidado que ele desceria a nossa rua, uma respeitável lomba de paralelepipedo, de bicicleta sem segurar na direção. E ele desceu. Felizmente ele usava capacete o que ,com certeza, evitou consequências bem mais graves.
Foram muitos dias e noites de vigília até ele estar bem recuperado.
Eduardo sobreviveu a este e muitos outros tombos, não duvidem. E eu sobrevivi também.
Foram muitos os sustos em que o Eduardo foi o protagonista mas ,sem dúvida, as alegrias e o amor que sempre nos ofertou foram bem maiores.
Durante a maior delas chegamos a ficar 20 dias retidos em casa. Sem luz, sem telefone. Água só a da chuva que, devidamente tratada, era utilizada para a nossa alimentação e higiene.
Nossa casa ficava no alto de uma rua sem saída. A visão que tínhamos durante a enchente era só de telhados. Casas submersas a perder de vista.
Era sábado , a água baixara permitindo que as pessoas voltassem para suas casas. Dia de avaliar as perdas e encarar a limpeza.
Perto do meio dia, eu na cozinha e as crianças brincando com alguns amiguinhos. Lembro de ter ouvido o Eduardo dizer:
Tu duvidas?
Depois disto tudo foi muito rápido. Uma vizinha entrou gritando que o Eduardo tinha caído. Corri para a rua e vi que alguém carregava meu filho nos braços .Pedi para minha vizinha desligar o gás do fogão e olhar pelas crianças e desci a rua correndo, descalça e ainda de avental.
Eduardo foi colocado no banco traseiro do carro . Meu filho estava muito sujo de sangue, desacordado. Ele tinha 7 aninhos.
Durante o trajeto para o hospital ele acordou mas não lembrava o que tinha acontecido. O hospital, que havia sido atingido pela enchente, atendia de maneira precária. Eduardo bateu com a cabeça e todo o lado esquerdo do corpo.
Estava bastante machucado mas não precisou fazer nenhuma sutura.
Quando retornamos para casa, onde todos aguardavam assustados, e ficamos sabendo o que acontecera.
Eduardo nunca gostou que duvidassem dele. Muitas brigas e queixas de vizinhos eram por duvidarem dele. Duvidavam que ele jogava a bola na cara de alguém, ele jogava. Duvidavam que ele quebraria o carrinho de outro, ele quebrava.
Então... Haviam duvidado que ele desceria a nossa rua, uma respeitável lomba de paralelepipedo, de bicicleta sem segurar na direção. E ele desceu. Felizmente ele usava capacete o que ,com certeza, evitou consequências bem mais graves.
Foram muitos dias e noites de vigília até ele estar bem recuperado.
Eduardo sobreviveu a este e muitos outros tombos, não duvidem. E eu sobrevivi também.
Foram muitos os sustos em que o Eduardo foi o protagonista mas ,sem dúvida, as alegrias e o amor que sempre nos ofertou foram bem maiores.
sexta-feira, agosto 19, 2005
Uma noite em Buenos Aires
Ontem, quebrei a rotina e fui com a Patrícia e minha mãe assistir " Uma noite em Buenos Aires".
O repertório prima por muito bom gosto. O espetáculo traz músicos , interpretes e bailarinos excelentes. O figurino belíssimo. E os sapatos ...lindos.
E m contraste com a música forte e a interpretação dramática dos cantores há a leveza e graciosidade dos bailarinos. Muito belo mesmo.
Argentino é galanteador e , sendo assim,o encerramento nos mostrou os dançarinos dançando a chula em referência aos gaúchos.
Os músicos tocaram "As pastoras" ,convidando o público a cantar.
A noite de ontem fez-me lembrar que a cidade não dorme ,e muita coisa boa acontece enquanto eu já estou refugiada em casa.
Realmente ,foi uma noite muito agradável que tive o prazer de compartilhar com minha filha e minha mãe.
Muito obrigada filhinha pelo convite. Amei.
O repertório prima por muito bom gosto. O espetáculo traz músicos , interpretes e bailarinos excelentes. O figurino belíssimo. E os sapatos ...lindos.
E m contraste com a música forte e a interpretação dramática dos cantores há a leveza e graciosidade dos bailarinos. Muito belo mesmo.
Argentino é galanteador e , sendo assim,o encerramento nos mostrou os dançarinos dançando a chula em referência aos gaúchos.
Os músicos tocaram "As pastoras" ,convidando o público a cantar.
A noite de ontem fez-me lembrar que a cidade não dorme ,e muita coisa boa acontece enquanto eu já estou refugiada em casa.
Realmente ,foi uma noite muito agradável que tive o prazer de compartilhar com minha filha e minha mãe.
Muito obrigada filhinha pelo convite. Amei.
quarta-feira, agosto 10, 2005
Mais lembranças
Eu não gosto do inverno, ou melhor, não gosto do frio.
Um dia como o de hoje com temperatura baixa, vento e chuva miúda me fez recordar uma tarde de inverno de quando as crianças eram pequenas.
A Adriana ainda não era nascida.
Eu costumava buscar as crianças no Sevigné. Eles saiam as 17;30 ,se estou bem lembrada. Eu levava a Paty comigo, de carrinho . Vinhamos da Duque até a Venâncio Aires onde morávamos. Todo dia, à pé ,pela Redenção.
Eu pendurava as mochilas no carrinho da Paty e as crianças vinham brincando. A Alessandra sempre vinha junto a mim. Vinha me contando sobre o que fizera na escola. Gostavamos de vir cantando . André e Eduardo vinham pegando pedras, galhos, subindo nos bancos. As vezes iam mais na frente ,outras ficavam para trás. Eu chamava, parava e esperava por eles.
Nesta tarde estava muito frio e começou a ventar. As crianças estavam bem encasacadas," entrouxadas "mesmo.
Comecei a apressar o passo e o "truque" ,para eles me acompanharem ,era cantar uma música com rítmo bem rápido.
Os meninos vinham mais atrás quando ouvi um barulho d'agua, tipo "alguém caindo" na água. Virei-me e vi o Andrézinho todo molhado, mas muito molhado, correndo em minha direção. Ele corria e deixava um "rastro' de água. O Eduardo ria . Não sei se de nervoso ou porque achou graça mesmo. O André caira na piscina. Como caiu eu não sei, mas ele saiu tão rápido como entrou. Ele disse que foi jogar uma pedra ou pegar um pedaço de pau, não lembro bem.
Quando chegamos em casa ele tomou um banho quente e felizmente não adoeceu.
Esta foi só uma das inúmeras travessuras dele que eu recordo com muito carinho.
Um dia como o de hoje com temperatura baixa, vento e chuva miúda me fez recordar uma tarde de inverno de quando as crianças eram pequenas.
A Adriana ainda não era nascida.
Eu costumava buscar as crianças no Sevigné. Eles saiam as 17;30 ,se estou bem lembrada. Eu levava a Paty comigo, de carrinho . Vinhamos da Duque até a Venâncio Aires onde morávamos. Todo dia, à pé ,pela Redenção.
Eu pendurava as mochilas no carrinho da Paty e as crianças vinham brincando. A Alessandra sempre vinha junto a mim. Vinha me contando sobre o que fizera na escola. Gostavamos de vir cantando . André e Eduardo vinham pegando pedras, galhos, subindo nos bancos. As vezes iam mais na frente ,outras ficavam para trás. Eu chamava, parava e esperava por eles.
Nesta tarde estava muito frio e começou a ventar. As crianças estavam bem encasacadas," entrouxadas "mesmo.
Comecei a apressar o passo e o "truque" ,para eles me acompanharem ,era cantar uma música com rítmo bem rápido.
Os meninos vinham mais atrás quando ouvi um barulho d'agua, tipo "alguém caindo" na água. Virei-me e vi o Andrézinho todo molhado, mas muito molhado, correndo em minha direção. Ele corria e deixava um "rastro' de água. O Eduardo ria . Não sei se de nervoso ou porque achou graça mesmo. O André caira na piscina. Como caiu eu não sei, mas ele saiu tão rápido como entrou. Ele disse que foi jogar uma pedra ou pegar um pedaço de pau, não lembro bem.
Quando chegamos em casa ele tomou um banho quente e felizmente não adoeceu.
Esta foi só uma das inúmeras travessuras dele que eu recordo com muito carinho.
domingo, agosto 07, 2005
Meus Filhos
Quando eu era adolescente o objetivo, de quase toda menina, era casar, ter filhos e viver feliz para sempre. E foi assim que aconteceu, ou melhor, está acontecendo. Minha historia ainda não chegou ao fim.
Comecei a namorar aos 14 anos, casei aos 19 e com 29 anos já tinha meus 5 filhos.
Nem todos foram planejados ,mas cada um deles foi muito amado e desejado desde o primeiro momento que soube que estava gràvida. Meus filhos sempre foram prioridade em minha vida e ,procurei criá-los num lar onde o amor fosse embalado pela paz, harmonia e tranquilidade.
Uma casa com 5 crianças pequenas não pode ser muito tranquila, mas fiz o possível. Fiz dos sonhos dos meus filhos os meus sonhos. Brincamos, cantamos e choramos juntos. Partilhamos aventuras e desventuras. Estive ao lado deles sempre que precisaram e procurei me afastar quando achei que era o momento. Por que há um momento que passamos a ser quase demais na vida deles e temos que dar espaço, para não sobrarmos. Eles deixam de nos amar? Certamente não.
Apenas acontece de crescerem e ,o mundo deles sai da porta de casa para fora .Eles passam a ter segredos, ser mais reservados e até, distantes. Mas a intimidade, o amor está em cada olhar que trocamos.
Quando eles eram pequeninhos, eu tive o privilégio de poder estar junto à eles. Acompanhei cada graçinha, cada peraltice. Houve palmadas? Com certeza. Não me orgulho disto mas sempre procuro ser sincera. Foi assumindo meus erros que ensinei meus filhos a serem responsáveis pelos seus atos.
Para cada momento em que não fui tão paciente quanto deveria, eu procurei dar-lhes milhões de abraços e beijos. Não consegui, com toda certeza, apagar a lembrança das palmadas,mas sei que os momentos de ternura ficaram gravados para sempre em seus corações.
Todo final de dia, quando eles já dormiam em suas camas, eu ficava olhando o rostinho de cada um deles. Todo dia eu fazia isto e, todo dia isto me emocionava. Eu os olhava e me perguntava se eu havia sido boa o suficiente para com eles. Se eles havia se alimentado, brincado e se divertido . Ficava triste quando não conseguia dar-lhes toda a paciência que mereciam e , no dia seguinte, me esforçava para melhorar.
Meus filhos, minha vida. Lugar comum, pessoas com certeza nada comum.
Investi na minha familia toda minha vida e ,este investimento, gerou muitos dividendos (noras e genros}e está gerando muitos lucros ( meus netos). Eu espero ainda muito mais, porque sei do amor inesgotável que existe dentro de cada um deles.
Alessandra, André, Eduardo, Patrícia e Adriana eu amo vocês. Não vou desculpar-me por meus erros ,porque sou um ser humano comum, então passível de erros. Mas vou pedir-lhes que acreditem que eu procurei fazer sempre o certo e o melhor possível por vocês. O melhor possível nunca será tudo que vocês mereciam, mas foi o suficiente para dar-lhes força e determinação para buscar os seus objetivos de vida.
Vocês são pessoas muito especiais e eu agradeço que dividam comigo cada vitória e sucesso alcançado.Eu aprendo e cresço a cada dia com cada um de vocês .Durmo todo dia com a tranquilidade de saber que temos uns aos outros, como deve ser em toda família.
Amo muito todos vocês e sei que apesar dos " acidentes de percurso" eu consegui.
Comecei a namorar aos 14 anos, casei aos 19 e com 29 anos já tinha meus 5 filhos.
Nem todos foram planejados ,mas cada um deles foi muito amado e desejado desde o primeiro momento que soube que estava gràvida. Meus filhos sempre foram prioridade em minha vida e ,procurei criá-los num lar onde o amor fosse embalado pela paz, harmonia e tranquilidade.
Uma casa com 5 crianças pequenas não pode ser muito tranquila, mas fiz o possível. Fiz dos sonhos dos meus filhos os meus sonhos. Brincamos, cantamos e choramos juntos. Partilhamos aventuras e desventuras. Estive ao lado deles sempre que precisaram e procurei me afastar quando achei que era o momento. Por que há um momento que passamos a ser quase demais na vida deles e temos que dar espaço, para não sobrarmos. Eles deixam de nos amar? Certamente não.
Apenas acontece de crescerem e ,o mundo deles sai da porta de casa para fora .Eles passam a ter segredos, ser mais reservados e até, distantes. Mas a intimidade, o amor está em cada olhar que trocamos.
Quando eles eram pequeninhos, eu tive o privilégio de poder estar junto à eles. Acompanhei cada graçinha, cada peraltice. Houve palmadas? Com certeza. Não me orgulho disto mas sempre procuro ser sincera. Foi assumindo meus erros que ensinei meus filhos a serem responsáveis pelos seus atos.
Para cada momento em que não fui tão paciente quanto deveria, eu procurei dar-lhes milhões de abraços e beijos. Não consegui, com toda certeza, apagar a lembrança das palmadas,mas sei que os momentos de ternura ficaram gravados para sempre em seus corações.
Todo final de dia, quando eles já dormiam em suas camas, eu ficava olhando o rostinho de cada um deles. Todo dia eu fazia isto e, todo dia isto me emocionava. Eu os olhava e me perguntava se eu havia sido boa o suficiente para com eles. Se eles havia se alimentado, brincado e se divertido . Ficava triste quando não conseguia dar-lhes toda a paciência que mereciam e , no dia seguinte, me esforçava para melhorar.
Meus filhos, minha vida. Lugar comum, pessoas com certeza nada comum.
Investi na minha familia toda minha vida e ,este investimento, gerou muitos dividendos (noras e genros}e está gerando muitos lucros ( meus netos). Eu espero ainda muito mais, porque sei do amor inesgotável que existe dentro de cada um deles.
Alessandra, André, Eduardo, Patrícia e Adriana eu amo vocês. Não vou desculpar-me por meus erros ,porque sou um ser humano comum, então passível de erros. Mas vou pedir-lhes que acreditem que eu procurei fazer sempre o certo e o melhor possível por vocês. O melhor possível nunca será tudo que vocês mereciam, mas foi o suficiente para dar-lhes força e determinação para buscar os seus objetivos de vida.
Vocês são pessoas muito especiais e eu agradeço que dividam comigo cada vitória e sucesso alcançado.Eu aprendo e cresço a cada dia com cada um de vocês .Durmo todo dia com a tranquilidade de saber que temos uns aos outros, como deve ser em toda família.
Amo muito todos vocês e sei que apesar dos " acidentes de percurso" eu consegui.
quinta-feira, agosto 04, 2005
Pai
Esta completando 9 anos que meu pai faleceu. Sinto saudades dele e lamento que ele não tenha vivido o suficiente para conhecer os bisnetos. Ele iria amá-los, muito.
Meu pai faleceu quando ainda tinha muita sede de viver. Sei que não realizou na vida tudo que desejava ,embora tenha feito muito. O que para mim pareceu muito para ele não foi o suficiente.
Às vezes buscamos tanto alguma coisa que deixamos de aproveitar as demais que nos acontecem.
Eu o amei muito e sei que ele sempre teve muito amor por mim e minhas irmãs. Foi o avô que meus filhos tiveram, embora por pouco tempo. Sei que as lembranças que eles têm do avô são ternas .
Quando fui morar em Santa Catarina estive distante dele. Apenas distante. As crianças pequenas, sozinha em cidades estranhas... Mas não justifica.
Não podemos deixar de priorizar a quem amamos em detrenimento de espaço e tempo.
Quando retornei para Porto Alegre ficamos mais próximos novamente. Meu pai já estava com complicações de saúde.
Acompanhei um pouco do sofrimento dele e foi uma experiência dolorosa. O que eu pude dar-lhe foi paciência , atenção e amor..E devo ter feito isto muito mais por mim do que por ele.
Passamos juntos alguns dias dos seus últimos verões .As vezes é com pouco que conseguimos muito.
Os netos na casa dele era algo que o deixava feliz, simplesmente feliz.
Tenho lembranças lindas de quando eu era criança.
Ele foi rígido, talvez nem sempre justo. Mas eu como mãe também fui firme e nem sempre justa.
Nós somos sujeitos a erros embora a intenção seja acertar .O importante é que o amor sempre seja maior que qualquer outro sentimento pois, desta forma, só o amor permanecerá.
O dia dos Pais se aproxima e eu sei , que neste dia você pai vai sentir meu abraço e eu vou escutar tu me chamando de "mimosa". Te amo pai.
Meu pai faleceu quando ainda tinha muita sede de viver. Sei que não realizou na vida tudo que desejava ,embora tenha feito muito. O que para mim pareceu muito para ele não foi o suficiente.
Às vezes buscamos tanto alguma coisa que deixamos de aproveitar as demais que nos acontecem.
Eu o amei muito e sei que ele sempre teve muito amor por mim e minhas irmãs. Foi o avô que meus filhos tiveram, embora por pouco tempo. Sei que as lembranças que eles têm do avô são ternas .
Quando fui morar em Santa Catarina estive distante dele. Apenas distante. As crianças pequenas, sozinha em cidades estranhas... Mas não justifica.
Não podemos deixar de priorizar a quem amamos em detrenimento de espaço e tempo.
Quando retornei para Porto Alegre ficamos mais próximos novamente. Meu pai já estava com complicações de saúde.
Acompanhei um pouco do sofrimento dele e foi uma experiência dolorosa. O que eu pude dar-lhe foi paciência , atenção e amor..E devo ter feito isto muito mais por mim do que por ele.
Passamos juntos alguns dias dos seus últimos verões .As vezes é com pouco que conseguimos muito.
Os netos na casa dele era algo que o deixava feliz, simplesmente feliz.
Tenho lembranças lindas de quando eu era criança.
Ele foi rígido, talvez nem sempre justo. Mas eu como mãe também fui firme e nem sempre justa.
Nós somos sujeitos a erros embora a intenção seja acertar .O importante é que o amor sempre seja maior que qualquer outro sentimento pois, desta forma, só o amor permanecerá.
O dia dos Pais se aproxima e eu sei , que neste dia você pai vai sentir meu abraço e eu vou escutar tu me chamando de "mimosa". Te amo pai.
terça-feira, agosto 02, 2005
Inocência
Hoje a criança perde a inocência mais cedo porque mais cedo ela tem que parar de sonhar. Papai Noel, coelhinho da páscoa deixam de existir mais cedo. Mas sempre vamos estar nos surpreendendo com respostas e atitudes ,que , por serem tão inocentes sempre serão capazes de ter.
Adriana é minha filha mais nova e quando pequena era muito agarrada comigo.
Como toda criança ela gostava de vir dormir na nossa cama e o pai dela ficava levando-a de volta para o berço.
Ela dividia o quarto com a Patricia e, embora com 4 aninhos , dormia no berço.
Uma noite o pai dela ficou bem aborrecido e falou muito firme com ela. Disse-lhe que ela tinha que dormir no berço e que ela não podia mais dormir na nossa cama. Na noite seguinte nós acordamos com muito barulho. As crianças também acordaram e ,quando tentamos sair do quarto ,encontramos a Adrianinha com o berço no meio do corredor.
Ela nos olhou e com os olhinhos esverdeados pelas lágrimas ela disse :
_Papai, eu vou dormir no berço . Junto da mamãe.
Acabamos ajudando-a a levar o berço até onde ela queria e por alguns dias ele permaneceu no nosso quarto.
Compramos para ela uma cama igual da irmã. Claro que ela fugia para nosso quarto, que filho não faz isto?
Havia manhãs que os cinco acordavam juntinhos a mim .
Isto não evitou que se tornassem adultos equilibrados e felizes.
Adriana casou e está construindo sua história de vida ao lado do marido, há milhares de quilometros daqui, com muita serenidade e equilibrio.
O tempo que tivemos juntas foi tão rico, tão bonito que nenhuma distância no mundo pode nos separar .Continuamos tão próximas e amigas como sempre . E, embora hoje Sra Scheidegger, ela será sempre a minha pequena.
Adriana é minha filha mais nova e quando pequena era muito agarrada comigo.
Como toda criança ela gostava de vir dormir na nossa cama e o pai dela ficava levando-a de volta para o berço.
Ela dividia o quarto com a Patricia e, embora com 4 aninhos , dormia no berço.
Uma noite o pai dela ficou bem aborrecido e falou muito firme com ela. Disse-lhe que ela tinha que dormir no berço e que ela não podia mais dormir na nossa cama. Na noite seguinte nós acordamos com muito barulho. As crianças também acordaram e ,quando tentamos sair do quarto ,encontramos a Adrianinha com o berço no meio do corredor.
Ela nos olhou e com os olhinhos esverdeados pelas lágrimas ela disse :
_Papai, eu vou dormir no berço . Junto da mamãe.
Acabamos ajudando-a a levar o berço até onde ela queria e por alguns dias ele permaneceu no nosso quarto.
Compramos para ela uma cama igual da irmã. Claro que ela fugia para nosso quarto, que filho não faz isto?
Havia manhãs que os cinco acordavam juntinhos a mim .
Isto não evitou que se tornassem adultos equilibrados e felizes.
Adriana casou e está construindo sua história de vida ao lado do marido, há milhares de quilometros daqui, com muita serenidade e equilibrio.
O tempo que tivemos juntas foi tão rico, tão bonito que nenhuma distância no mundo pode nos separar .Continuamos tão próximas e amigas como sempre . E, embora hoje Sra Scheidegger, ela será sempre a minha pequena.
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